
A queda de cabelo é uma queixa comum, mas quando ocorre de forma intensa ou persistente pode indicar um quadro de alopecia, condição que afeta milhões de pessoas e pode ter diferentes causas.
Segundo a Profa. Dra. Mariana Cristina Cabral Silva, professora e coordenadora do curso de Biomedicina do Centro Universitário Fundação Santo André, a alopecia não é apenas uma questão estética — ela pode estar relacionada a fatores biológicos, hormonais e emocionais.
“A alopecia é caracterizada pela perda anormal de cabelos ou pelos. Identificar a causa é essencial para definir o tratamento adequado”, explica a especialista.
O que é alopecia?
A alopecia é uma condição que provoca a queda parcial ou total dos cabelos, podendo ocorrer de forma temporária ou permanente. Entre os tipos mais comuns estão: alopecia androgenética (calvície hereditária); alopecia areata (de origem autoimune); eflúvio telógeno (queda acentuada após estresse ou alterações no organismo) e alopecia causada por fatores externos, como uso de produtos químicos ou traumas no couro cabeludo.
Quais os riscos?
Embora nem sempre represente um risco grave à saúde física, a alopecia pode estar associada a condições que merecem atenção. Possíveis causas e riscos: desequilíbrios hormonais; deficiência de vitaminas e nutrientes; doenças autoimunes; estresse intenso; efeitos colaterais de medicamentos.
Além disso, o impacto emocional pode ser significativo. “A queda de cabelo pode afetar a autoestima e o bem-estar psicológico. Por isso, é importante olhar para o paciente de forma integral”, destaca a Profa. Mariana.
Quando se preocupar?
A especialista orienta atenção aos seguintes sinais: queda excessiva de cabelo ao lavar ou pentear; falhas visíveis no couro cabeludo; afinamento progressivo dos fios; queda repentina após eventos de estresse ou doença. “Se a queda persistir por semanas ou houver falhas aparentes, é fundamental buscar avaliação profissional”, recomenda.
Existe tratamento?
Sim, mas o tratamento depende da causa identificada, com orientação médica. Pode incluir: reposição de vitaminas e nutrientes; uso de medicamentos específicos; terapias capilares e controle de fatores hormonais.
Dicas práticas para cuidar da saúde capilar
A especialista destaca algumas ações que ajudam na prevenção: manter uma alimentação equilibrada; evitar excesso de químicas no cabelo; reduzir o estresse; cuidar da saúde do couro cabeludo e evitar tração excessiva dos fios (como penteados muito apertados).
Saúde vai além da estética
Para a Profa. Mariana, é essencial entender que a alopecia pode ser um sinal de que algo no organismo precisa de atenção. “O cabelo é um reflexo da nossa saúde. Observar mudanças e buscar orientação especializada é fundamental para cuidar do corpo como um todo”, conclui.
















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