30 Oct 2020

Em 2020, o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, criado por Mário de Andrade e ligado ao Theatro Municipal, comemora 85 anos de história. A Temporada deste ano do grupo formado pelos violinistas Betina Stegmann e Nelson Rios, o violista Marcelo Jaffé e o violoncelista Rafael Cesario estava toda preparada e confirmada. Seriam diversos concertos na Sala do Conservatório, na Praça das Artes, onde ensaiam e se apresentam ao público.

No programa de estreia, em março, eles fariam um passeio pelo Piano Brasileiro com obras de Radamés Gnattali, Pixinguinha, Gilberto Gil, Amélia Brandão Nery e Hercules Gomes, que também seria o solista convidado, até a programação do Theatro Municipal ser suspensa, por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus, a seis dias do concerto.

De lá para cá, o grupo continuou trabalhando de casa e produzindo conteúdos gravados para as redes sociais do Municipal, como as séries da integral do Quarteto nº 3, de Claudio Santoro e do Quarteto nº 2, de Guerra Peixe, em episódios comentados, e ainda o curso A História do Quarteto de Cordas, com Marcelo Jaffé, que aborda este tipo de grupo de câmara composto por dois violinos, uma viola e um violoncelo. Neste período, a violinista Betina Stegmann também integrou o projeto Dançando Palavras, do Balé da Cidade de São Paulo, que uniu dança e poesia em quatro episódios com a participação de escritores da periferia em vídeos que abordam temas como racismo, imigração e identidade de gênero.

Eis que agora, em outubro, como parte de uma retomada gradual dos corpos artísticos ao Theatro Municipal para ensaios e concertos via streaming pelo projeto Fortíssimo, ainda sem a presença de público e seguindo todos os protocolos de segurança, o grupo de cordas se apresenta ao vivo, direto da Sala do Conservatório.

Nesta segunda (26), às 20h, o Quarteto de Cordas da Cidade interpreta um repertório 100% brasileiro, começando por uma estreia mundial. A peça Quarteto nº 5, de Claudio Santoro (1919-1989), que desde o ano passado a música de concerto tem sido envolta às lembranças do centenário de nascimento e à genialidade do compositor amazonense. A descoberta desta obra inédita começa pela equipe de acervo do Theatro Municipal de São Paulo que, durante a pandemia, com todos trabalhando de suas casas, se debruçou a reorganizar os manuscritos de música brasileira por linha editorial, cujo volume é riquíssimo. São inúmeras peças do Quarteto de Cordas que, nestes 85 anos, estreou diversas encomendas ou mesmo interpretou outras tantas obras para quarteto. Entre as peças encontradas estavam os Quartetos 3, 4 e 6 de Santoro. Faltava o número 5.

Em contato com a família do compositor, o cravista Alessandro Santoro, filho de Claudio, informou que o Quarteto nº 5 não chegou a ser concluído. Com apenas dois movimentos, mas uma obra completa com começo, meio e fim, o manuscrito da família foi compartilhado com o Municipal e agora o Quarteto de Cordas da Cidade faz a sua estreia mundial. "Essa obra foi composta no fim da década de 1950, quando o Santoro estava na Bulgária", destaca Marcelo Jaffé. Mais uma raridade deste músico que deixou um legado entre sinfonias, óperas e centenas de obras de embates estéticos e políticos.

Para completar o repertório do dia 24, tem o Quarteto nº 3 "Brasileiro" do compositor, regente e organista Alberto Nepomuceno (1864-1920). A peça foi escrita em 1891, durante a estada do músico em Berlim onde se especializou em composição na Escola Superior de Música e regeu a Filarmônica de Berlim nas provas finais do conservatório. Uma música de temática nativista bem definida em "ritmo de lundu" como o próprio Nepomuceno definiu, por apresentar elementos da dança e do canto de origem africana introduzidos no Brasil. Defensor da luta pela nacionalização da música brasileira por meio do idioma, Nepomuceno também estudou em Roma, sua primeira parada na Europa.

