Relatório aponta que trem intercidades passará por Paranapiacaba

Ainda que não haja uma confirmação por parte do Governo de São Paulo, é cada vez mais iminente a implementação do Trem Intercidades (TIC) Eixo Sul, projetado para ligar a Capital à Baixada Santista, com passagem pelo traçado funicular de Paranapiacaba.
Estudo detalhado do relatório “Diretrizes para Elaboração do Diagrama Unifilar da Linha 10” mostra que essa é a alternativa mais viável para a conexão regional por via ferroviária entre São Paulo a Santos.
Recentemente o governador Tarcísio de Freitas citou três trajetos possíveis, deixando claro que a descida pela Serra do Mar é a mais provável por ter um percurso mais rápido (80 Km) e requerer menor investimento.
Em agenda da Caravana 3D – Desenvolvimento, Dignidade e Diálogo por cidades do ABC entre os dias 14 e 15 de maio, o governador concedeu entrevista ao jornal Diário do Grande ABC e voltou a defender a reativação do funicular:
“Avaliamos o tempo de percurso e o custo do empreendimento. E a conclusão que estamos chegando agora é que a reativação do funicular vai ser a alternativa mais viável, o que de certa forma vai beneficiar o Grande ABC. No fim, estamos falando de uma ligação que vai passar pela região. Chegaríamos com o trem no Grande ABC e daí faria a ligação no funicular para descer para Santos”.
Os detalhes do estudo foram esmiuçados no site Via Trólebus após a entrevista. Pela proposta – ainda não é um projeto – o TIC Eixo Sul teria início na Estação Palmeiras/Barra Funda indo até o Brás pela via 3 da Linha 11-Coral, seguindo pela via 2 da Linha 10-Turquesa. O traçado, com a finalidade de não atrapalhar o transporte de cargas e de passageiros metropolitanos já existentes na região central (de maior fluxo), teria a instalação de Aparelhos de Mudança de Via. Um dos pontos de ultrapassagem seria a Estação São Caetano e a segunda opção, a parada em Santo André. O trilho usado até Rio Grande da Serra, entre Brás e Mauá, ficaria exclusivo para o trem intercidades.
O percurso Brás/Santo André dispõe atualmente de três linhas funcionais. Uma quarta linha férrea será implantada pela empresa MRS Logística. Entre Mauá e Ribeirão Pires os trens metropolitanos vão precisar ser deslocados para o traçado sul. Para esta alternativa será necessário a realização de intervenções estruturais como a configuração dos trilhos, resultando em remodelações das estações Guapituba e Ribeirão Pires.
A passagem pela Estação de Paranapiacaba resolveria uma antiga demanda de moradores e turistas que se deslocam para lá: a reativação do trem de passageiros que foi extinta pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em 2001. Vale lembrar que somente em 2009 foi criado o Expresso Turístico, que funciona apenas nos finais de semana e feriados. Dessa forma, a única opção de deslocamento são os ônibus intermunicipais 040 e 424 da Next Mobilidade.
O TIC Eixo Sul faz parte do Programa SP nos Trilhos para fomentar a malha ferroviária do Estado, especialmente em trechos ociosos ou com baixa capacidade. O investimento será de até R$ 15 bilhões. A prazo para conclusão do estudo é 2027, quando passará para a fase de estruturação com o lançamento do edital e início da implantação. A previsão de operação comercial será entre 2033 a 2025, beneficiando 1,8 milhão de passageiros.
A Prefeitura de Santo André, hoje sob comando do prefeito Gilvan Ferreira, torce para que o sonho se torne realidade. Afinal, o trem metropolitano até Paranapiacaba facilitaria muito a vida dos andreenses e daria maior impulsão ao Turismo local.

