Plataforma foi utilizada por 24% dos consumidores que compraram em redes sociais, enquanto Instagram aparece com 17% e YouTube com 12%

(Foto: Divulgação)
O TikTok já disputa espaço na etapa final da jornada de compra. De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, a plataforma lidera entre as redes utilizadas para adquirir produtos diretamente no ambiente social.
Entre os consumidores que fizeram compras dentro de uma plataforma nos seis meses anteriores ao levantamento, 24% utilizaram o TikTok. O Instagram aparece na sequência, com 17%, seguido pelo YouTube, com 12%.
O resultado sinaliza um avanço do TikTok sobre um território tradicionalmente associado ao Instagram: a conexão entre descoberta de produtos, conteúdo de marcas e conversão. A plataforma deixa de funcionar apenas como espaço de entretenimento e inspiração e passa a ocupar uma posição mais próxima da transação.
As redes sociais, de maneira geral, já possuem participação relevante no consumo digital. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados realizaram compras por meio desses canais nos últimos 12 meses, enquanto 49% concluíram uma aquisição diretamente dentro de uma plataforma social nos últimos seis meses.
Moda e vestuário lideram as categorias compradas pelas redes, citadas por 49%. Em seguida aparecem cosméticos, perfumes e produtos para o cabelo, com 44%; artigos para casa, com 39%; e medicamentos, vitaminas e produtos de farmácia, com 32%.
O desempenho dessas categorias está ligado ao caráter visual das plataformas e à facilidade de demonstração dos produtos em vídeos, transmissões, avaliações e conteúdos produzidos pelos próprios consumidores. Uma peça de roupa, um cosmético ou um item de decoração pode ser apresentado em uso, reduzindo parte da distância entre a experiência física e a digital.
Praticidade e rapidez são os principais motivos para comprar pelas redes sociais, mencionados por 43% dos consumidores. A procura por melhores preços e ofertas aparece logo depois, com 41%. A possibilidade de conversar com o vendedor e esclarecer dúvidas foi citada por 29%, enquanto 26% valorizam o acesso contínuo a novidades.
Apesar do avanço da compra direta, o consumidor não deixa de pesquisar. Antes de decidir, 64% verificam o preço, 39% procuram comentários de outros compradores e a mesma proporção busca fotos do produto.
Esse comportamento mostra que o alcance de um vídeo ou a popularidade de um perfil não garantem, sozinhos, a venda. A confiança continua relacionada à transparência da oferta, à reputação do vendedor e às experiências relatadas por outros consumidores.
A pesquisa também aponta limites para a influência comercial. Em uma escala de 1 a 5, a publicidade feita por influenciadores e celebridades recebeu nota 2,89, abaixo das recomendações de amigos e familiares, das avaliações de clientes e dos selos de segurança.
Para o varejo, o crescimento do TikTok amplia as oportunidades de descoberta e conversão, mas exige uma estratégia que una conteúdo, preço competitivo, atendimento e prova social. A disputa com o Instagram não será definida apenas pelo número de visualizações, mas pela capacidade de transformar atenção em uma compra segura e conveniente.














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