Com apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o projeto Fortíssimo marca um retorno dos artistas do Theatro Municipal de São Paulo aos palcos, em apresentações transmitidas em tempo real, voltadas a todos os públicos, com acesso gratuito e irrestrito, uma vez que os concertos ficarão disponíveis no YouTube por tempo indeterminado. Ao todo serão cinco transmissões ao vivo, começando com os dois concertos do Quarteto de Cordas da Cidade e outros três da Orquestra Sinfônica Municipal em formação reduzida, nos dias 29, 30 e 31 de outubro, direto do palco do Theatro Municipal.

O Festival Varilux de Cinema Francês 2020 anuncia a vinheta da mostra que acontece entre 19 de novembro e 3 de dezembro em todo o país. Com trilha sonora do clássico “Acossado”, obra de estreia de Jean-Luc Godard e que completa 60 anos em 2020, o vídeo exibe cenas das produções integrantes dessa edição. Comédia, drama, animação são alguns dos gêneros entre os 19 filmes confirmados – um documentário e 18 longas-metragens de ficção.

Na vinheta, o público pode conhecer as primeiras imagens de filmes franceses inéditos nos cinemas brasileiros.  Estão lá, “A Boa Esposa” (foto), de Martin Provost, estrelado pela atriz Juliette Binoche; “A Garota da Pulseira”, de Stéphane Demoustier; “Apagar o Histórico”, sob direção de Gustave Kervern e Benoît Delépin; “Belle Epoque”, de Nicolas Bedos; “DNA”, de Maïwenn; “Donas da Bola”, de Mohamed Hamidi; “Gagarine”, de Fanny Liatard, Jérémy Trouilh; “Mais que Especiais”, de Eric Toledano e Olivier Nakache. Destaque também para os filmes: “Meu Primo”, dirigido por Jan Kounen; “Minhas férias com Patrick”, de Caroline Vignal; “Notre Dame”, de Valérie Donzelli ; “O Sal das Lágrimas”, de Philippe Garrel; “Persona Non Grata”, direção de Roschdy Zem; “Slalom”, de Charlène Favier; “Sou Francês e Preto”, de de Jean-Pascal Zadi e John Wax; “Verão de 85”, de François Ozon; “A famosa invasão dos ursos na Sicília”, de Lorenzo Mattotti e “O Capital no século XXI”, documentário dirigido por Justin Pemberton e Thomas Piketty.

Em sua 11ª edição, o evento – consolidado como o maior de filmes franceses fora da França - exibe um documentário e 18 longas de ficção com gêneros de comédia, drama e animação. A vinheta tem a duração de um minuto e oito segundos e pode ser conhecida aqui: https://drive.google.com/drive/folders/14WRvBnjUs4LSE6_sbKU57CF1l46OTASU?usp=sharing

Festival Varilux 2020

Um clássico e 18 longas-metragens inéditos e recentes (2019/2020) da cinematografia francesa integram a seleção do Festival Varilux 2020. Entre eles, um documentário e 18 longas de ficção com gêneros como comédia, drama e animação. Ainda não há um número definido de cidades e de cinemas participantes. Devido à pandemia do novo coronavírus, alguns cinemas terão a opção de programar o festival em datas diferentes - até o final de fevereiro de 2021. O importante, de acordo com a Bonfilm, produtora do evento, é que os filmes cheguem ao público em todo Brasil e contribuam para a retomada dos cinemas do país.

O patrocinador principal é o grupo Essilor Varilux e seu apoio se dará por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O festival conta também com o apoio da Embaixada da França, das Alianças Francesas do Brasil e da Unifrance. Outros parceiros são Ingresso.com, Club Med e Dispositiva, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.

O isolamento social faz com que os consumidores cozinhem mais e, na hora de preparar as receitas, eles buscam alimentos mais nutritivos e práticos. De olho nessa tendência, a Wickbold , que já é a líder brasileira no segmento de pães especiais e saudáveis, acaba de anunciar mais um lançamento que reforça a missão de nutrir e inspirar pessoas para uma vida equilibrada. É o novo Tá Pronto Vegetais, que chega para oferecer uma refeição rápida, saudável e saborosa.