INSS em Ação presta serviços aos moradores do Parque Andreense e região

Se você tem alguma pendência, dúvida ou precisa de serviços relacionados à Previdência Social, eis uma ótima oportunidade no sábado (30). Sem agendamento prévio, nesta data, das 9h30 às 14h, o INSS em Ação estará na sede administrativa do Parque Andreense da Prefeitura de Santo André, localizada no Km 39,5 da Rodovia Índio Tibiriçá.
A serviço itinerante do Instituto de Previdência de Santo André estará disponível para a população andreense e região para auxiliar sobre os benefícios previdenciários, cadastro no aplicativo “Meu INSS”, instruções sobre o Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica de Assistência Social (BCP/LOAS) e suporte para solicitações como aposentadoria, auxílio-doença e perícia médica, bem como acompanhamento, informações sobre processos já requeridos, emissão de senha inicial na conta no site gov.br e orientações sobre os novos critérios do consignado. A iniciativa é uma parceria da Gerência Executiva ABCD do Instituto de Previdência do Seguro Social em Santo André com a Subprefeitura de Paranapiacaba e Parque Andreense, vinculada à Prefeitura de Santo André.
A medida é mais uma viabilização para os moradores da região que têm dificuldade para se deslocar até a sede central do INSS, na rua Bastos, 520, na Vila Bastos.
O acesso é totalmente gratuito e o foco é justamente aproximar a autarquia do governo federal dos cidadãos brasileiros. Dessa forma o plantão especial agiliza os processos e coopera com a redução de filas de espera. A praticidade é tanta que pode até resolver o caso em alguns minutos. É possível também sair do atendimento com a aposentadoria concedida se a documentação esti-ver em ordem.
Para participar basta levar um do-cumento oficial com foto (Registro Geral-RG e Carteira Nacional de Habilitação – CNH) e Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), que usa o CPF como número único, também é permitida na apresentação.
O INSS em Ação faz parte do Programa de Educação Previdenciária (PEP), que existe há quase 25 anos, sendo considerado um dos instrumentos mais importantes na inclusão do tema Previdência Social na vida dos brasileiros. É o único serviço prestado fora das dependências do INSS. Mas o programa vai mais além do que o atendimento individualizado presencial. Os especialistas realizam palestras, oficinas, debates e integram eventos como a Semana do Microempreendedor do Sebrae e o POP Rua JUD organizado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região de São Bernardo e Santo André.
No mês passado, a equipe esteve no Festival de Cambuci de Paranapiacaba, onde se confirmou que as principais dúvidas estão voltadas para a simulação de contagem do tempo para aposentadorias e informações sobre BCP/LOAS.
Quero agradecer o prefeito Gilvan Ferreira; a gerente do INSS Santo André, Dulce Marin, e ao advogado Márcio Soares pela parceria nesta ação; e o vereador Zezão pelo apoio logístico.
Para comunicação em geral o INSS disponibiliza os seguintes canais: site/aplicativo Meu INSS (meu.inss.gov.br/central/index; telefone central 135 (para agendamentos) que funciona de segunda a sábado das 7h às 22h. A Gerência Executiva possui agências em seis das sete cidades do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires. Já os beneficiários de Rio Grande da Serra são atendidos na Agência de Ribeirão Pires.
Compareçam no inédito plantão de atendimento no Parque Andreense: sábado (30), das 9h30 às 14h!

A magia da Convenção de Bruxas e Magos retorna a Paranapiacaba

Maio é o mês da Convenção de Bruxas e Magos de Paranapiacaba. É no final do mês, mas as informações se espalham com antecedência e o clima se transforma na vila ferroviária de característica inglesa. O fog andreense (nevoeiro ou neblina densa) dá as boas-vindas a 21ª edição, que este ano será realizado entre os dias 29 e 31.
O maior evento esotérico da América Latina é o segundo em grandeza de público na Vila, atrás somente do Festival de Inverno. A cada ano aumenta o interesse dos turistas e da imprensa.
A organização é da Associação Brasileira de Bruxaria (ABB), com apoio da Subprefeitura de Paranapiacaba e Parque Andreense e da administração Gilvan Ferreira.
Todos os anos a entidade apresenta uma série de atividades com expansão de conteúdo. A abertura sempre acontece na sexta-feira (29) à noite com a Grande Procissão de Luzes. A partida será do Locobreque, às 20h. A cena retórica revela centenas de participantes caracterizados iluminando as vias da Parte Baixa com velas.
Diante da magia que aflora, as atividades começam mesmo no sábado a partir das 10h e se estendem até às 18h de domingo. Confira a programação completa no site oficial: convencaodebruxas.com.br e no Instagram @convencaodebruxasemagos.
A bruxa e promotora Tânia Gori afirma que a convenção anual é uma imersão no universo da bruxaria e o grande objetivo é levar as pessoas ao autoconhecimento.
O eixo central de 2026 é uma homenagem à mulher em todos os sentidos: “O diálogo entre as Senhoras do Saberes e as Mulheres Modernas”.
O tema associa a sabedoria ancestral com o cotidiano contemporâneo. Neste ínterim as Senhoras do Saberes representam as guardiãs ancestrais (curandeiras, sacerdotisas, parteiras e oraculistas), preservadoras dos mistérios da natureza e da espiritualidade. Já as Mulheres Modernas são representadas pela ala feminina que lidera, trabalha, empreende e busca a autonomia e o equilíbrio entre a diversidade e a agitação do cotidiano. Essa recone-xão celebra as vivências de ontem e de hoje e sustenta o futuro. O diálogo incentiva o universo feminino a definir entre o fazer e o ser.
A abertura das atividades acontece mesmo no sábado (30) a partir das 10h. As bruxas vão recepcionar o Expresso Turístico com as Bençãos da Dança Cigana, uma apresentação da Casa de Bruxa.
Vale ressaltar que algumas atividades serão apenas para quem adquirir o passaporte “By pass”, disponível no site da Convenção. Mas não faltarão atividades abertas e gratuitas. Os eventos estarão espalhados entre a sede da Associação Brasileira de Bruxaria (exposição, palestras e shows), a Biblioteca (palestras), o Locobreque (celebrações), a Pousada Shamballa (celebrações), o Espaço Multiuso (exposições e atendimento), o Viradouro (palestras), o Auditório Dr. Marun (palestras), a Antiga Padaria (palestras e atendimento), a Casa do Oráculo (oraculistas e atendimento), a Brinquedoteca (Ambulatorial), o Galpão da Bica (exposição e food) e o Cine Lyra (exposição, shows e palestras).
Os organizadores estimam mais de 60 mil pessoas nos três dias. Como a Convenção de Bruxas e Magos cresce ano a ano, recomenda-se chegar ao local de transporte coletivo ou caronas compartilhadas. De transporte coletivo é só pegar o trem de passageiros da Linha 10-Turquesa até a estação de Rio Grande da Serra e depois embarcar no ônibus intermunicipal da Next Mobilidade (Linha 424). Ou ainda utilizar a Linha 040 da mesma empresa, que sai do Terminal Metropolitano Santo André Leste.
Aguardamos a tua presença! Sejam bem-vindos!

