24 May 2019

Folha Do ABC

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25 de Maio de 2019

Armas
Governadores de 13 estados divulgaram carta aberta contra o decreto que flexibiliza o porte de armas no Brasil. Em trecho, manifestaram “preocupação com a flexibilização da atual legislação de controle de armas e munições em razão do decreto presidencial n. 9.785 (07 de maio de 2019)” e solicitaram aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União que “atuem tanto para sua imediata revogação como para o avanço de uma efetiva política responsável de armas e munição no país”.

Armas II
A Taurus, fabricante de armas brasileira, informou que o decreto sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, liberou a venda do fuzil semiautomático T4 de calibre 5,56 e que há 2 mil compradores na lista de espera. Já o governo afirmou que não liberou, porque se trata de arma de uso restrito. Em seu site, a Taurus apresenta a arma como "ideal para o uso militar e policial".

Marcha
Perfis de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro têm realizado um movimento nas redes sociais para promover atos a favor do governo, neste domingo (26). No Twitter, ao menos 12 contas ligadas à rede bolsonarista usaram a hashtag #dia26nasruas para convocar simpatizantes do presidente à manifestação.  Partidos integrantes do Centrão e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), classificados pelos organizadores como “inimigos do Brasil”, estão na mira dos manifestantes. Eles também defendem o ministro da Justiça, Sérgio Moro, a Medida Provisória 870 (da reforma administrativa) e a reforma da Previdência.

Marcha II
Uma das mensagem do Movimento Brasil Conservador (MBC) no Twitter, diz: “Bolsonaro sangrou por este País, mas seus inimigos acham pouco. Querem enterrá-lo. No dia 26, vamos às ruas em protesto contra o Centrão, o STF, e todos os inimigos do Brasil e deste governo, que se faz tão necessário”. Bolsonaro afirmou que não irá participar, no domingo (26), de manifestações convocadas para apoiar o seu governo.

Tática
A tática do presidente Jair Bolsonaro (PSL), segundo o jornalista Merval Pereira, que publicou artigo, no site da Globo, na terça (21), é igual à do PT. “O PT sobrevive politicamente há anos com a adesão de cerca de 30% do eleitorado, que se expande eventualmente na disputa eleitoral. Bolsonaro quer mobilizar os seus 30%, suficientes para levá-lo com vantagem a um imaginário terceiro turno (...)  A ideia é colocar o verde e amarelo nas ruas. Já houve outro presidente que teve a mesma ideia, e não deu certo. O pessoal saiu de preto. O ambiente político naquele momento do governo Collor era, porém, mais degradado do que o que vivemos”, afirmou.

Foto
Líder do governo no Senado, Major Olímpio (PSL) disse que estará nas ruas no domingo (26) como cidadão e filiado ao partido. “Cansei de ver gente se estapeando na campanha para tirar uma foto com Jair Bolsonaro. Gente do PP, PRB, PR, DEM. Agora, vejo eles comemorando derrotas do governo. Na campanha, Bolsonaro levou uma facada na barriga. Hoje, recebe todo dia uma nas costas”, afirmou.

Desmate
Segundo dados oficiais sobre o desmatamento na Amazônia, nos primeiros 15 dias de maio, foi devastado o equivalente a 7 mil campos de futebol. A primeira quinzena foi a pior para o mês em uma década: 19 hectares/hora de desmate, em média, o dobro do registrado no mesmo período de 2018. A devastação ocorre em unidades de conservação administradas por órgãos como o Ibama.

Êxodo
Cerca de 3,7 milhões de pessoas deixaram a Venezuela, nos últimos anos, fugindo da crise econômica, o que corresponde a 11,9% da população total, segundo a agência da ONU.  As saídas chegam a 5 mil pessoas por dia. Os números são superiores aos registrados em nações em conflito, como o Afeganistão, e a maioria vai para países vizinhos, como o Brasil.

Zero Km
Tamanho foi o sucesso do último Jantar Social, promovido pela Prefeitura de São Bernardo, como parte dos festejos do aniversário da cidade, com uma arrecadação de R$ 980 mil; que, agora, o prefeito Orlando Morando irá entregar 50 veículos 0km para 50 entidades filantrópicas. Do montante, 25 já foram entregues, na última quinta (23). O restante será entregue até o aniversário da cidade, em agosto.

