Olhar, mirar e clicar em poucos segundos para não perder a cena que jamais se repetirá. Esse é o desafio de quem pratica a arte de fotografar, seja por hobby ou profissionalmente.
A fotografia é universal e atemporal.
O papel fotográfico amarelado ainda em preto e branco guarda a história da época, como um dos registros mais reconhecidos no mundo: “A Garota Napalm”. Trata-se de uma das fotos mais emblemáticas, que foi registrada no Vietnã em 1972 e mostra uma garotinha nua fugindo desesperadamente após um bombardeio, junto de outras crianças e guerrilheiros armados. A imagem de Nick Ut, da Associated Press, ganhou o prêmio Pulitzer em 1973.
Momentos como esse são exclusivos. O olhar clínico do fotógrafo faz a diferença.
O Festival de Fotografia de Paranapiacaba traz as nuances retratadas em flashs da realidade brasileira e internacional. A nona edição chega com recorde de 280 fotos em exposição e 520 fotos projetadas no Cine Lyra. O evento acontece neste final de semana (29 e 30) na Vila ferroviária, a partir das 10h.
O que não falta é opção. São quase 40 atividades – entre exposições, debates, oficinas, projeção, feira de fotografia e lançamento de livros – espalhadas em 13 locais na parte Baixa: Cine Lyra, Brinquedoteca, Casa Senac, Casa Unipar, Galpão Ferroviário, Casas 457, 458 e 459, Casa Alfabetização Viral, Biblioteca, Centro de Visitantes, Museu Castelinho e Coreto. Tudo de graça para quem for acompanhar o evento. Confira a programação completa no link: www.ffparanapiacaba.com.br/c%C3%B3pia-programa%C3%A7%C3%A3o
Este ano a organização ampliou a presença de artistas internacionais, principalmente da Itália e da Espanha, com a intenção de aproximar ainda mais a produção fotográfica brasileira de outros circuitos da fotografia contemporânea. Segundo o curador João Kulcsár, as presenças do exterior só foram possíveis por conta de parcerias com os profissionais, as instituições e os festivais.
Entre as destaques que vêm da Itália estão Tatiana Cardellicchio com “A Ditadura das Pétalas” e Elena Givone com “Territórios do Sonhar”. Além disso, uma parceria com o Instituto Italia-no de Cultura traz o coletivo de Trieste, “Le vie della foto”.
E do país campeão da Copa do Mundo de Futebol de 2026, a Espanha, o Festival chega com a mostra “Raizes Voadoras”, de Maria Solaguren-Beascoa, cujo projeto aproxima a fotografia experimental do comportamento animal e da natureza.
O Brasil está representado pela artista Letícia Valverdes e as discussões relacionadas à saúde, ao território e direitos dos povos indígenas Mundukuru; e pelo pesquisador Deri Andrade com as experiências no Inhotim e no Projeto Afro. Outros fotógrafos brasileiros participam dos projetos “Imagens para adiar o fim do mundo” e “Quilombos do Ceará”.
O programa “Foto Fala” reúne cerca de 20 profissionais com propostas para revelar os meios de produzir a fotografia. A programação inclui também uma feira de venda de livros, publicações independentes e objetos.
Mas, se a parte técnica é o que mais lhe interessa, as oficinas realizadas em parceria com o Senac- SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e a Canon vão revelar o que são câmeras obscuras; o estúdio fotográfico; as intervenções criativas com bordados, pinturas e colagens; os filtros; as narrativas; e o zine fotográfico, que se trata de uma edição feita por você mesmo com fotos e legendas.
Entre uma atividade e outra, Paranapiacaba oferece ainda outros serviços de interesse turístico como a Estação de Trem, a Casa Fox, o Antigo Mercado, o campo de futebol, o Memorial Charles Miller e a Igreja Senhor Bom Jesus de Paranapiacaba, esta última localizada na parte Alta da Vila.
Paranapiacaba é história, cultura e arte.












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