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Piso seco ou molhado: condições da pista impactam o desempenho dos pneus e a segurança ao dirigir

Variações no tipo de pavimento ao longo do trajeto exigem atenção redobrada dos motoristas

Alternância entre piso seco e molhado ao longo do trajeto exige adaptação imediata do motorista
(Foto: Divulgação/Bridgestone)

A variação nas condições da pista ao longo do trajeto das viagens, alternando entre trechos secos e molhados, exige atenção constante dos motoristas e impacta diretamente o desempenho dos pneus. Nesse cenário, entender como o veículo reage em diferentes superfícies é fundamental para garantir a segurança ao dirigir.

Em pista seca, os pneus tendem a apresentar maior área de contato com o solo, favorecendo a aderência, a estabilidade e a eficiência na frenagem. Já em pista molhada, esse comportamento muda significativamente, exigindo maior capacidade de drenagem e atenção do motorista para manter o controle do veículo.

“Em piso seco, o pneu trabalha com máxima aderência. Já no molhado, ele precisa escoar a água para manter o contato com a pista. Se o pneu, único ponto de contato entre o veículo e o solo, não estiver em boas condições, essa capacidade é reduzida e o risco de perda de controle aumenta”, afirma Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.

Piso seco exige atenção ao desgaste e à calibragem

Embora o asfalto seco ofereça melhores condições de rodagem, a combinação de altas temperaturas e longos deslocamentos pode acelerar o desgaste dos pneus.

“A calibragem correta é fundamental em qualquer condição. Em trajetos mais longos, o aquecimento natural do pneu aumenta, e qualquer variação de pressão fora do recomendado pode intensificar o desgaste e comprometer o desempenho”, explica Ayala.

Pista molhada aumenta riscos e exige pneus em boas condições

Em pista molhada, os riscos são mais evidentes. A presença de água reduz a área de contato com o solo, aumenta a distância de frenagem e exige maior eficiência dos sulcos da banda de rodagem.

“Os sulcos têm a função de escoar a água. Quando estão desgastados, essa capacidade diminui e aumenta o risco de aquaplanagem, que é quando o pneu perde totalmente o contato com a pista”, alerta o especialista.

O limite legal de desgaste é de 1,6 mm, indicado pelas marcações TWI, mas a recomendação é avaliar a troca antes que os sulcos atinjam esse nível, especialmente em condições de chuva.

Mudanças rápidas no clima exigem adaptação na condução

A alternância entre piso seco e molhado ao longo do trajeto exige adaptação imediata do motorista.

“Muitas vezes, o motorista inicia a viagem em pista seca e, ao longo do caminho, encontra trechos molhados. Essa mudança altera o comportamento do veículo e exige redução de velocidade, maior distância de segurança e atenção redobrada”, destaca Ayala.

Manutenção preventiva faz a diferença em qualquer cenário

Independentemente das condições da pista, a manutenção dos pneus é um fator primordial para garantir segurança ao dirigir.

A Bridgestone recomenda:

• Verificar a calibragem dos pneus com o veículo frio, antes de rodar ou após pelo menos três horas parado, para evitar leituras incorretas causadas pelo aquecimento durante o uso.

• Avaliar regularmente a profundidade dos sulcos, utilizando as marcações TWI, e considerar a troca antes do limite legal, especialmente em condições de pista molhada.

• Realizar inspeção visual frequente, observando sinais como cortes, bolhas, rachaduras ou objetos cravados que possam comprometer a segurança.

• Manter alinhamento e balanceamento em dia, evitando desgaste irregular, vibrações na direção e perda de eficiência na condução.