17 Feb 2019

A Operação Fluidez, iniciativa do Departamento de Engenharia de Tráfego (DET) que destaca agentes em locais estrategicamente posicionados e estrutura para reordenar o fluxo de veículos, reduziu o tempo de percurso no trânsito nos horários de pico da manhã e da tarde em até 45%, de acordo com medição e volumetria realizada diariamente. Para se ter uma ideia da efetividade do trabalho, o trajeto feito entre o Viaduto Acisa e a Praça Engenheiro Roldão dos Santos Ferreira, que antes era realizado em  45 minutos, agora é feito em apenas 16 minutos, uma queda de 35% apenas neste ponto.

As equipes do DET são divididas em dois turnos, vespertino e noturno, onde são destacados 29 agentes em 17 viaturas e contam ainda com estrutura logística que contempla a utilização de 80 cavaletes e 70 cones de trânsito. As principais vias e corredores de trânsito da cidade são contemplados nesta operação, destacando para os eixos da avenida Ramiro Colleoni, rua Venezuela, avenida Prefeito Justino Paixão, rua Álvares de Azevedo, Praça Engenheiro Roldão dos Santos Ferreira viaduto Ângelo Gaiarsa, rua Coronel Alfredo Fláquer, rua Elisa Fláquer, rua Delfim Moreira, avenida Portugal e o eixo Perimetral.

Em sintonia com esta ação, o DET realiza ainda a readequação do tempo semafórico, com ajustes de sincronismo e no tempo de abertura destes equipamentos. A operação conta ainda com o apoio de três guinchos que dão suporte em casos de chamados de urgência, além da Central de Monitoramento de Trânsito (CMT), que atua com sistema independente de semáforos sincronizados e inteligentes, trabalhando em tempo real com reajustes de tempo e monitorando cruzamentos na cidade.

O trabalho de implementação da Operação Fluidez se deu, inicialmente, com um minucioso estudo e contagem volumétrica dos veículos nas principais vias da cidade. Após esta medição, foi realizada uma estruturação das equipes de agentes de trânsito e definidos os principais pontos estratégicos para a área de atuação, que podem variar diariamente conforme a dinâmica do trânsito.

Poderoso

O DEM é o partido que mais ganhou espaço no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Possui participação em três ministérios. Além do ministro Onyx Lorenzoni na Casa Civil, os titulares das pastas da Agricultura, Tereza Cristina, e da saúde, Luiz Henrique Mandetta, são filiados à legenda. E, com a eleição de David Alcolumbre (AP) para a presidência do Senado, e de Rodrigo Maia para a Câmara, o partido passa a, pela primeira vez, comandar ao mesmo tempo as duas casas do Legislativo. O DEM possui bancada de apenas seis representantes no Senado e 29 na Câmara.

 

Comissionados

O governo de Jair Bolsonaro irá cortar 21 mil cargos comissionados. Com isso, a expectativa é economizar até R$ 220 milhões ao ano. Atualmente são cerca de 130 mil cargos nessas condições. Também foi sinalizada a intenção de abrir novos concursos públicos.

 

Prioridade

Parece que o super-pacote anticrime proposto pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, não é a prioridade do novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre que, dias atrás, disse à Globo News: “Acho que a reforma da Previdência é uma prioridade, eu acho que acaba uma atrapalhando a outra. Entendo que, no Senado e na Câmara, vai ter uma que vai andar mais rápido que a outra. E acho que vai ser a reforma da Previdência”.

 

Carros

A deputada estadual eleita Carla Morando (PSDB) está realizando um abaixo-assinado online, que já tem 4 mil assinaturas, com proposta para o fim de carros oficiais para deputados que moram a menos de 100km da Assembleia Legislativa de São Paulo. Com a medida, seriam economizados R$ 5 milhões por ano e R$ 20 milhões até o fim do mandato.

 

Comissões

A Câmara de São Caetano realizou, na primeira sessão ordinária do ano, na terça (5), a eleição para os membros que compõem as comissões permanentes da Casa para o biênio 2019-2020. Foram eleitos para comporem a Comissão de Finanças e Orçamento os vereadores Eduardo Vidoski, Mauricio Fernandes, Moacir Rubira, Suely Nogueira e Ubiratan Figueiredo. Será a comissão de Finanças que analisará as contas de 2012 do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), que sofreram parecer negativo do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

 

Protestos

A primeira sessão da Câmara de Santo André foi marcada por protesto, no qual os manifestantes, aos gritos, pediam explicações, ao prefeito Paulo Serra e membros do governo, sobre a falta de água na cidade, que assola 20 bairros desde meados de janeiro. A bancada do PT, encabeçada pelo vereador Eduardo Leite (PT) já protocolou uma representação no Ministério Público contra a Sabesp e contra a Prefeitura de Santo André.

