Ler é o melhor remédio. Para tudo. Para esquecer as mazelas do Brasil contemporâneo. Para se distrair. Para aprender. Não existe aprendizado útil sem leitura.
Uma das pequenas angústias que me atormentam de quando em vez, é a impossibilidade de ler todos os livros que gostaria. E de reler outros que me influenciaram na trajetória e na formação de um pensamento que ainda me serve para tudo. Somos o fruto de nossas leituras.
Um exemplo: por que os Estados Unidos perdem a liderança mundial? Eles já foram um país que construía ideias, inovações, fórmulas de bem viver. Hoje o fanatismo ultraconservador tornou os americanos reacionários. Isso porque eles desconfiam do poder e daqueles que o exercem. Isso se aprende lendo o livro “Por que não trabalhar? Quem matou o progresso”, de Marc J. Dunkelman.
Outro aprendizado: a Índia. Estes dias celebramos 77 anos de sua independência. Depois de sua independência, ela empreendeu quatro grandes transformações de desenvolvimento: reconstruir o Estado, forjar uma nação, desenvolver a economia e transformar a sociedade. Para saber mais, ler “Um Sexto da Humanidade: a Odisseia do desenvolvimento da Índia independente”, de Devesh Kapur e Avvind Subramanian.
Outra lição a se extrair do livro “1929: a história íntima do Grande Crash na História de Wall Street”, de Andrew Ross Sorkin. Ele narra a vida dos protagonistas da crise que afetou o Brasil. Quantos fazendeiros de café perderam a fortuna e condenaram seus descendentes a uma vida ociosa de celebração das glórias do passado, mas sem dinheiro e sem contribuir para o progresso brasileiro. O crash de 1929 poderia ter sido evitada. Mas, talvez por falta de leitura, nós mergulhamos nele.
Vejam: foram apenas três livros. Mas a sua leitura amplia nossos horizontes. Portanto, é ler. Ler mais e ler continuamente. E quando ficar cansado, distrair-se lendo…
Quem não lê não sabe falar, não sabe pensar, não sabe enfrentar as dificuldades. Não basta ser formalmente alfabetizado: é preciso ler. Ler todos os dias. Todas as horas. Pois a vida é breve. Daqui a pouco não haverá mais tempo…














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