
O Onçafari celebra 15 anos de história em 2026 consolidado como uma das principais e mais influentes organizações ambientais do Brasil. Inspirado originalmente no bem-sucedido modelo de safári de Sabi Sands, na África do Sul, a ONG brasileira transformou a relação entre conservação, ecoturismo e ciência no Brasil, tendo como principal símbolo a onça-pintada, o maior felino das Américas e indicador fundamental da saúde dos ecossistemas.
Atualmente, presente em quatro dos mais estratégicos biomas brasileiros (Pantanal, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica), a organização expandiu sua atuação para mais de 20 bases de operação distribuídas pelo Brasil, além de manter escritórios administrativos em São Paulo e Brasília. Ao longo desta década e meia, o Onçafari garantiu a conservação de 125.131 hectares de áreas protegidas em reservas próprias que servem de habitats críticos para a fauna silvestre.
Reintrodução histórica e monitoramento Científico
Com 10 recintos especializados para adaptação e soltura de fauna, o Onçafari alcançou a emblemática marca de 99 animais devolvidos à natureza entre 2011 e 2026. A ONG protagonizou a primeira reintrodução bem-sucedida de onças-pintadas do mundo com as irmãs Isa e Fera que já contam quase 30 descendentes, comprovando a viabilidade de devolver felinos órfãos ou resgatados ao seu habitat natural.
A habituação de espécies ao ecoturismo e a pesquisa em campo transformaram o avistamento de animais em uma poderosa ferramenta econômica e científica. Até 2025 foram registrados 9.468 avistamentos de onças-pintadas na Caiman Pantanal. No Cerrado, o monitoramento contínuo na Pousada Trijunção somou 2.122 avistamentos de lobo-guará entre 2019 e 2025. Na frente científica, a ONG já publicou 37 artigos acadêmicos e mantém mais de 300 armadilhas fotográficas ativas.
“Chegamos aos 15 anos com quase 100 animais devolvidos à natureza, entre onça-pintada, onça-parda, lobo-guará, anta, macaco-prego, tucano, tuiuiú, paca e jabuti; além de mais de 125 mil hectares protegidos. A nossa trajetória até aqui demonstra a força de um modelo que une ciência rigorosa, engajamento comunitário e a força econômica do ecoturismo. A onça-pintada é a embaixadora da nossa biodiversidade. Ao proteger a onça-pintada e outros animais garantimos o equilíbrio de ecossistemas inteiros. E quando olhamos para o futuro, entendemos que os animais não conhecem fronteiras: eles atravessam rios, florestas e diferentes territórios. Por isso, a solução para a conservação também precisa ser sem fronteiras”, afirma Mario Haberfeld, CEO e fundador do Onçafari.
Atuação multidisciplinar e a Jaguar Rivers
A estrutura do Onçafari organiza-se em oito frentes transversais: Ecoturismo, Ciência, Educação, Reintrodução, Social, Florestas, Anti-Incêndio e Advocacy. Na frente de resposta rápida e combate a incêndios florestais, a organização atua fortemente na formação de brigadas comunitárias, instalação de aceiros e monitoramento contínuo por satélite.
Projetando os próximos anos, a organização lidera no Brasil a Jaguar Rivers Initiative (Iniciativa Rios da Onça), aliança internacional que conecta Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai. O projeto visa proteger e restaurar corredores ecológicos ao longo da Bacia do Rio Paraná, utilizando as matas ciliares como vias naturais de fluxo para a fauna continental e promovendo o desenvolvimento socioeconômico sustentável das populações locais.
Reconhecimento internacional
O impacto das ações do Onçafari rendeu importantes distinções nacionais e globais. Em 2026, a organização obteve reconhecimento global no Fórum Econômico Mundial, na Suíça, sendo destacada pela Schwab Foundation como referência em empreendedorismo social. No Brasil figura há dois anos no ranking das 100 Melhores ONGs do país, tendo sido eleita a melhor na categoria Meio Ambiente e Sustentabilidade em 2025.














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