17 Feb 2019

Moradores de Santo André que possuem mais de 16 anos de idade e querem fazer um curso de teatro de qualidade, podem se inscrever para as turmas de aprendizes dos Núcleos de Pesquisa 2019 da Escola Livre de Teatro (ELT). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio da plataforma CulturAZ, no link http://culturaz.santoandre.sp.gov.br/evento/2681.

Os cursos são gratuitos e têm duração de um ano. São oferecidas 200 vagas, distribuídas em 10 núcleos: Direção Teatral e Orientação de Processos Criativos; Dramaturgia; Sonoridades; Iniciação Teatral; Laboratório de Experimentação Teatral; Pesquisa Circense – Arena dos Corpos; Mulheres em Movimento – Teatro e Sociedade; Musicalização a partir das Culturas Originárias do Brasil; Texto e Cena – Núcleo de Estudo Crítico das Políticas Públicas em Cultura: Disputas, Conflitos e Vetos e, finalmente, Gêneros Textuais e Identidades de Gênero.

Apenas o Núcleo de Iniciação Teatral aceitará candidatos a partir de 16 anos, completados até o dia 11 de fevereiro. Para os demais é preciso ter 18 anos até a mesma data.

Inscrição e entrega dos documentos- Para se inscrever, o candidato deverá criar uma conta na Plataforma CulturAZ como agente individual (pessoa física) inserindo seus dados pessoais, através do link: http://culturaz.santoandre.sp.gov.br/autenticacao/.

Ao clicar em “Enviar inscrição” o sistema gerará um número de inscrição. Este número de inscrição deverá ser anotado, pois deverá ser preenchido no campo destinado da ficha de inscrição impressa.

Após a inscrição digital, os interessados devem comparecer à Escola Livre de Teatro até o dia 8 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 15 às 21h, para entregar toda a documentação (ficha de inscrição completa impressa; 1 cópia do RG e CPF; 1 Foto 3X4, colorida e atual) organizada num envelope, para validar a inscrição. Os residentes em Santo André devem apresentar também um comprovante de endereço em seu nome, com data inferior a três meses.

Somente a entrega dos documentos confirma a inscrição realizada através do CulturAZ e garante a participação no processo seletivo. É permitida a entrega da documentação por terceiros, mediante apresentação de uma procuração assinada pelo candidato.

Seleção presencial, resultados e matrículas - O processo seletivo presencial se dará entre os dias 11 e 15 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, no horário do núcleo escolhido, na Escola Livre de Teatro, que fica na Praça Rui Barbosa, 12, bairro Santa Teresinha.

O candidato deverá se apresentar com uma hora de antecedência. O não comparecimento, atraso ou ausência em qualquer dia do Processo Seletivo presencial implicará na eliminação do candidato.

No dia 18 de fevereiro, o resultado final do processo seletivo dos 10 núcleos estará disponível na sede da ELT e no dia 19 de fevereiro poderá ser conferido no CulturAZ. O edital completo está disponível no link http://culturaz.santoandre.sp.gov.br/projeto/322/

As aulas começam na semana de 18 de fevereiro, ministradas pelos artistas indicados no programa de cada núcleo, na própria ELT, de segunda a sexta-feira. A Escola Livre de Teatro disponibiliza dois telefones para tirar dúvidas, de segunda a sexta-feira, das 15h às 21h: 4990-4474 e 4979-4370.

A Escola Livre de Teatro, equipamento da Secretaria de Cultura de Santo André, é um centro de formação, pesquisa e experimentação das linguagens teatrais de acesso público e gratuito. Criada em 1990, sua pedagogia é baseada em processos de pesquisa em que se propõe um caminho de construção da liberdade artística por meio de vivências teatrais que buscam relações de aprendizado horizontais, focadas em trajetórias artísticas comprometidas com o pensamento e a prática coletivos.