Árvores
Em Santo André, só na primeira quinzena de maio, nove árvores foram derrubadas. Algumas de maneira regulares, mas, outras, irregularmente. O município estabelece como compensação ambiental apenas o plantio de mudas, que não substituem a árvore arrancada, posto que uma muda de árvore demora até 15 anos para chegar a fase adulta. Segundo informações da assessoria de imprensa do município, por mês, são removidas uma média de 35 árvores. É mais que uma árvore por dia.

Redução
O Metrô News, que já havia reduzido a edição impressa às quintas e sextas-feiras, resolveu operar somente no online. Mantido no Brasil pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, o Metro Jornal segue ativo, mas encerrou as redações em Brasília, Campinas e Rio de Janeiro. O Metro Jornal segue com equipes de jornalistas em seis cidades: São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Maringá, Porto Alegre e Vitória. Em cada uma das localidades, o impresso conta com conteúdo regional e nacional. Há, ainda, a versão que é distribuída no ABC. Apesar de contar com reportagens sobre Santo André, São Bernardo e São Caetano, a edição é feita pela equipe que fica em São Paulo

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O Mito da caverna, também conhecido como Alegoria da Caverna ou Parábola da Caverna; é metáfora criada pelo filósofo grego Platão, presente na obra “A República”; que consiste na tentativa de explicar a condição de ignorância em que vivem os seres humanos e o que seria necessário para atingir o verdadeiro “mundo real”, baseado na razão acima dos sentidos, nunca esteve tão atual.
A obra de Platão relata a história de um grupo de prisioneiros que viviam numa grande caverna, com seus braços, pernas e pescoços presos por correntes, forçando-os a fixarem-se unicamente para o fundo da caverna. Atrás dessas pessoas existia uma fogueira e outros indivíduos que transportavam imagens de objetos e, ao redor da luz do fogo, tinham as suas sombras projetadas na parede da caverna, onde os presos ficavam observando. Os prisioneiros podiam enxergar apenas as sombras das imagens, julgando serem aquelas projeções a realidade.
Certa vez, uma dos prisioneiros conseguiu se libertar das correntes e saiu para o mundo exterior. A princípio, a luz do sol e a diversidade de cores e formas assustou o ex-prisioneiro, fazendo-o querer voltar para a caverna. No entanto, com o tempo, ele acabou por se admirar com as inúmeras novidades e descobertas que fez. Assim, quis voltar para a caverna e compartilhar com os outros prisioneiros todas as informações e experiências que existiam no mundo exterior. As pessoas que estavam na caverna, porém, não acreditaram naquilo que o ex-prisioneiro contava e chamaram-no de louco. Para evitar que suas ideias atraíssem também outras pessoas para os “perigos da insanidade”, os prisioneiros mataram o ‘fugitivo’.
Para Platão, a caverna simbolizava o mundo onde todos os seres humanos vivem, enquanto que as correntes significam a ignorância que prendem os povos. As pessoas ficam presas a estas ideias pré-estabelecidas e não buscam um sentido racional para determinadas coisas, evitando a “dificuldade” do pensar e refletir, preferindo contentar-se apenas com as informações que lhe foram oferecidas por outras pessoas.
O indivíduo que consegue se “libertar das correntes” e vivenciar o mundo exterior é aquele que vai além do pensamento comum, criticando e questionando a sua realidade.
O Mito da Caverna mantém-se muito atual. Fazendo uma analogia, bem contemporânea, pode-se associá-lo ao universo digital, das redes sociais e internet, do qual, praticamente, todos estão inseridos. Os usuários encantados com tantas possibilidades que estes dispositivos propõem para suas vidas, podem ficar presos a esta realidade virtual como se fosse a única realidade que há, passando a viver em uma escuridão como se estivesse dentro de uma caverna. E, inseridos nas redes sociais, preferem permanecer alheios ao pensamento crítico (seja por preguiça ou falta de interesse) e aceitar as ideias e conceitos que são impostos por um grupo dominante, por exemplo, de influenciadores, blogueiros e artistas midiáticos.
Ao recorrer ao uso continuo das redes sociais e da internet, o indivíduo, então, desenvolve em sua mente, um mundo completamente diferente da realidade. E, com medo de ser rejeitado, de seu conteúdo não ser compartilhado, cria a sua própria realidade com intuito de se manter numa zona de conforto, ou seja, uma prisão social. Com isso, há um isolamento social, na vida real. Afinal, o “inferno são os outros”, parafraseando o filósofo e escritor francês, Jean-Paul Sartre. Ou seja, alienado da realidade, vivendo o ‘mundo virtual’, os indivíduos acabam sendo intolerantes ao convívio social real. Pois, o problema é que projetos pessoais entram em conflito com o projeto de vida dos outros. E, os outros, tiram parte da autonomia pessoal. Porém, ao mesmo tempo, é pelo olhar do outro que o indivíduo se auto reconhece, com erros e acertos. Já que a convivência expõe as fraquezas pessoais.

