
Na segunda (25), é celebrado o Dia da Indústria. A data ressalta a importância do setor para a economia do país. Representando 23,4% do PIB do Brasil, a indústria respondeu por 67,7% das exportações de bens e serviços em 2025, 66,8% dos investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e 35,2% de arrecadação de tributos federais, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
No emprego formal, a indústria representa 20,6% dos postos de trabalho, sendo o setor de Alimentos o de maior participação no emprego industrial (16,3%), em seguida Construção de Edifícios (9,5%) e Serviços especializados para construção (8,5%). Somente no Estado de São Paulo, o setor emprega 3,4 milhões de trabalhadores, com salário médio de R$ 4.199,1.
Nas sete cidades do ABC, somente em 2025, segundo dados do Data Sebrae, foram abertas 5,8 mil indústrias, sendo Santo André, o município com maior número (1.695 indústrias), depois São Bernardo (1.555), Diadema (1.025), Mauá (888), São Caetano (342), Ribeirão Pires (264) e Rio Grande da Serra (79).
O setor também se destaca pelo valor gerado na economia brasileira. A cada R$ 1,00 produzido na indústria, são gerados R$ 2,44 na economia do país.
Oferta de Serviços Agregados
A indústria brasileira também segue a tendência global e, hoje, entrega, além de produtos físicos, serviços agregados. Neste assunto, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), elaborou o levantamento denominado: “Sondagem Especial nº 100: Serviços na Indústria”, que foi divulgado, na quinta (21).
Segundo a pesquisa, a oferta de serviços na venda de produtos pela indústria nacional, como serviços de pós-venda, personalização, instalação e manutenção, ainda é pouco difundida e pode ser mais explorada.
Entre as empresas entrevistadas, 41% afirmaram não oferecer serviços aos clientes, enquanto 40% ofertam. “A tendência é que toda a indústria passe por esse processo de servitização, assim como nas economias mais desenvolvidas, onde os serviços têm ficado cada vez mais presentes em torno da indústria”, afirma o especialista em Políticas e Indústria da CNI, Rafael Sales Rios.
O levantamento mostra que, a cada R$ 100 de faturamento, a indústria gasta R$ 19 com a contratação de serviços, entre eles manutenção e o reparo de máquinas e equipamentos, adquiridos por 58% das indústrias. Em seguida, aparecem transporte, logística e logística reversa (57%) e consultoria empresarial administrativa, contábil, jurídica ou econômica (52%).
Os serviços de softwares especializados, programação, computação em nuvem, base de dados, inteligência artificial, entre outros, que agregam valor ao produto, aparecem na quarta posição do ranking (48%). Para o estudo, a CNI consultou 1.851 empresas, sendo 743 pequenas, 677 médias e 431 grandes.














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