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A Festa de Nossa Senhora dos Navegantes faz 66 anos neste domingo (03), iniciando os festejos às 8h, na primeira balsa de onde sairá a Procissão Náutica e seguindo até a Prainha  com chegada  perto das 9h, daí haverá concentração para a Procissão que seguirá até a Igreja da Paróquia de São João Batista de Riacho Grande, local em que será celebrada a Santa Missa. Após, será serviço almoço no pátio da própria Igreja. Diz a história que, o início da devoção à Nossa Senhora dos Navegantes originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas, quando os cristãos invocavam a proteção da Virgem Maria, sob o título de Estrela do Mar, rogavam amparo aos cruzados ao fazerem a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina. No decorrer do tempo, as pessoas que viajavam  pelo mar e os familiares que ficavam aguardando o retorno delas pediam proteção à Santa Padroeira, pois era considerada a protetora das tempestades e dos perigos constantes do mar.  Assim, se tornou a Padroeira não só dos navegantes, mas também de todos os viajantes. Essa tradição foi mantida pelos marítimos, sendo muito difundida pelos navegadores portugueses e espanhóis, ampliando-se entre os pescadores litorâneos e mais principalmente nas terras conquistadas e colonizadas por esses grandes navegadores. Conseqüentemente, ocorreu a multiplicação das igrejas, capelas e santuários nas regiões litorâneas povoadas por pescadores, e com a difusão vindo tal devoção ao Brasil. Consta que a primeira estátua foi trazida por Pedro Álvares Cabral em sua viagem do descobrimento, junto com os navegadores. A Nossa Senhora dos Navegantes é também conhecida por Nossa Senhora das Candeias, por Nossa Senhora da Boa Viagem,  por Nossa Senhora da Boa Esperança e também por Nossa Senhora da Esperança, segundo as denominações nas diversas regiões do nosso país. Na  região do ABC, consta que a primeira comemoração em devoção à Nossa Senhora dos Navegantes ocorreu em 1953, com a abertura da capela em sua homenagem no Bairro Eldorado, em Diadema, e a primeira procissão e, sucessivamente nos demais anos. Por ocasião desses atos religiosos, ao mesmo tempo os ambientalistas apresentam protestos, sob as mais diferenciadas maneiras de inconformação pela má qualidade das águas da Represa Billings, clamando por planos de limpeza e tratamento. A tradição  segue  atualmente com a saída da procissão às margens da Represa Billings, no Distrito do Riacho Grande e com trajeto aquático. O roteiro da procissão de Nossa Senhora dos Navegantes  mudou no tempo, ora  tendo iniciada no Balneário Mar Paulista, no Bairro de Santo Amaro, na Capital paulista, com pequeno trajeto, e ora saindo do Bairro Eldorado. A partir de 2003, os devotos da cidade de São Bernardo do Campo reunidos e fortalecidos na fé e na devoção em manter a tradição nas comemorações da data destinada à Nossa Senhora dos Navegantes, retomaram o antigo costume e desde então a procissão se realiza às margens da Billings, tendo a Prainha como ponto de concentração. Os preparativos estão sendo ultimados, pois dito evento é considerado um dos mais tradicionais do calendário turístico e religioso de São Bernardo, como também de toda a região do ABC,  dado o grande número dos fervorosos devotos que cultivam a fé na Santa Padroeira. Essa festiva comemoração religiosa promete ter o mesmo sucesso dos anos anteriores, pois gradativamente vem crescendo a olhos vistos pela propaganda dos devotos e da população em geral. Apareçam e prestigiem a comemoração em homenagem à Nossa Senhora dos Navegantes -  Santa Protetora dos navegantes e viajantes.