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Recurso posiciona empresa na nuvem híbrida em um novo patamar de infraestrutura – ao rodar aplicações e proteger dados simultaneamente em qualquer lugar
A fabricante da plataforma de armazenamento totalmente flash que ajuda empresas a construir um mundo com dados, anuncia o novo recurso DirectFlash para memória não-volátil express (NVMe) ponto-a-ponto e suporte a NVMe-oF em Purity 5.2, engine de software para produtos FlashArray//X.
O DirectFlash permite aos clientes melhorar o desempenho para aplicações de missão crítica, assim como em novas aplicações em escala web, que tradicionalmente utilizam armazenamento direto. Com este anúncio, a Pure Storage torna-se a primeira fornecedora de armazenamento a suportar amplamente o protocolo NVMe-oF RoCE, que permite às organizações aproximar as aplicações às mídias em flash para acesso em tempo real e maior consolidação.
As empresas modernas têm um desafio de entregar inovações e serviços que acompanhem a sociedade digital em constante movimento – e sem downtime. Segundo estimativas do Google, 53% dos usuários móveis deixam um site que demora mais de três segundos para carregar. Portanto, as aplicações devem estar disponíveis e acessíveis o tempo todo. Para permitir uma experiência ao usuário de qualidade, as empresas devem oferecer aplicações eficientes que ofereçam os benefícios de uma plataforma de inovação tanto na nuvem quanto on-premise.
“O futuro será a entrega de aplicações e serviços na velocidade do pensamento”, comenta Chadd Kenney, Vice-presidente de Produto e Soluções da Pure Storage. “Para fazer isso, as aplicações não podem ter barreiras, necessitam de interação, comunicação e compartilhamento de dados em tempo real. As arquiteturas devem convergir e romper as barreiras que exis-tem hoje em dia. Então, o DirectFlash é um componente-chave para ajudar as organizações a unificar SAN, SAS e a nuvem”, informa.