A volta do trem de passageiros para Paranapiacaba?

Há algumas semanas, durante visita às obras do Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas, o governador Tarcísio de Freitas mencionou que a rota escolhida para o novo trem de passageiros de São Paulo a Santos poderá aproveitar o trajeto funicu-lar de Paranapiacaba, pertencen-te a Santo André.
Se for confirmada essa expectativa, o novo TIC Eixo Sul vai realizar um antigo sonho dos moradores e turistas que visitam a Vila ferroviária dos antigos ingleses, desativado na década de 1970.
O Governo de São Paulo estuda três rotas, mas o funicular de Paranapiacaba seria o mais viá-vel porque a estrutura já está montada, o que tornaria o projeto mais econômico e ágil.
As outras duas alternativas envolvem uma descida paralela à Rodovia dos Imigrantes; e a rota de Parelheiros até Itanhaém, de onde seguiria para o caminho da antiga ferrovia Santos-Cajati, via Mongaguá. O próprio governador reconheceu que estes dois últimos projetos são mais caros e a execução mais complexa.
Estas foram as palavras de Tarcísio de Freitas: “A gente estudou várias alternativas: descida de Parelheiros até Itanhaém e pegar aquele caminho que era Santos – Cajati, que estava desativado. A gente estudou vir paralelo à Imigrantes e a gente está vendo que talvez o melhor caminho, a alternativa mais viável, seja a reativação do funicular, que é algo que ficou abandonado lá atrás. E a gente está imaginando que essa é a alternativa mais viável”.
A viabilidade de usar o funicular de Paranapiacaba ganha a preferência pela logística. Construído pela companhia britânica São Paulo Railway e inaugurado em 16 de fevereiro de 1867, o mecanismo de cremalheiras, composto por uma barra dentada e uma engrenagem, ajuda a controlar o movimento dos comboios nas descidas e subidas íngremes da Serra do Mar.
Atualmente o trajeto entre São Paulo a Baixada Santista só é feito pelos trens de carga. Já os trens metropolitanos da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) até Paranapiacaba deixou de atender os passageiros a partir de novembro de 2001. Por algum tempo ainda funcionava nos finais de semana até ser extinta de vez.
Depois de inúmeras tentativas de reativar o serviço até a Vila inglesa em Santo André, enfim surgiu um paliativo em 2009 com a criação do Expresso Turístico aos sábados e domingos. A iniciativa deu certo e hoje a viagem tornou-se uma atração a mais, desde a partida na Estação da Luz ou Estação Prefeito Celso Daniel, em Santo André, até a chegada na Vila.
Nos dias normais (segunda a sexta) o acesso até Paranapiacaba só é possível através de ônibus intermunicipais da Next Mobilidade. As linhas partem do Terminal Santo André Leste (040) e Rio Grande da Serra (424).
Pelas informações da Secretaria de Parcerias e Investimentos o Trem Intercidades São Paulo-Santos (TIC) contará com investimento da ordem de R$ 15 bilhões e realizará o percurso em 1h30. A elaboração do projeto teve início em fevereiro de 2024. Mais de um ano depois foi aprovado pelo Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP). Os estudos deverão ser definidos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a partir do segundo semestre de 2026.
Dos três projetos apresentados, a via férrea pela Serra do Mar tem outro fator favorável: o sistema que passa por Paranapiacaba é também a de menor distância, em torno de 80Km. O TIC, quando colocado em atividade, irá beneficiar 1,8 milhão de pessoas e vai ajudar a desobstruir o tráfego do Sistema Anchieta-Imigrantes, principalmente em períodos de feriados prolongados e nas férias de verão.
Para a Prefeitura de Santo André, do prefeito Gilvan Ferreira, o benefício é essencial para fortalecer o turismo ainda mais. E transformar o sonho em realidade de reconhecer Paranapiacaba como Patrimônio Histórico Mundial, candidatura que já está em execução junto a Unesco.

