13 Aug 2020


A volta aos restaurantes

Publicado em Editorial
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Após o anúncio oficial, pelo governador João Doria, da reclassificação do ABC para a fase 3 (amarela) do Plano São Paulo, que permitirá, a partir de segunda (6), a reabertura, com restrições e seguindo protocolos sanitários, de restaurantes, bares e também salões de beleza e barbearias, o ABC se preparou, nessa última semana, para a data.
Segundo o decreto estadual, bares e restaurantes poderão operar com a capacidade limitada a 40%, com horário reduzido de 6 horas, além de terem que seguir outros protocolos específicos setorizados.
Nos Estados Unidos, no Texas, por exemplo, bares e restaurantes ficaram mais de 50 dias fechados e, quando foi iniciada a reabertura, no início de maio, muitos estabelecimentos ainda permaneciam fechados e outros, operavam com, no máximo 25% da capacidade normal de funcionamento. Porém, no final de junho, além do Texas, os estados da Flórida e Arizona congelaram os planos de reabertura, em um esforço para combater o surto de casos de internações que foi provocado pela reabertura desses estabelecimentos. Na última semana, Texas ainda ordenou o fechamento de todos os bares.
Nessa primeira semana de julho, foi a vez dos estados da Califórnia e Nova York fecharam, novamente, bares e restaurantes. As mudanças de rumo ocorreram, também, em decorrência do aumento no número de novos casos de coronavírus, que cresceram 80% nas últimas semanas. Na Califórnia, os estabelecimentos ficarão fechados por pelo menos três semanas.
Na Flórida, o condado de Miami-Dade, decidiu fechar as praias neste feriado norte-americano de sábado (4), Independence Day, e limitou o funcionamento de piscinas e bares até às oito da noite. E, ainda, proibiu o consumo de álcool em locais fechados. Na Europa, apesar da reabertura de restaurantes e bares, vários países que saíram do confinamento estão registrando picos localizados de novas infecções pelo coronavírus. A maioria dos governos está em alerta para a ameaça de uma segunda onda da Covid-19, caso a população não seja cuidadosa.
Não fica difícil imaginar o que poderá acontecer aqui no Brasil, e na região do ABC, com a reabertura.
Para os restaurantes, o limite de ocupação das mesas, apesar do distanciamento sugerido pelo decreto estadual ser de cerca de 1,5 m entre as mesas e a ocupação máxima poderá ser de até seis pessoas. Mas, o uso das máscaras deverá ser, brevemente suspenso, para a alimentação ou ingestão de bebidas. Neste intervalo de tempo, entre uma garfada e outra, como não se comunicar com os demais integrantes? Chamar o garçom para pedir algo que faltou? Ou ainda se deslocar até o banheiro? O revezamento entre uma garfada e recolocar a máscara é impossível.
Já na situação dos bares é, ainda pior. Os estabelecimentos poderão funcionar por até 6 horas. Como, então, o cliente ficará consumindo bebidas alcoólicas, pelo período, de 3 horas, por exemplo, sem máscaras, irá lembrar de recolocá-la para ir ao banheiro, chamar o garçom ou ainda se comunicar com seus amigos? Em alguns decretos municipais, como o de Santo André, será permitido o funcionamento até às 23h30 desses estabelecimentos.
Será bastante difícil, como já tem acontecido, até o momento, com a ordem de “pegar leve” que paira nas Prefeituras, por ser ano eleitoral, os comerciantes infratores dos decretos serem efetivamente punidos e multados. Não há interesse nenhum em aplicar multas com a proximidade das eleições. Com isso, é torcer para essa nova etapa não gere o aumento nos casos e o ABC retroceda a reabertura econômica.

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