O lançamento atende às principais tendências do setor de alimentação: Inovação, já que é inédito e possui vegetais de verdade na formulação; Saudabilidade, ao reunir a cenoura, o tomate e a batata-doce para garantir saciedade e menor índice calórico; Versatilidade, com um sabor coringa que combina com qualquer recheio e possibilita diversas receitas; Experiência de consumo diferenciada, com textura de massa fininha, leve e crocante; e Praticidade, pois é só esquentar e rechear.

"Estudamos de forma permanente o mercado e vemos uma demanda cada vez maior por produtos que ajudem o consumidor a ter uma alimentação saudável, mas que seja também descomplicada, isso tudo sem abrir mão do sabor. O wrap se adapta bem a essa realidade, pois pode ser preparado de forma rápida e com infinitas possibilidades de combinações", explica Denise Pacheco, coordenadora de marketing da companhia.

O tamanho da tortilha também merece destaque, já que ela é maior em relação a outros produtos similares oferecidos nas gôndolas, permitindo a produção de sanduíches bem recheados sem que a massa do wrap quebre ao ser manuseada.

"Nossa expertise de mais de 80 anos no mercado brasileiro de pães colaborou para o desenvolvimento de um produto único, que promete agradar e fazer sucesso. Temos grandes expectativas nesse sentido", conta a executiva.

Embalagens e mercado

O lançamento da linha de wraps Tá pronto! marcou a entrada da Wickbold na categoria de massas tipo tortilhas. Além da novidade Vegetais, os consumidores podem encontrar dois sabores: Original, feito à base de massa branca tradicional; e 100% Integral, inédito no mercado brasileiro nessa divisão de produtos.
Todas as embalagens foram elaboradas para ajudar a rotina do consumidor. Além de oferecer proteção ao produto, o fechamento em sistema zip torna mais fácil de manusear e de guardar.
A versão Vegetais pode ser encontrada nas principais gôndolas do País por um preço médio de R$ 5,99.

 

Com o objetivo de delimitar as características comerciais das agências de viagens de São Paulo, a Secretaria de Turismo do Estado, por meio da Coordenadoria de Turismo e do Centro de Inteligência e Economia do Turismo (CIET), realizou a pesquisa “Agência de Viagens Paulistas – Análise Mercadológica”.

Os questionários foram respondidos em julho, permitindo uma visão geral de como o segmento está organizado no Estado, além dos impactos do novo coronavírus na expectativa de vendas no auge da pandemia.

Quanto ao perfil, 66,3% das agências se dedicam ao chamado turismo emissivo, ou seja, vendem outros destinos, nacionais e internacionais, além do próprio estado. O segundo grupo, com 18,2%, se auto definem como “operadoras”, empresas que montam pacotes, elaboram programas por meio da contratação e subcontratação de serviços, vendidos depois por meio dos agentes de viagens.

Turismo receptivo

Já o turismo receptivo, agências que fazem o atendimento local para os turistas, somaram 15,5% das empresas. O estado de São Paulo tem mais de nove mil agências no Cadastur, cadastro do Ministério do Turismo.

“Esse resultado demonstra que os destinos turísticos do estado precisarão de um olhar mais cuidadoso quanto ao aumento da demanda que estamos gerando”, destaca o secretário de Turismo, Vinicius Lummertz.

“As vendas se darão diretamente entre o cliente e os atrativos, os hotéis e os demais serviços. Algo que já acontece, é verdade, mas que agora temos a exata dimensão do quanto”, acrescenta. A maioria das cidades turísticas é visitada pelo próprio paulista, de forma autônoma, em carro próprio, sem a intermediação de agências.

Sobre a localização dos mais comercializados pelas agências, 54,16% são destinos nacionais fora do Estado, 24,96% em São Paulo e 20,88% viagens internacionais.

Potencial

O segmento de “sol, praia e náutico” é o mais trabalhado pelas agências, com 67,8% das respostas. Na sequência, aparecem “ecoturismo, aventura e rural”, com 49,9%, “parques temáticos”, 49,7%, “negócios e eventos” e “cultural”, 46%.

Os resultados, de acordo com a Secretaria, demonstram o potencial a ser explorado pelo estado, que tem praias, parques temáticos e naturais, Mata Atlântica, serras e atrativos rurais, além da liderança nas viagens de negócios e no calendário cultural.