Os impactos da transposição Billings – Taiaçupeba

A reunião do mês de abril do Conselho Municipal de Representantes de Paranapiacaba e Parque Andreense contou com a participação da equipe técnica da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que presta serviços a 371 municípios de um total de 28 milhões de habitantes do Estado de São Paulo. Estamos cientes da grandio-sidade do projeto, o que explica a importância hídrica da nossa região para tamanho investimento, da ordem de R$ 1,4 bilhão.
Os quatro representantes da empresa de economia mista – formado pelo diretor de Empreendimentos de Água da Região Metropolitana de São Paulo, Alberto Prado Cunha; diretor de Licenciamento Ambiental, Emerson Moreira; gerente do Polo de Manutenção, Osias José dos Santos; e gerente de Relações Institucionais, Cristina Usifati – explanaram sobre o plano de transposição de água Billings-Taiaçupeba. A obra vai abranger seis municípios: Suzano, Rio Grande da Serra, Mogi das Cruzes, Ribeirão Pires, São Bernardo e Santo André, na parte que envolve o Parque Andreense, perfazendo o total de 38 Km de extensão de tubulações de aço enterradas em uma vala de 3 a 4 metros no subsolo.
O tempo estimado para exe-cução da obra é de 14 meses. Quando concluído irá reforçar a segurança hídrica de cerca de 22 milhões de pessoas do Alto Tietê em períodos de escassez.
A interligação irá permitir a transferência de até quatro mil litros de água por segundo do braço Rio Pequeno da Represa Billings para a represa Taiaçupeba, em Suzano, que integra o Sistema Alto Tietê. Mas o bombeamento de forma integrada será acionado somente em casos de necessidade operacional e níveis dos mananciais baixos.
De acordo com os técnicos serão utilizados métodos não destrutivos e de menor impacto social e am-biental. No trecho de Santo André não haverá desapropriações.
A Sabesp deu início a obra em janeiro de 2026 a partir da obtenção da licença ambiental junto a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), porém desde o ano passado vem realizando reuniões e palestras sobre o tema com as partes interessadas, incluindo prefeituras, CPTM, Enel, Braskem, Comgás, DER, MRS e Petrobras.
Pelo escopo, a incidência de chuvas no Alto Tietê é bem menor do que na represa Billings por causa da formação de vegetação no entorno, o que causa preocupação a longo prazo com as constantes mudanças climáticas. Entre 2014-2016 o Sistema Cantareira sofreu a mais severa crise hídrica da história de São Paulo. Como medida extrema usou-se até o volume morto. Foi a transposição do Rio Grande/Billings, em Ribeirão Pires, para o Alto Tietê que evitou um colapso ainda mais grave, com a entrada de 26% de água para salvar o abastecimento de mais de cinco milhões de pessoas na região metropolitana. Na época foram transferidos 188 milhões de metros cúbicos de água. Hoje está inoperante.
Para evitar um episódio semelhante no futuro, a Sabesp antecipa as obras ainda que o cenário seja mais confortável atualmente. E já realizou estudos de possíveis impactos.
No trecho de Santo André a maioria das vias não são pavimentadas, o assentamento das tubulações causará impacto a 494 empreendimentos e aproximadamente 657 pessoas utilizam as estradas e o acesso. As obras serão ajustadas conforme as condições locais e em caso de prejuízo material a Sabesp promete o ressarcimento.
Preocupados, os moradores presentes na reunião fizeram vários questionamentos. Entre as principais dúvidas estão o agravamento da falta d’água na região com a redução do nível da represa, inclusive para aqueles que dependem de poço para sobrevivência; a compensação ambiental; a redução e o aumento da tarifa; e a comunicação da empresa responsável pela obra com os moradores e comerciantes. Neste último item a Sabesp avisa que irá distribuir folders, faixas e banners com antecedência e disponibiliza os seguintes canais: Central de Atendimento (11) 99130-5541; www.sabesp.com.br e 0800 055 0195 (emergências e serviços). Para os deficientes auditivos o número é 0800 016 0195.
A Subprefeitura de Paranapiacaba e Parque Andreense e a Prefeitura de Santo André e respectivas secretarias do Governo Gilvan Ferreira está disponível para intermediar as fiscalizações e negociações durante as intervenções.
De nossa parte, gastamos milhões do orçamento municipal para manter os mananciais em funcionamento, sendo o retorno bem inferior ao que precisamos para melhoria da qualidade de vida das comunidades. Estamos alerta também à política urbana inadequada à macrozona de proteção ambiental, enquanto alguns abnegados andreenses lutam para preservar. A região carece, sim, de melhorias viárias, manutenção e estruturas adequadas sem agredir o que a natureza nos proporciona sem cobrar nada.

