28 Nov 2021


A clássica polarização

Publicado em Editorial
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Desde 1994, PT e PSDB protagonizaram todas as eleições presidenciais no país. Em 2018, a crise econômica e a Lava-Jato fizeram com o que o antipetismo se expandisse. Ainda foi a primeira vez que os tucanos ficaram de fora o segundo turno, atuando como coadjuvantes na principal disputa eleitoral do País, em 24 anos. Já neste ano, na disputa para eleições municipais, a polarização PT/PSDB tende a quase desaparecer.
Em 2016, ano das últimas eleições municipais, houve um fenômeno eleitoral que foi denominado "onda azul". O PSDB se consolidou como o grande vencedor das disputas eleitorais. Na época, o partido elegeu prefeitos no maior número de capitais: sete. A sigla também foi a que mais elegeu prefeitos no segundo turno, chegando a conquistar, no total, 14 cidades. Já o principal adversário tucano, o PT não conseguiu nenhuma prefeitura no segundo turno. Ao todo, elegeu 254 prefeitos, bem menos que os 638 de 2012.
No mesmo ano, no ABC, o PSDB foi vitorioso em cinco das sete cidades. Santo André (Paulo Serra), São Bernardo (Orlando Morando), São Caetano (José Auricchio Júnior), Ribeirão Pires (Adler Kiko Teixeira) e Rio Grande da Serra (Gabriel Maranhão, que na época ainda estava filiado a sigla). Já o PT não elegeu nenhum candidato a prefeito da região.
Nestas eleições de 2020, o MDB terá o maior número de candidaturas majoritárias no País. Serão 1.934 candidatos, seguido pelo PSD, com 1.627; PP, com 1.496; PSDB com 1.292 e PT com 1.234.
No Estado de São Paulo, o PSDB possui o maior número de candidatos majoritários dentre todos os partidos: 655 candidatos tucanos irão disputar para prefeito ou vice. O partido tem 65% de candidatos a mais que o segundo colocado, o aliado MDB, com 396 postulantes. No PSDB, DEM e MDB, três partidos, são 545 municípios com candidaturas a prefeito. Já o PT terá 137 candidatos à prefeito no Estado.
Em relação ao ABC, o PSDB busca a reeleição de quatro prefeitos Orlando Morando (São Bernardo), Paulo Serra (Santo André), José Auricchio Júnior (São Caetano) e Adler Kiko Teixeira (Ribeirão Pires). Porém, o partido também tem postulantes nos municípios de Diadema (com Ricardo Yoshio) e Mauá (Zé Lourencini). Com isso, a sigla irá disputar o comando de seis das sete prefeituras da região.
Já o PT, que, atualmente, não está na liderança de nenhuma prefeitura do ABC, também terá candidatos nas sete cidades. São eles: José de Filippi Júnior (Diadema); Marcelo Oliveira (Mauá); Prof Felipe Magalhães (Ribeirão Pires); Ramon Velasquez (Rio Grande da Serra); Bete Siraque (Santo André); Luiz Marinho (São Bernardo) e João Moraes (São Caetano). Em 2016, foi a primeira vez que, em seu berço político, o PT ficou sem prefeituras no ABC. Algo que não acontecia desde 1982. Agora, a sigla tem expectativas de reverter esse cenário. No final de setembro último, o PT lançou um documento intitulado "Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil", que lista uma série de ações que o partido considera essenciais para o país a curto, médio e longo prazo.
Porém, essa “clássica” polarização entre PSDB e PT não deverá se repetir nas urnas pelo Brasil. Com a mudança de postura do presidente Jair Bolsonaro sobre não interferir no pleito, já indicando possíveis candidatos que poderá declarar voto, o cenário poderá ser distinto. Com a aproximação de Bolsonaro aos partidos do chamado Centrão, como Republicanos, Solidariedade, PSD, PTB, e ainda a avaliação positiva do governo ter subido para 40% em setembro, segundo o Ibope, o cenário eleitoral, a nível nacional, poderá, mesmo, ser bastante diverso.

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