
Ano de eleições é ano de oportunidades para as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (MPEs) turbinarem o faturamento. Com mais R$ 5 bilhões destinados aos 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral pelo Fundo Eleitoral em 2026, as campanhas políticas movimentam uma cadeia de fornecedores que vai muito além das tradicionais gráficas de santinhos.
A expansão da propaganda digital, o fortalecimento das redes sociais como principal arena de disputa política e a regulamentação do uso de Inteligência Artificial pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriram espaço para negócios especializados em produção de conteúdo, gestão de redes, audiovisual e tecnologia.
Para o analista de Inteligência de Mercado do Sebrae, André Maciel, as eleições funcionam como um mercado de alta rotatividade financeira e forte demanda sazonal. “Os recursos das campanhas deixaram de se concentrar apenas em grandes agências. Essa mudança pulverizou a demanda e criou um cenário altamente favorável para as Micro e Pequenas Empresas, que possuem agilidade e custos mais enxutos para atender candidatos locais”, analisa.
Especialistas em marketing e consultoria política analisam que, com o avanço das redes sociais e a grande presença dos políticos no meio digital, o formato das mensagens mudou e texto longo perdeu espaço para vídeos curtos, interações em tempo real e conteúdos elaborados especificamente para plataformas digitais. Neste contexto, houve aumento na busca por profissionais editores de vídeos e especialistas em redes sociais, além do tráfego pago.
Segundo o Observatório Setorial Territorial, serviço do Sebrae de Inteligência da Competitividade, o gasto com publicidade em mídias sociais cresceu nos últimos ciclos eleitorais, saltando de 2,6% de todo o orçamento declarado em 2018 para mais de 6% em 2022, enquanto os gastos proporcionais com rádio, TV e carros de som diminuíram.














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