Museu Fox: a casa da família ferroviária

O Museu Fox de Paranapiacaba é a típica casa da família ferroviária nos tempos da construção da linha férrea Santos-Jundiaí pela companhia britânica São Paulo Railway entre meados do século XIX e início do século XX. Lá residiam os funcionários do segundo escalão da empresa.
Localizada na avenida Fox, s/nº, na parte Baixa da Vila, foi construído entre 1897 e 1901. Recebeu este nome em homenagem ao engenheiro Daniel Mackinson Fox, que veio ao Brasil pela primeira vez em 1856 a fim de realizar estudos preliminares para as obras da estrada de ferro. Em 1860 passou a chefia das obras e em 1872 assumiu o cargo de superintendente. Retornou à Inglaterra em 1880 e mais tarde, em 1896, foi engenheiro consultor da São Paulo Railway (SPR).
O imóvel é um conjunto de duas casas geminadas, recuperada e mobiliada à moda antiga, uma réplica em tamanho natural para que os visitantes tenham idéia de como era viver lá na década de 1930.
Para a construção foi utilizada pedras, tijolos maciços e madeira pinho-de-riga, muito valorizada no mundo por ser originária das florestas frias da Europa Oriental, da região da Letônia, Lituânia e Rússia. Uma das principais características é a durabilidade.
Mas, apesar do material nobre utilizado, a Casa Fox não possui a mesma arquitetura do Museu Castelo, residência da chefia da empresa inglesa localizada em ponto estratégico e com ampla visão da Vila.
Os dois imóveis foram reformados pela Prefeitura de Santo André e atualmente funcionam como museus para visitação de turistas, pesquisadores, historiadores e estudantes sob gerência da Subprefeitura de Paranapiacaba e Parque Andreense e governo Gilvan Ferreira.
A Casa Fox é rica em detalhes históricos. Possui uma cozinha com seus utensílios, um quarto de casal, uma sala de estar e um quarto de costura, que retrata a rotina das costureiras da época.
Além disso, outros objetos antigos decoram a casa. Entre as atrações estão um rádio como única fonte de informação com o mundo externo; um cabideiro, já que era moda homens e mulheres usarem chapéus; e um bidê, ideal para uma residência sem banheiro interno, principalmente à noite.
Hoje a Casa Fox ou Museu Fox é um espaço multicultural. Desde novembro do ano passado sedia exposições de artistas vinculados direto ou indiretamente à história da Vila. Esse é o maior propósito: valorizar os pratas-da-casa, cada qual com uma criação única direcionada a todos os interessados na cultura popular.
O projeto em questão é a Arte no Museu, idealizado pela escritora Brida Cezar, também moradora de Paranapiacaba. Até abril do próximo ano, 18 artistas estarão exibindo seus trabalhos dentro da Casa Fox. As exposições mudam a cada mês.
O Museu Fox fica aberto todos os finais de semana e feriados (prolongados ou não) das 10h às 16h, ou ainda com agendamento prévio junto aos monitores. O ingresso custa R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia).
A visitação é um mergulho na história do Brasil pela forte ligação com a ferrovia e a exportação do setor cafeeiro.
Se não conhece ainda, vale a pena conferir esse patrimônio, bem como todos os demais equipamentos instalados por lá.
Divirta-se!