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Dias atrás fui até o centro de Santo André resolver algumas coisas. Deixei  o carro no pátio da prefeitura e andei alguns quarteirões até a loja de departamentos onde eu precisava ir. Demorei um pouco, pois o local estava cheio. Quando terminei não consegui ir para fora, dada a enorme quantidade de água que do céu caía. Assim que a chuva deu uma trégua andei alguns passos e parei num abrigo.
Eis que um senhor aparentemente 55 anos fez uma observação: -Forte, né? -É verdade... retruquei, Se você quer puxar assunto com alguém, fale do clima - com certeza a pessoa se manifestará. –É chuva de verão, concluí. O cara me perguntou outras coisas, engatamos um papo, eu falei que teria que ir embora e ele ofereceu: -Então eu te dou uma carona no meu guarda chuva. Achei estranho. O que ele queria? O nome dele era João e resolvi acreditar nos poucos bons corações que ainda restam nos seres humanos ao que aceitei a carona sob um guarda chuva que mal cabiam dois. Paramos no correio, pois o mudo despencava. Mais algumas conversas sobre motivos profissionais, quando ele se oferece: -Será que você poderia me dar uma carona até metade do meu caminho? Ele trabalhava com logística em uma concessionária na Av. Ramiro Coleoni, Santo André. Meu espírito é bom, de modo que aceitei a oferta dele em dá-lo a carona.
De frente à cabine de pagamento do estacionamento da prefeitura, procurei minha carteira, mas não a encontrei e, como eu havia esquecido no carro, tão logo, seu João me emprestou dez reais. -Obrigado, ao entrarmos em meu carro, te devolvo, agradeci. Todavia, mesmo achando que ele poderia ser um ladrão ofereci-lhe: -Está chovendo muito, eu te deixo no seu trabalho. Aceitou.
Deixei-o onde trabalhava e quando fui devolver os dez reais que ele havia me emprestado, recusou. -Me dá só cinco! pediu. - Que nada! Pega aí, você me emprestou! falei – Não, cinco está bom! afirmou. -Eu só tenho essa nota de dez, eu disse. E então percebi que ele estava a demorar para sair do carro “agora o maluco vai me assaltar aqui”, pensei. Na hora que ele começou a procurar algo dentro do bolso, na mala, na sacola e não achava eu imaginei que o cara ia empunhar um canivete - Desculpe, eu não encontrei cinco reais aqui comigo, ele finalizou. Senti que seu João só estava querendo ser honesto e perdoei a mim mesmo por eu ter pensado coisas ruins a seu respeito - mas é natural o ser humano antever situações desconhecidas.
Olhei no fundo dos olhos do sujeito, deixei os dez sobre sua valise e desejei bom trabalho: -Ótimas vibrações positivas pra você e vamos mentalizar sempre coisas boas. - É verdade... Todos nós precisamos disso. concluiu.
Terá sido má intenção minha achar que seu João era ladrão ou que ele gostava de molestar homens mais novos? Por quê não conseguimos confiar 100% em algumas pessoas, mesmo elas sendo boas?