Já entre os destinos mais vendidos, aparecem na frente dois nordestinos: Maceió (AL), em primeiro, e Porto Seguro, no sul da Bahia. Em terceiro ficou Gramado, na Serra Gaúcha. No quarto lugar, Ubatuba, no Litoral Norte, primeira paulista do ranking. Além da cidade praiana as mais vendidas pelas agências de viagens do estado são Brotas, Olímpia, Campos do Jordão, Aparecida, Serra Negra, Atibaia, a capital paulista, São Roque e Ilhabela.

O Ciesp de São Bernardo do Campo realizará na próxima quarta-feira, dia 28, às 19h, uma Plenária on-line com o tema “Desvendando a recuperação judicial”, que terá como palestrantes os advogados Fernando Pompeu Luccas, presidente da Comissão de Estudos em Falência e Recuperação Judicial da OAB Campinas; e Gustavo Bismarchi Motta, especializado em reestruturação de empresas e representante de devedores em recuperações judiciais.

Os temas abordados serão aspectos econômicos e financeiros da recuperação judicial, considerações sobre o plano de recuperação judicial e sobre os credores a ele sujeito, momento oportuno para ajuizamento do pedido e em que consiste e como funciona o plano de recuperação judicial.

As inscrições podem ser feitas pelo link https://us02web.zoom.us/meeting/register/tZ0sduGurjIjHtFImImiggWSPZWhnKeKZ2cD.

Existe uma associação marcante entre bruxismo e insônia, em diferentes faixas etárias e gêneros. Essa é a conclusão do artigo “Sleep bruxism and its associations with insomnia and OSA in teh general population of São Paulo”, que foi apresentado na revista americana Sleep Medicine. O artigo foi desenvolvido por Milton Maluly Filho, Cibele Dal-Fabbro, Monica Andersen e Sergio Tufik, todos pesquisadores do Instituto do Sono; Alberto Herrero Babiloni, da McGill University, e Gilles J. Lavigne, do Departamento de Saúde Bucal da Universidade de Montreal.

O estudo identificou que, em mulheres entre 35 e 50 anos, é maior a chance de o bruxismo estar associado à insônia. Entre os jovens, de 20 a 35 anos, o bruxismo ocorre principalmente entre aqueles que são classificados como pessoas com “sono adequado”.

O bruxismo é uma doença caracterizada por um aumento da atividade muscular mastigatória recorrente durante o sono. Segundo a Academia Americana do Sono, o bruxismo é classificado como um distúrbio de movimento. O pesquisador Milton Maluly Filho explica que o bruxismo do sono é relacionado a múltiplos fatores, entre eles ansiedade, estresse e mecanismo neurológicos.

Existem ainda os fatores que o especialista caracteriza como exógenos, como por exemplo, ingestão de medicações, drogas ilícitas, álcool, cafeína e nicotina – substâncias que podem agravar ou até mesmo desencadear essa atividade motora.

O pesquisador explica que a prevalência do bruxismo do sono é de 5,5% a 12%, atingindo principalmente pessoas mais jovens. Esses dados foram coletados a partir de amostra representativa da cidade de São Paulo, no Episono - estudo epidemiológico do sono na cidade de São Paulo, realizado em 2007 com 1.042 voluntários, com idade entre 20 e 80 anos.

As consequências mais frequentes do bruxismo são problemas com a saúde oral, dores na musculatura mastigatória e articulação temporomandibular, desgaste e fraturas de dentes, bem como fraturas de próteses e implantes.

Para levantar esses dados, todos os participantes preencheram questionários e foram submetidos a exames clínicos e a polissonografia completa no laboratório do Instituto do Sono. 

“Os nossos objetivos principais foram: Primeiro: avaliar quais os fatores de risco que são associados ao bruxismo do sono na população geral. Segundo: descrever perfis desta amostra populacional baseados nos indivíduos com bruxismo, dados sociodemográficos e distúrbios do sono”, afirma Maluly.

Para um tratamento correto existe a necessidade da busca de profissionais capacitados em controlar o bruxismo. Esses devem identificar as possíveis interações e quando necessário envolver outras especialidades médicas para que se atinja o sucesso terapêutico.


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