Os desafios da Corrida de Montanha de Paranapiacaba

Paranapiacaba se prepara para receber neste domingo (19) a Corrida de Montanha como parte dos festejos de aniversário de 473 anos de Santo André, comemorado no dia 8 de abril.
A corrida de montanha é uma modalidade do Atletismo, que pode ser de baixa, média e alta complexidade.
O principal diferencial para as tradicionais corridas de rua está no percurso. Enquanto a corrida de rua é realizada em asfalto urbano e superfícies pavimentadas, a de montanha ocorre em terreno irregular, em meio a natureza, com trilhas estreitas, rochas, pe-dregulhos, vias de terra, subidas e descidas íngremes. A neblina, o frio, o calor, a garoa, a chuva e o barro são outros obstáculos a serem superados, por vezes em uma única competição.
É preciso muito preparo físico e técnicas específicas para suportar o percurso. A preparação física exige condicionamento estrutural, força, ritmo e equilíbrio. A experiência, nesse caso, contribui (e muito) na adaptação e superação dos empecilhos encontrados pelo caminho. Ao mesmo tempo, todo esforço dá ao indivíduo a sensação de liberdade, respirando ar puro e desbravando terrenos desconhecidos como nos velhos tempos do descobrimento do Brasil. Quebrar o próprio paradigma é um dos objetivos a ser alcançado.
De superação em superação, o atleta amador ou não precisa tomar algumas providências. Antes de partir para a aventura, lembre-se que é comum se deparar em regiões de oxigênio reduzido. A nutrição e hidratação são essenciais para suportar o trajeto. Comer alimentos ricos em carboidratos e proteínas são essenciais ao corpo. E beber bastante líquido para não se desidratar é outra recomendação dos especialistas.
Outras medidas necessárias são os equipamentos e os acessórios: calçados apropriados com amortecimento e proteção contra pedras e raízes de plantas; bastões de trekking ajudam a dar estabilidade nas subidas e descidas e evitam lesões; roupas impermeáveis para proteger contra as variações do tempo; relógio com GPS para monitorar a distância e a navegação em trilhas com pouca sinalização; e uso de vestimentas confortáveis que melhoram a mobilidade. Não esquecer ainda de colocar na mochila uma garrafa de água, toalha e um boné ou chapéu.
No Brasil existem várias regiões com perfil para corridas de montanha. Citamos aqui a Chapada dos Veadeiros, em Goiás; o Pico das Cabras, em Campinas/SP; e Mairiporã, no interior do Estado de São Paulo. A Serra do Mar, onde se localiza Paranapiacaba, é um local de belas paisagens a ser explorado pelos corredores. Próximo ao litoral paulista, reúne todos os requisitos para sediar o evento.
A Corrida de Montanha de Paranapiacaba tem início no domingo (19) a partir das 4h com o Endurance (43 km). A modalidade Longa (23 km) é às 7h; a Média (14 km), Curta (8 km) e Caminhada às 8h. O local da largada será sempre a Praça do Antigo Mercado, situada à avenida Campos Salles, 462. Quem se inscrever terá direito a um kit de participação, com direito a um certificado.
Vá preparado! A viagem é longa! Primeiro cuide do corpo, depois estude a rota com carinho para ter o domínio na prática. O evento possui percursos e distâncias variadas, nem sempre com demarcações e sinalizações. Dê um passo de cada vez e reconheça os próprios limites. Use uma velocidade média, controle a respiração e não tenha pressa para concluir o trajeto. O esporte é radical livre e sua importância tem reconhecimento por parte do governo Gilvan Ferreira, através da Subprefeitura de Paranapiacaba e Parque Andreense, desde que respeite todas as regras e alertas dispostas pela organização.

Festival do Cambuci de Paranapiacaba: da tradição à popularidade

O Festival do Cambuci de Paranapiacaba integra o calendário de festividades de 473 anos de Santo André, a cidade que representa o “A” do ABC. A cada ano que passa o evento ganha mais popularidade.

São 21 anos de história, só interrompida pela pandemia da Covid-19 que fechou as portas do mundo e manteve a população afastada de todos e de tudo por conta da contaminação do vírus.

Este ano são dois finais de semana para visitação, nos dias 18, 19, 21 (feriado nacional de Tiradentes), 25 e 26, sempre a partir das 10h na parte Baixa da Vila ferroviária. Uma ótima opção para quem curte gastronomia integrada à cultura.

O Festival do Cambuci é parte importante para o turismo histórico e para o empreendedorismo local. A Associação Caminhos do Cambuci reúne 23 membros que dão vida às feiras realizadas todo final de semana e feriados no Antigo Mercado, movimentando a economia regional e gerando empregos.

São eles também que buscam a criatividade nas receitas irresistíveis à base do cambuci, a fruta verdinha de sabor ácido e alto teor de vitamina C, nativa da Mata Atlântica, que no passado quase foi extinta devido o desmatamento, a expansão urbana e a exploração da madeira. A espécie é hoje símbolo do patrimônio regional, salva por movimentos de preservação e pela valorização gastronômica. Está incluída na lista da União Internacional para Conservação da Natureza ((UICN).

Com o cambuci é possível fazer doces, salgados, geleias, antepastos, sucos, cachaça e tantas outras iguarias. Até pipoca gourmet entra no cardápio.