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O israelense Yuval Noah Harari, autor dos três best-sellers mais lidos em todo o planeta nestes últimos meses está à toda. Concede entrevistas na TV, para jornais e para quem solicite. É a capa da Revista “Cultura”, editada por Pedro Herz, idealizador das Livrarias Cultura, um “case” de sucesso no Brasil. E é autor do artigo central de “Ilustríssima” da FSP de 7.10.18.
Já abordei alguns dos temas que ele enfrenta nos três livros de sucesso: Homo Sapiens – Uma breve História da Humanidade, Homo Deus – Uma breve História do Amanhã e 21 Lições para o Século 21, em que ele se detém no presente.
Algumas de suas preocupações são realmente sérias e devem nos motivar a uma tomada de posição. Uma delas diz com o aquecimento global, que algumas das indústrias de sucesso no agronegócio teimam em dizer que não existe. Até financiam meteorologistas aposentados para fazerem palestras pelo País inteiro – e fora dele – evidentemente bem remunerados, dizendo que isso é invenção de ambientalistas catastrofistas.
Para Yuval as mutações climáticas constituem uma das mais graves ameaças para a Humanidade. Condena o excesso de consumo e, principalmente, o consumo de carne e de laticínios.
Em relação à carne vermelha, todos sabem que a pecuária é a atividade mais poluente que existe. A emissão de gás carbônico do gado vacum supera a dos veículos movidos a combustível fóssil. Ninguém parece acreditar, mas é a ciência quem o diz.
Já a indústria de laticínios, segundo Harari, é baseada no rompimento dos laços de amor entre mães e filhotes. Uma vaca jamais produz leite, a menos que engravide e dê à luz um bezerro. Mas aí os humanos retiram o filhote dela para ser abatido e ordenham a vaca. Processo que provoca dor e agonia a milhões desses animais.
Se vier a ser julgada pelo sofrimento que produz, a pecuária moderna é, provavelmente – diz Yuval – um dos piores crimes da história. Seria muito mais ético alimentar as pessoas com uma dieta baseada em vegetais, que é também mais ecológica.
Não há prenúncios de mudança nos hábitos humanos de consumir menos carne vermelha. Sem falar que a vegetação é eliminada para ceder espaço aos pastos. E as terras enfraquecidas e abandonadas nunca são recuperadas, pois o bicho-homem pensa que pode continuar a destruir, principalmente num País em que o Direito Ambiental foi uma promessa descumprida e em que o Judiciário enterrou o princípio da vedação de retrocesso. Por isso, continuemos em marcha a ré, na contramão e a toda a velocidade.

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Caleidoscópio

Segundo nos conta Rubem Alves o Caleidoscópio nasceu  na Inglaterra nos primeiros anos do século passado. Seu inventor foi Sir David Brewster, provavelmente um vagabundo, pois se não fosse não teria a ideia. O trabalho intenso faz mal à criatividade. Nietzsche, dirigindo-se àqueles para quem a vida é “trabalho furioso”, aqueles para quem o trabalho furioso é coisa boa, e também tudo que é rápido, novo e diferente, conclui: “O fato é que vocês não ao se suportam. Seu trabalho é fuga, um desejo de se esquecerem de vocês mesmo”.
Vocês não têm conteúdo nem mesmo para a preguiça”. Deve ter sido num momento de vagabundagem que a ideia do caleidoscópio apareceu na cabeça de Sir Brewster. Como ele era homem muito culto e conhecia o grego antigo, uniu as palavras gregas kalos (= belo), eidos (= imagem) e scopio (= vejo). Caleidoscópio quer dizer “vejo belas imagens”. As belas imagens do caleidoscópio se fazem com caquinhos de vidro, clipes, tachinhas, pedrinhas.
O mesmo acontece com os artistas. Eles têm a capacidade de produzir o belo com o insignificante”. (do livro de Rubem Alves “Ostra feliz não faz pérola”).
A palavra insignificante lembra uma brincadeira que circulou no Brasil nos tempos de Getúlio Vagas. Contava-se que numa viagem de visita a uma cidade, as figuras importantes da sociedade local, acompanhando-o na estação ferroviária onde ele embarcaria num trem de volta ao Rio, o prefeito, então. no entusiasmo da despedida teria dito “adeus, insigne partinte”. Ao que  ele agradeceu da mesma forma, dizendo ao prefeito: “adeus, insignificante”.
Brincadeiras com visitas importantes de autoridades a cidades do interior, lembram um fato verídico mas constrangedor para a então primeira dama do estado de São Paulo. Carvalho Pinto, governador, visitando a cidade de Catanduva, interior do Estado,  falava ao público presente da tri-buna colocada num caminhão. Excesso de peso na “viatura oficial”, tal o número de convidados e candidatos (... e “penetras”) que nela se aboletararm, rompe-se a improvisada tribuna e dela precipitam-se, caindo ao chão os seus ocupantes, entre eles, para constrangimento total, a esposa do governador, dona Yolanda. E, pior, ainda. Ela caiu dentro de uma tina cheia de água colocada ao pé do caminhão isolando-o da proximidade física com a turbamulta ali presente. Imagine-se o constrangimento geral a encerrar de  modo inesperado o entusiasmo  e a oratória eloquente própria das campanhas eleitoreiras.  
Coisas da política que contadas tempos depois de sua ocorrência, têm o sabor de um fato carregado de história e do inesperado...  E naquele momento, que história!

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