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Na quinta feira eu ia telefonar à Folha do ABC para avisar que não estava inspirada para escrever. Nessa manhã resolvi ir ao INSS. Pois precisava dos comprovantes de 3 meses seguidos sobre o recebimento de minha aposentadoria, para juntar a outros documentos.
Sem muito pique, chamei um Uber e me dirigi para lá. Erradamente ele parou atrás do prédio e tive que rodeá-lo. Ao chegar próxima a entrada, o responsável pelo estacionamento falou comigo, pois eu demonstrava um certo cansaço devido ao calor, e muito atencioso, na conversa disse que eu poderia estacionar lá uma vez que tenho o cartão de deficiente e idoso. Que bom, na próxima vez já sei que posso ir com meu veículo.
Passei pela borboleta onde estava um vigilante risonho e que já foi me informando. Se eu não tinha ainda agendado, ficasse na fila da esquerda. Eu era a primeira. A fila da direita estava enorme. Cada um que chegava na recepção e não tinha agendamento, ia para trás de mim. E atendente nessa fila? NENHUMA! Um senhorzinho foi lá para trás de mim. Falei então para as jovens ao meu lado que ele havia chegado antes que eu e não era justo ficar por último. O chamamos e ele ficou ao meu lado. Eu já estava me apoiando no balcão. Ele dizendo que não podia ficar em pé. (Nem eu) A uns 3 metros havia uma cadeira e falei para ele a pegar e se sentar. Ninguém se moveu para ajudar. Como estivesse demorando eu também precisava de um assento. Fui buscar uma para esperar sentada, mas devido ao peso tive que arrastar fazendo barulho. A moça se manifestou dizendo que eu queria chamar atenção. Eu respondi que não tinha condições físicas para carregar a cadeira. Novamente ninguém fez um gesto para me ajudar. Nisso a fila atrás de mim já dava voltas. Minha vez. Ela então falou o que eu queria. Assim que expus, ela me deu um informe para eu entrar na internet e agendar (Partem do princípio que TODOS sabem usar essa tecnologia...). Aí então ela disse: E agora coloque a cadeira no lugar! Falei: Menina, você é uma funcionária aqui (SOU!) mas tem que agir um pouco com o coração. Um dia você vai sentir o que é ter um problema e pensar no que digo. Você deve ter pais, avós, a quem respeitar.
Sai dali indignada e outra senhora falou comigo: Horas aqui e nada...
Me dirigi ao outro lado da rua, onde tinha um pequeno estacionamento. Peguei o endereço e chamei novamente um Uber. Na espera, conversando com um senhor e os dois rapazes responsáveis pelo local, comentei a falta de humanidade que o mundo está enfrentando. Ao tocar no problema da atendente então, eles me contaram, citando até o nome dela, que já sabiam como ela era. Que um dia ela estava em frente ao estacionamento e uma senhorinha, bem humilde, disse: Eu vi que você trabalha na Previdência. Será que você pode me informar (??) ela então respondeu, colocando a mão sobre o peito: Aqui está escrito informação?
Confirmado o que passei com ela.
Bom... Pensei.... Já tenho assunto para hoje.
Faço meus tratamentos em uma Clínica de Oncologia onde é um prazer estar lá. A atenção do porteiro ao médico, o sorriso de todos, todos nos chamando pelo nome, nos mostra como eles são humanizados. Com certeza passam por cursos antes de assumirem um cargo onde têm que fazer com que o paciente, com as atenções recebidas, enfrente melhor os problemas que a vida lhe apresenta.
Até onde a humanidade caminha?
Um desabafo...mas vai sempre meu abraço...Didi

“Diadema nos surpreendeu positivamente. O município já está muito avançado em relação à sustentabilidade. A Prefeitura desenvolve hortas comunitárias que vão além da horta escolar e que contribui para um senso de empreendedorismo e economia solidária”. Esta é a avaliação da professora do curso de Engenharia Ambiental da Universidade Metodista de São Paulo, Tassiane Pinato, ao final do Projeto Rondon.

Durante a última semana, alunos, professores e colaboradores da Prefeitura de Diadema realizaram diversas ações com o objetivo de estimular a melhoria do bem-estar social e contribuir para o desenvolvimento da cidade.

“Foi uma semana muito rica e cheia de trocas e aprendizado entre a prática e a teoria. O Projeto Rondon nos trouxe as novidades e metodologias que a academia utiliza e nós, enquanto poder público, mostramos o que acontece na prática depois da academia”, destacou a secretária interina de Assistência Social e Cidadania, Caroline Rocha.

A parceria com o Projeto Rondon é uma iniciativa da Secretaria de Assistência Social e Cidadania e visa aproximar os estudantes universitários da realidade que compõe a cidade. Essas ações foram resultado da primeira visita, realizada em julho do ano passado, na qual os alunos fizeram um diagnóstico com os possíveis campos de atuação.

“Juntamos os saberes e o resultado foi muito proveitoso. Além de toda troca de experiência, foi um momento para ouvir da academia quais são as novidades e um momento para fazermos, também, uma capacitação tanto dos funcionários quanto da comunidade. Gostaria de agradecer a equipe do Projeto Rondon pela contribuição para a cidade de Diadema”, completou Caroline Rocha.

“O Projeto Rondon proporciona esse aprendizado com os facilitadores do município, a prática do dia a dia, com o objetivo de levarmos de volta para a universidade mais experiências para contribuir em novas formas de estudo e aprendizado”, ressaltou a professora Tassiane Pinato.

Além de realizar a plantação da horta escolar na E.E. João Ramalho na quinta-feira, os alunos puderam conhecer a cidade e oferecer oficinas de horta comunitária, de direitos humanos, de elaboração e gestão de projetos sociais e palestra voltada para empregabilidade durante a semana.

