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Copa leva 99,2 milhões de brasileiros às compras

Camisas oficiais, bebidas e petiscos e apostas são os itens preferidos (Foto: Ag.Br)

Em contagem regressiva para a Copa do Mundo 2026, que inicia em 11 de junho, o brasileiro já saiu às compras. Um dos itens mais procurados são camisas oficiais, prioridade para 61% dos entrevistados em pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Offerwise Pesquisas. Bandeiras e cornetas aparecem em segundo lugar, sendo preferência de 42% dos entrevistados.

   Quando o assunto é comida, a maior procura é por bebidas não alcóolicas (68%), seguido por petiscos (62%), carnes para churrasco (60%) e cervejas (59%).

   Ano de Copa do Mundo é sinônimo de alta nas vendas no varejo. O evento esportivo é considerado no setor como um “Natal fora de época”. Estima-se que cerca de 99,2 milhões de consumidores pretendem ir às compras no período. A movimentação é intensa tanto no ambiente físico quanto no digital. O varejo físico continua sendo o destino de maior procura para itens de consumo imediato, com 89% de preferência, especialmente em supermercados (70%) e lojas de bairro (33%). 67% farão as compras pela internet, sendo que 51% farão suas compras em aplicativos de entrega e 42% em lojas online.

   “A Copa do Mundo reafirma sua posição como um dos principais catalisadores do varejo brasileiro. O evento desperta um comportamento de consumo profundamente enraizado na tradição cultural do país, onde o ato de torcer é, essencialmente, uma experiência coletiva e de celebração. Para o comércio e serviços, isso representa uma oportunidade de ouro: a necessidade de o brasileiro se reunir em casa ou em estabelecimentos comerciais gera uma demanda em cadeia, consolidando o período como um pilar estratégico para o faturamento anual do setor”, analisa o presidente da CNDL, José César da Costa.

Apostas

   A pesquisa revela ainda que 41% dos consumidores pretendem realizar apostas em plataformas de “bets”. Além das plataformas digitais, os tradicionais “bolões” entre amigos devem atrair 14% dos entrevistados. O levantamento acende um alerta sobre a saúde financeira do torcedor brasileiro, uma vez que 61% dos consumidores que planejam gastar durante a Copa já possuem dívidas em atraso.

   Dentre os endividados, 70% estão com o “nome sujo” (negativados). Para muitos, o jogo deixou de ser apenas um entretenimento. 74% dos que vão fazer apostas enxergam nas bets, uma forma de quitar suas dívidas.

   “Observamos uma tendência preocupante onde a aposta deixa de ser um mero entretenimento para ser encarada por uma parcela significativa da população como uma estratégia de sobrevivência ou ‘tábua de salvação’ para quitar dívidas pendentes. Esse comportamento aponta para uma vulnerabilidade econômica latente, onde a esperança de liquidação financeira através da sorte pode acabar aprofundando o ciclo de endividamento de muitas famílias”, alerta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.