 

Consórcio

Edgard Brandão, engenheiro com 49 anos de vida pública, muitos deles na Prefeitura de Santo André, é o novo Secretário Executivo do Consórcio Intermunicipal do ABC. Na quarta (6), Edgard já estava a todo vapor, na entidade, para reunião por videoconferência com técnicos da cidade italiana de Turim. A iniciativa faz parte do Programa Internacional de Cooperação Urbana (IUC), promovido pelo bloco europeu.

 

Visita

O prefeito de São Bernardo Orlando Morando, durante vistoria à Fábrica de Cultura, projeto do Governo do Estado, que será instalado no município, no local que abrigaria o Museu do Trabalhador, atacou o ex-governador Marcio França, dizendo que em dez meses de governo, não recebeu a visita de nenhum secretário de seu governo em São Bernardo, e ainda teve o convênio do Desenvolve-SP, no valor de R$ 30 milhões, cancelado. Já com o governador João Doria, em apenas um mês recebeu a visita de quatro secretários.

 

Museu

As obras do Museu do Trabalhador, em São Bernardo, viraram um verdadeiro ‘presente de grego’ para o prefeito Orlando Morando. O local tem área de 10 mil m² e foi projetado para abrir um museu, com vão livre e estrutura típica, mas, assim que encerrar a fase judicial e for esclarecido os desvios financeiros cometidos por dois ex-secretários municipais, será adaptado para receber o projeto Fábrica de Cultura do Governo do Estado, que promove iniciação artística e formação cultural de jovens em situações de vulnerabilidade.

 

Museu I

Ou seja, ficará com vários obstáculos a serem resolvidos: o enorme vão livre central, a gigante lage frontal, e ainda imenso jardim ao redor do prédio. Mas, talvez o maior deles seja esse: o local possui enorme área de 10 mil m², mas, atenderá apenas 1 mil jovens por semestre.

 

Ataques

O tradicional Centro Universitário Fundação Santo André (FSA) teve que soltar nota oficial em repúdio uma reportagem desrespeitosa veiculada por um ex grande jornal da região. Segundo a FSA, a matéria “eivada e fundamentada em dados imprecisos, erráticos e com base em fonte apócrifa”. Os números atuais de matrícula, verdadeiros, são da ordem de 632 e o de rematrículas 1737. Sendo assim, a instituição terá 2.369 estudantes vinculados em 2019, além disso, a Fundação está em meio ao processo vestibular, com procura por provas agendadas, com média de 50 candidatos por dia.

 

Deu na Mídia

O jornal americano The New York Times anunciou que teve alta de 27,1% no número de assinaturas digitais ao longo de 2018. A publicação alcançou, no fim de dezembro último, 3,4 milhões de assinaturas online, o que refletiu numa receita de US$ 709 milhões com negócios digitais. A expectativa, segundo a empresa, é atingir a marca de US$ 800 milhões em faturamento digital até 2020 e chegar a 10 milhões de assinantes até 2025.

