
Entre 2022 e 2025, a Tabela SUS Paulista impulsionou um aumento de 50% na oferta de tomografias e ressonâncias magnéticas na rede pública estadual. Nesse período, o SUS paulista realizou 1,1 milhão de tomografias e 220 mil ressonâncias magnéticas a mais, elevando o total de exames de 2.408.179 para 3.603.418 tomografias e de 480.168 para 700.452 ressonâncias magnéticas, quando comparado a produção estadual de 2022 com 2025.
A Tabela SUS Paulista é uma iniciativa inédita do Governo de São Paulo que complementa em até cinco vezes os valores pagos pela tabela federal do Sistema Único de Saúde (SUS). O aumento tem efeito direto sobre o atendimento ao paciente. Exames de imagem são decisivos para confirmar diagnósticos, definir condutas e iniciar tratamento com mais rapidez, sobretudo em casos de câncer e outras doenças que dependem de investigação especializada.
Na oncologia, o avanço também aparece na assistência. Os atendimentos em quimioterapia e radioterapia cresceram mais de 25% no mesmo período, ampliando a capacidade da rede pública para diagnóstico e tratamento.
O resultado está ligado ao reforço de financiamento promovido pela Tabela SUS Paulista, iniciativa do Governo de São Paulo que complementa os valores pagos pela tabela federal e amplia a capacidade de hospitais filantrópicos e unidades conveniadas ao SUS. Até o mês de abril deste ano, foram repassados mais de R$ 10,5 bilhões dos cofres estaduais.
“A Tabela SUS Paulista enfrenta um problema histórico do sistema público, que é a defasagem da tabela federal em procedimentos de maior complexidade. Com esse reforço, os hospitais conseguem ampliar a oferta de exames e tratamentos, o que se traduz em mais acesso, mais agilidade no diagnóstico e mais capacidade de resposta para a população”, afirma o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva.
Na prática, o programa elevou em 50% o valor pago por procedimentos estratégicos. A tomografia por emissão de pósitrons, o PET-CT, usada no diagnóstico e acompanhamento oncológico, recebe R$ 2.107,22 pela tabela federal. Com a complementação estadual, o valor chega a R$ 3.160,83.
A tomografia computadorizada de tórax, remunerada em R$ 136,41 pela tabela federal, passa a R$ 204,61 com a complementação do Estado. Já exames como a ressonância magnética de coluna cervical/pescoço e a ressonância magnética de tórax,cuja remuneração é de R$ 268,75 pela tabela nacional, chegam a R$ 403,12 no estado de São Paulo.
A medida fortalece 800 hospitais filantrópicos e unidades conveniadas ao SUS em todo o estado. Além de ampliar a oferta de exames especializados, o programa contribui para reduzir gargalos históricos e melhorar o acesso ao atendimento em diferentes regiões paulistas.
Cirurgias oncológicas também crescem
Os R$ 10,5 bilhões investidos pelo Governo de São Paulo na Tabela SUS Paulista contribuíram, ainda, para o aumento de 43% no registro de cirurgias oncológicas entre 2022 e 2025
O avanço está ligado aos reajustes promovidos pelo programa, que ampliou em 184% os valores destinados aos procedimentos cirúrgicos oncológicos e em 269% os recursos voltados ao atendimento clínico.
















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