Andressa Azevedo do Nascimento, usuária do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da SASC em parceria com a Sodiprom, participou da palestra de empregabilidade e contou sobre a experiência. “Nessa oficina, eu me conheci melhor e isso vai me ajudar bastante a definir meus objetivos de acordo com o que eu gosto”.

“O nosso objetivo com a palestra de empregabilidade foi despertar na comunidade um ponto de vista diferente sobre este assunto. O munícipe não precisa só de uma vaga de emprego, ele precisa se encontrar, entender qual é o perfil dele”, contou Ligia Mastromano Bontempo, estudante de fisioterapia da Universidade Metodista de São Paulo.

O Projeto Rondon conta com diversas instituições de ensino, como a Faculdade de Medicina do ABC, Universidade Metodista de São Paulo, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a Universidade de São Paulo, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, a Universidade Santo Amaro, a Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva, entre outras.

“O Projeto Rondon está sendo essencial para a minha formação. Ele melhora nossa empatia com as pessoas, a comunicação, além de nos fazer enxergar outro lado, um ponto de vista diferente do universitário”, completou Ligia Mastromano.

“O município é bem estruturado e conta com uma equipe técnica muito boa. Nós aprendemos muito mais do que ensinamos. A semana foi muito produtiva”, contou Ygor de Oliveira Navarro, aluno de enfermagem da FHO|Uniararas.

O encerramento aconteceu na última sexta-feira, 01/02, no Jardim Botânico de Diadema. A equipe está construindo um relatório das atividades que foram desenvolvidas no município.

“O aprendizado foi muito grande, em especial por toda a troca que foi estabelecida entre professores, facilitadores e alunos. Outro ponto importante é que esses dias em Diadema fizeram com que eu mudasse meu conceito sobre a cidade. Fiquei encantada com tudo que a cidade tem para oferecer e com toda a preocupação que os gestores demonstraram ter no estabelecimento de melhorias”, relatou a professora de Recursos Humanos da Universidade Metodista de São Paulo, Rosana Gribl Vellucci.

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Ninguém pode negar que a educação brasileira é deficitária e ostenta índices incompatíveis com o grau de desenvolvimento atingido em outros setores, dos quais o exemplo emblemático é o agronegócio.
A situação não difere na escola pública e na escola privada ou confessional. Dificuldade no letramento, na compreensão e na interpretação de textos, fragilidade na matemática e pouco desenvolvimento em ciências.
Insiste-se, todavia, em prosseguir nas mesmas práticas, embora à espera de resultado diverso.
O governo precisa reconhecer que educação é questão muito séria e grave para ser preocupação exclusiva do Estado. Tanto é que o constituinte, no artigo 205 da Constituição da República, a erigiu em direito de todos, mas em dever do Estado e da família, em colaboração com a sociedade.
Incumbe ao Governo investir na conscientização de que todos são responsáveis por uma educação de qualidade. E educação de qualidade não é aferida pela capacidade mnemônica, mas alicerçada no desenvolvimento de competências sócio-emocionais.
A educação brasileira não se apercebeu de que a 4ª Revolução Industrial afetou profundamente a vida de todos os seres humanos. Enquanto o conhecimento está inteiramente disponível e acessível a quem tiver curiosidade, o educando não está sendo treinado para enfrentar o inesperado, a necessidade de sobreviver sem as profissões tradicionais, a lidar com a transformação estrutural que subverteu cultura, costumes e tradições.
Urge reconhecer que as novas gerações, cuja circuitaria neuronal é digital, necessitam de um itinerário personalizado, de um projeto de futuro individualizado e que a padronização é própria de outros coletivos – v.g. abelhas, formigas – e não da sociedade humana. Esta é heterogênea, irrepetível, insuscetível de homogeneização.
Daí prestigiar a diversidade, a convivência de múltiplas concepções pedagógicas, o pluralismo e a fórmula feliz do ensinar menos e aprender mais, do aprender fazendo e da autonomia das unidades educacionais para a escolha de opções que atendam à vocação individual, local, regional e passível de mudanças de rota, quando for o caso, sem que isso ocasione traumatismo, pois o sistema de aprendizado há de ser flexível e plástico.


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