Mal do século

Milhares de profissionais são retirados do mercado de trabalho devido à depressão, tachada de mal do século. No Brasil, ela já é responsável por afastar do emprego mais de 75,3 mil trabalhadores, só em 2016, que em razão do mal, têm direito a recebimento de auxílio-doença em casos episódicos ou recorrentes.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) estima que entre 20% e 25% da população tiveram, têm ou terão um quadro de depressão em algum momento da vida.
Entre 2009 e 2015, de acordo com o INSS, quase 97 mil pessoas foram aposentadas por invalidez em razão de transtornos mentais e comportamentais, com destaque para depressão, distúrbios de ansiedade e estresse pós-traumático. Ao todo, esses novos benefícios representam uma conta de mais de R$ 113,3 milhões anuais aos cofres públicos.
Os 75,3 mil trabalhadores afastados por depressão representaram 37,8% de todas as licenças em 2016 motivadas por transtornos mentais e comportamentais, que incluem depressão, estresse, ansiedade, esquizofrenia, transtornos bipolares e mentais relacionados ao consumo de álcool e cocaína. Em 2016, mais de 199 mil pessoas se ausentaram do mercado e receberam benefícios relacionados a estas enfermidades, o que supera o total registrado em 2015, de 170,8 mil.
De acordo com dados de relatórios anuais da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o número de consultas psiquiátricas cobertas pelos planos aumentou 54%, de 2012 para 2017, ou seja, de 2,9 milhões para 4,5 milhões.
Em 2018, nos primeiros nove meses, o INSS constatou alta de 12%, em relação ao mesmo período de 2017, no que se refere ao tratamento de transtornos mentais e comportamentais adquiridos no ambiente de trabalho. Foram concedidas 8.015 licenças. O conjunto das doenças que inclui depressão e ansiedade saltou de 4,8% do total de novas aprovações desses benefícios (auxílios-doença acidentários) nos primeiros três trimestres do ano passado para 5,2% no mesmo período de 2018. No mesmo ano, o número de consultas psiquiátricas passou de 1,6 milhão.
As despesas com auxílio-doença acidentário por transtornos mentais e comportamentais somaram, entre 2012 e 2016, R$ 784,3 milhões, ou 7,3% dos gastos com o benefício para todas as enfermidades, segundo a Secretaria de Previdência.
Os motivos para a intensificação da depressão e de transtornos mentais e comportamentais são diversos, na sua grande maioria, se iniciam com ansiedade e estresse, comuns de nosso cotidiano, devido à crise econômica ou uso intenso de tecnologia. Com isso, cada vez mais empresas são obrigadas a criar meios voltados para o bem-estar dos colaboradores, como sessões de terapia com psicólogos durante o expediente, para tentar assim, combater as projeções nada otimistas da OMS.

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Autor de “A Elite do Atraso” (2017), o sociólogo Jessé Souza lança agora “A Classe Média no Espelho” pela Estação Brasil.
Percorreu todo o mundo e conheceu muitas sociedades. Nenhuma delas tão desigual e perversa como a brasileira. Seria herança da escravidão, absorvida naturalmente sem ter sido questionada o quanto deveria?
A classe média é um estamento bastante polêmico. Estaria entre a classe pobre e a classe rica. Isso era muito evidente há algumas décadas. Hoje não é. O acesso às redes sociais disponibiliza hábitos que vão homogeneizando as pessoas. Para tal contribuiu a TV Globo em seus tempos áureos, acabando com os regionalismos idiomáticos e impondo o “carioquês” com seus sh-sh-sh e seu “não é mermo, brother?”.
Ainda é recorrente o tratamento humilhante de quem se fortalece inferiorizando o subalterno. A chamada elite não estuda, não procura analisar o que acontece no mundo e comparar com o Brasil. Cultiva o complexo de “vira-lata” e se satisfaz com explicações que se eternizam, sem discuti-las.
Uma dessas é a de que a corrupção veio de Portugal e é inextrincável. O sociólogo critica o que chama de “santíssima trindade do liberalismo chique brasileiro”: Sérgio Buarque de Holanda, Raymundo Faoro e Fernando Henrique Cardoso. Jessé chama essa doutrina de “liberalismo tosco”. Daí o “ódio ao pobre”, resultado do acordo entre a elite e a classe média.
Discutível a existência de classe média, quando nos últimos anos quase todos empobreceram e foram empurrados para a pobreza. Daí o subterfúgio de se falar em classe média “alta”, “média-média” e classe média “baixa”. Assim como polêmico o percentual de 70% de conservadores e 30% de classe média crítica. Esta é a que respeita as minorias e tem uma pauta progressista dentro do neoliberalismo.
Para Jessé Souza, a corrupção política é “uma gota dentro do oceano” da verdadeira corrupção, quando se a coteja com os subsídios a setores privilegiados e a sonegação. Não é Lava-Jato, nem escândalo da Petrobrás que retratam situações que acabam com o Brasil. “A corrupção política é usada para tornar invisível o saque feito pelas elites”.  
O autor foi Presidente do IPEA entre 2015-2016, mas não poupa o PT, que “enfiou no próprio ventre a faca do moralismo postiço”. É melhor ler o livro para chegar a uma conclusão mais abalizada.