A gastronomia não é o único chamariz do evento. Quem comparecer tem outras opções durante a visitação. A organização incluiu na programação atividades como a Feira de Artesanato no Galpão da Bica; a exposição, “Resgatando Raízes, Caminhos do Cambuci”, no Cine Lyra; e a Feira e Rota do Cambuci no Espaço Multiuso. Para as crianças haverá brinquedos infláveis no espaço aberto do Antigo Mercado, onde foi instalado também o palco para os shows musicais.

As apresentações começam no sábado (18) com a banda “The Jazz’n’ Vlues Rock Jam e MYL Núcleos, às 11h e 14h30, respectivamente. Domingo será a vez do Cachorro Urubu com o tributo a Raul Seixas e à tarde com “Os Procurados”, nos mesmos horários.
No outro final de semana a atração será o K-pop MI Young; Elvis Matos e o tributo a Elvis Presley; e 3B1W Rock e Pop, todos no dia 25 a partir das 11h. E para encerrar, no dia 26 após às 11h, Karen Samba e Brasilidades e Fruto Proibido com tributo a Rita Lee. Durante todo o evento o DJ Rodrigo Branco fará a apresentação e a discotecagem.

Tudo isso é gratuito. Mas, ao mesmo tempo pode ser solidário, se você quiser contribuir com dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão encaminhados para pessoas em situação de vulnerabilidade. O Fundo Social de Solidariedade de Santo André, através da presidente Jéssica Roberta, intensifica cada vez mais as ações solidárias nos eventos promovidos pela administração do prefeito Gilvan Ferreira.

Venha conferir o tradicional Festival do Cambuci. O passeio é garantido e a degustação exclusiva. Para chegar até a Vila existem duas opções de transporte público: a Linha 10-Turquesa da CPTM até Rio Grande da Serra, de onde sai o ônibus intermunicipal da Next Mobilidade (424-Paranapiacaba), e a Linha 040-Paranapiacaba direto do Terminal Metropolitano Santo André Leste.

Divirtam-se!

Santo André 473 anos: orgulho de ser andreense

Santo André 473 anos, uma cidade pujante, em eterna transformação. E, de uma década para cá, em busca constante pela inovação tecnológica e modernização.
Comandada pelo prefeito Gilvan Ferreira desde 1º de janeiro de 2025, o município integra a região metropolitana de São Paulo, a principal mola propulsora do país em termos de desenvolvimento econômico.
A cidade, fundada pelo explorador e colonizador português João Ramalho em 8 de abril de 1553, é nove meses mais velha do que a Capital paulista. A denominação remonta à antiga vila de Santo André da Borda do Campo. É nessa data que o então governador-geral do Brasil, Tomé de Souza, elevou ao status de Vila.
Em 1558 João Ramalho passou a governar a Vila como alcaide-mor. Mas, os conflitos com os indígenas originaram a Confederação dos Tamoios, com o governador-geral Mem de Sá decretando a transferência da Vila para os Campos de Piratininga, onde em 1554 foi erguido o Colégio de São Paulo, atual Pátio do Colégio.
O povoado que constituiu a cidade de Santo André surgiu somente com a construção da estação ferroviária São Bernardo, a estrada de ferro Santos-Jundiaí, em 1867, que ficava na então Freguesia de São Bernardo, vinculada à cidade de São Paulo. Atualmente é a Estação Prefeito Celso Daniel.
A emancipação teve início somente em 1889 com a Freguesia de São Bernardo se desmembrando de São Paulo. Assim surgiu o município de São Bernardo, correspondente às sete cidades que integram o ABC.
Ao longo dos anos vários distritos foram emancipados, sendo o de Santo André oficializado através da Lei nº 1222-A de 14/12/1910.
Algumas décadas depois consolidou-se como um polo industrial e de prestação de serviços, com um sindicalismo atuante que marcou as décadas de 1970/1980. Hoje, é a 8ª cidade mais desenvolvida do Estado de São Paulo, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), e a quinta melhor do país para viver com a família.
Santo André pertence a uma região conurbada, isto é, seu crescimento ultrapassa os limites do município. É praticamente imperceptível saber onde começa e termina uma cidade, pois é acesso obrigatório aos demais municípios da região, incluindo a Capital. Muitos dos 748.919 habitantes (segundo o Censo 2022) moram na cidade e trabalham na circunvizinhança, e vice-versa. Agrega ainda um rico patrimônio histórico: Paranapiacaba, a terra dos ferroviários ingleses que ainda preserva os imóveis em meio a beleza natural da Serra do Mar.
Neste aniversário a Prefeitura de Santo André preparou uma extensa programação com mais de 80 atrações culturais, esportivas e de lazer; com participação de cerca de 300 artistas regionais em mais de 10 eventos musicais e 15 diferentes linguagens culturais, além de entregas de obras e inaugurações. Os eventos começam neste final de semana com a Caça ao Tesouro de Páscoa, dias 4 e 5, das 9h às 18h, nos parques Celso Daniel e Regional da Criança.
A tradicional Feira da Fraternidade abre as portas nos dias 10, 11 e 12 no estacionamento do Paço, a partir das 18h na sexta e das 12h às 22h no sábado e domingo. O top da festa ficará a cargo de Maneva, Turma do Pagode e Marcelo Falcão.
No dia 8 haverá uma homenagem ao fundador João Ramalho a partir das 8h na Praça dos Correios. E tem muito mais até o dia 3 de maio: Caminhada de Conscientização do Autismo (dia 12 às 9h na rua Padre Vieira, no bairro Jardim); Festival de Talentos, Meia Maratona, 21º Festival do Cambuci de Paranapiacaba, Festival Multicultural, Encontro de Carros Antigos. São mais de 20 entregas e lançamentos, tais como a reforma da UBS Vila Helena e o programa pioneiro no Estado no setor de transporte público.
A programação completa está no site: santoandre473anos.com.br.
Prestigiem a grande festa da nossa cidade!
Parabéns Santo André: “Orgulho de ser andreense”.