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O governo japonês tentará invadir milhões de dispositivos que estejam conectados à internet, como parte dos esforços para melhorar a segurança cibernética do país, informa a NHK World-Japan.
O programa é inédito, foi aprovado na sexta (25 de janeiro) e confere ao Instituto Nacional de Pesquisa em Tecnologia japonês, o acesso aos dispositivos dos usuários durante cinco anos. Um funcionário do Ministério das Comunicações pediu apoio e compreensão, reforçando a necessidade de melhorar a segurança cibernética no período que antecede as Olimpíadas e Paraolimpíadas de Tóquio em 2020.
A partir de meados de fevereiro, o Instituto tentará dividir cerca de 200 milhões de dispositivos, gerando identidades e senhas, começando com webcams e roteadores. Quando conseguir acesso a um dispositivo, o proprietário será contatado e aconselhado a melhorar a segurança.
O professor do Instituto de Segurança da Informação, Harumichi Yuasa, disse que é possível que pesquisadores possam ter acesso não intencional a imagens de webcam ou a dados armazenados. Ele acredita que essa ação violaria o direito constitucional dos proprietários de dispositivos à privacidade, se suas identidades fossem reveladas.
O instituto diz que vai manter em segredo todos os dados obtidos na pesquisa. O pesquisador do Instituto, Daisuke Inoue, diz que o objetivo do projeto é aumentar a segurança dos dispositivos das pessoas. Ele disse que o Instituto garantirá que nenhum dado pessoal seja vazado.
Segurança vs Privacidade
Existe alguma lógica para este projeto. Os chamados dispositivos de “Internet das Coisas” notoriamente tendem a ter pouca segurança embutida. No entanto, isso levanta muitas questões. Não há como obrigar as pessoas a agir sobre as informações depois de descobertas. E há também o risco de criar um grande banco de dados de dispositivos que não sejam seguros, que pode ser tentador para os hackers.

Sobre a NHK World-Japan
NHK é a sigla de Nippon Hoso Kyokay, ou seja, Nippon Hoso Kyokay – NHK オンライン corporação estatal de rádio e TV do Japão, ou, em inglês, Japan Broadcasting Corporation, equivalente à BBC. A NHK tem qualidade de conteúdo comparável à BBC – sendo, portanto, uma das melhores televisões públicas do mundo.

Venezuela

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A pergunta é: o que leva um modesto cronista semanal, de jornal restrito à região do ABC, preocupar-se por questões políticas de país vizinho ao nosso?  São, principalmente duas razões que, entre tantas, movem a atenção do cronista, no caso:
Primeira razão: na Venezuela não vige regime democrático, embora lá haja eleições, todas fraudadas. Predomina no país o “chavismo” do falecido presidente Hugo Chavez, inspirado no “bolivarismo” que propõe um socialismo com restrições às liberdades  (especialmente a de informar, pela mídia), assim como total controle do executivo sobre os dois outros poderes de Estado, o legislativo e o judiciário. Qualquer pessoa que se interesse por informar-se sobre aquele país “irmão”  saberá que o poder judiciário tem sido mero apêndice do pulso forte do atual presidente  Nicolás Maduro.  Segunda  razão: o governo do Brasil sob o PT encantava-se com o governo de Caracas e até então não se manifestara sobre as truculências que ali são impostas aos seus opositores. Um dos exemplos dessa estranha conivência com o arbítrio ali frequente: ilustre deputada do PT aprova todas as restrições que ali persistem contra as liberdades, esteve presente e pessoalmente, desde Caracas falou em nome do PT, como sua presidente,  sobre o apoio deste, como partido político, ao regime chavista  e ao governo Maduro.
Ainda agora, quando aumentam pressões sobre as restrições ali vigentes há um movimento  internacional no sentido de ajuda militar e política  ao país pressionando as forças locais de resistência. E  o povo sofrendo cada vez mais sob o tacão de Maduro
Como diz o jornalista Clovis Rossi, na Folha de S. Paulo: “Se há golpe na Venezuela, é do governo, contra a democracia e a economia”.
E Maduro, quando mais se apertam os laços de resistência interna e externa contra o regime, negocia com grupos militares locais, ainda  fieis a ele e corrompidos, o apoio que o mantém no poder. Enquanto isso,  um  governo paralelo comandado pelo líder da oposição Juan Guaidó  que se declarou presidente interino, após a Assembleia Nacional  (poder legislativo) considerar publicamente fraudulenta a eleição que reelegeu Maduro. Para isso tem contado com o apoio decisivo e intensivo de governos de países vizinhos, Brasil inclusive, e da Europa.              
E Maduro não desiste.  Quer se tornar vítima de pressões políticas e econômicas que lhe são declaradamente adversas e cada vez maiores, com apoio declarado da imensa maioria do povo venezuelano.   


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