Crianças de Paranapiacaba comemoram a Páscoa

Abril está chegando com muitas datas festivas. Para nós, andreenses nativos ou de coração, o mais importante é o aniversário de Santo André no dia 8, quando a cidade completará 473 anos de fundação, uma das mais antigas do Brasil.
nos primeiros dias do mês temos um final de semana inteiramente cristão. No dia 3 celebraremos a Sexta-feira Santa, popularmente conhecida como a Paixão de Cristo. Posteriormente, no dia 4, é o Sábado de Aleluia e se encerra no domingo, dia 5, com a Páscoa. Essa trilogia, no entanto, tem um calendário móvel a cada ano, de acordo com o fluxo lunar. Ocorre sempre no primeiro domingo após a lua cheia que surge no equinócio de Primavera no Hemisfério Norte.
A Páscoa é, sem dúvida, um dos momentos mais aguardados do ano por representar o renascimento e a fertilidade. Para os mais religiosos é a ressurreição de Jesus Cristo, símbolo da vitória sobre a morte e da vida eterna. Para as crianças é o tão esperado momento de ganhar os deliciosos ovos de chocolate das mãos do coelhinho de Páscoa. O coelho é associado à fertilidade e os ovos, ao nascimento de uma vida.
Mas, por que comemos chocolate na Páscoa?
No século XIX, franceses e alemães tinham o costume de presentear as pessoas queridas com cascas de ovos vazios pintados. Um certo momento resolveram colocar recheio de chocolate, então uma iguaria de luxo. Com o avanço da tecnologia culinária, tempos depois surgiram os primeiros ovos inteiros de chocolate, que rapidamente se tornou um sucesso, sem perder a tradição do renascimento.
A Páscoa é representada ainda por outros símbolos, tais como o cordeiro, que configura a pureza e o sacrifício; a vela como luz do mundo; e a cruz pela vitória, esperança e fé.
Todos esses fundamentos sobre a data reforçam as comemorações no mundo, moldadas conforme a crença, a cultura e as doutrinas.
Em Paranapiacaba não será diferente. A Associação Caminhos do Cambuci, reconhecida como Ponto de Cultura pelo Governo Federal, com apoio da Subprefeitura de Paranapiacaba e Parque Andreense, dará uma festança no domingo de Páscoa (5) exclusivamente para as crianças da charmosa vila ferroviária. Os pequenos irão ganhar bolo, refrigerante e chocolates durante o evento denominado Doce Páscoa na Vila, que começa às 14h na Casa Multiuso (avenida Fox, s/número), em frente à Casa Fox, na parte Baixa. Um momento inesquecível de pura diversão!
A festa será em meio aos eventos programados pela administração do prefeito Gilvan Ferreira em comemoração ao aniversário de Santo André, um município paulista pujante e em constante transformação visando o bem estar da população.
A agenda prossegue durante todo o mês de abril com inaugurações, shows, atividades de esporte e lazer, incluindo a 21ª edição do Festival do Cambuci de Paranapiacaba nos dias 18, 19, 21, 25 e 25 com entrada gratuita. O evento celebrará o fruto típico da Mata Atlântica, hoje utilizado em grande escala pela diversificada gastronomia local entre alimentos doces e salgados, geleias e bebidas.
Por fim, termos o feriado nacional de Tiradentes no dia 21, uma homenagem ao líder da Inconfidência Mineira que foi morto e esquartejado em praça pública em 1792. Mas a data só passou a ser feriado em 1965.
Portanto, não faltam opções no quarto mês do ano. Programem-se, façam as escolhas e divirtam-se!