18 Jun 2024

A Prefeitura de Santo André vai interditar, a partir das 20h desta quarta (19), trecho da Avenida dos Estados no sentido Mauá, para a remoção completa de uma antiga passarela de pedestres da via. A retirada dessa estrutura se faz necessária para prosseguir em mais uma etapa de intervenções que vão compor o Complexo Viário Santa Teresinha.

A interdição se estenderá até as 6h da quinta-feira (20), quando o trabalho de içamento e retirada dessa estrutura será finalizado. Além de faixas informativas e placas de sinalização, agentes do Departamento de Engenharia de Tráfego (DET) vão manter o monitoramento do local e orientar os motoristas.

O motorista que precisar acessar a via no sentido Mauá, deverá entrar no Viaduto Juvenal Fontanella, para posteriormente voltar para a Avenida dos Estados fora do trecho que está em obras. Em relação à passagem dos pedestres, um isolamento na área será montado e direcionado para uma nova estrutura metálica que já está instalada a poucos metros da que será removida.

Novos viadutos - As obras do Complexo Santa Teresinha são divididas em fases e têm o objetivo de dar maior fluidez ao tráfego na Avenida dos Estados com a saída do Viaduto Presidente Castelo Branco e a travessia do Rio Tamanduateí com acesso ao bairro Santa Teresinha.

Com a construção de dois novos viadutos, paralelos e em ambos os sentidos na Avenida dos Estados, o fluxo de passagem será elevado e as transposições entre o primeiro e segundo subdistrito garantidas através dos cruzamentos em nível, melhorando a fluidez dos motoristas que atravessam a Avenida dos Estados, e trafegam nos dois sentidos do Viaduto Castelo Branco.

 

Foto: Helber Aggio/PSA

 

O ABC discutiu, nesta terça (18), a formação do Arranjo Produtivo Local (APL) da cadeia produtiva da saúde da região. A reunião ocorreu no Campus Centro da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e contou com a presença de gestores públicos, empresários, acadêmicos, sindicalistas, entre outros representantes do setor.

A constituição do APL tem apoio do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, da Agência de Desenvolvimento Econômico Grande ABC, da Inova USCS e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de São Caetano do Sul.

O objetivo do APL da cadeia produtiva da saúde é reunir representantes do poder público, da iniciativa privada e da academia para a melhoria de processos da cadeia produtiva, compartilhamento de recursos, acesso a tecnologias e capacitações, além da busca de fomento e linhas de créditos especiais para os participantes.

O processo de formação do APL inclui o levantamento dos desafios tecnológicos e de gestão para inovação, incluindo possibilidades de incentivar a atividade da cadeia produtiva e promover parcerias regionais.

O encontro incluiu uma apresentação sobre como o APL poderia contribuir para atender às principais demandas do setor, apontadas pelas secretarias municipais de Saúde das sete cidades.

O secretário-executivo do Consórcio ABC, Aroaldo da Silva, ressaltou que o debate sobre a cadeia da saúde está hoje no centro da política nacional, pois o setor tem atuado como motor de desenvolvimento tecnológico e econômico.

“A saúde equivale a quase 10% do PIB no Brasil. Com isso, avança mais do que outros setores e tem capacidade de transbordamento para outros segmentos da economia do Grande ABC, incluindo educação e geração de emprego. A saúde pode auxiliar a cadeia industrial da nossa região a encontrar um novo caminho para o futuro”, afirmou.

Como parte do processo de estruturação do APL, o Centro de Inovação Inova USCS está convidando os empresários do setor a participarem das reuniões e a aderirem ao arranjo. O objetivo é pensar em soluções para a saúde e para fomentar o ambiente de negócios no Grande ABC.

 

 Fotos: Divulgação/Consórcio ABC

 

Última modificação em Terça, 18 Junho 2024 19:35

Apaixonados por café tem encontro marcado nesta sexta (21), sábado (22) e domingo (23) no São Paulo Coffee Festival.

Amantes da bebida poderão degustar excelentes cafés, comidas, coquetéis ao som de música ao vivo. Serão mais de 130 marcas expositoras. O evento acontece na Bienal, no Parque do Ibirapuera. Ingressos em: www.ticket360.com.br.

 

Foto: Divulgação 

São Paulo recebe, de quarta (26) a domingo (30), a ArPa – feira brasileira de arte contemporânea.

Em sua 3ª edição, a feira recebe mais de 40 galerias nacionais e internacionais de arte contemporânea, com setores dedicados à produção de arte audiovisual, arte em campo e exposição que explora a relação entre corpo e meio ambiente, sociedade e coletividade.

A ArPa visa incentivar o intercâmbio comercial e criativo, fortalecendo as relações entre os agentes do cenário artístico e formando novos amantes da arte. Considerada múltipla, participativa e plural, a ArPa gera oportunidades de negócios ao aproximar galeristas, artistas, curadores, colecionadores e entusiastas das artes. Ao exibir trabalhos nos mais diferentes suportes, fomenta o que há de mais instigante na cena artística nacional e internacional.

No Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. Ingressos em: https://arpa.art/

 

Foto: Divulgação

 

Por Nicole Floret - 18/06/2024

Última modificação em Terça, 18 Junho 2024 10:28

Quase um quarto do território brasileiro pegou fogo, ao menos uma vez, no período entre 1985 e 2023. Foram 199,1 milhões de hectares, o equivalente a 23% da extensão territorial brasileira.

Da área atingida por incêndio, 68,4% eram vegetação nativa, enquanto 31,6% tinham presença da atividade humana, notadamente a agropecuária. O Cerrado e a Amazônia são os principais biomas vítimas da ação do fogo, seja de origem natural ou provocada pelo homem. Juntos, são 86% da área queimada.

Os dados obtidos por meio de comparação de imagens de satélite fazem parte de um estudo divulgado, na terça (18), pelo MapBiomas Fogo, rede que envolve universidades, organizações não governamentais (ONGs) e empresas de tecnologia.

Pelas imagens de satélite, os pesquisadores conseguem analisar o tamanho e o padrão histórico das áreas incendiadas, mas não é possível apontar com certeza o que iniciou o fogo.

No entanto, a coordenadora do MapBiomas Fogo e diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, explicou à Agência Brasil que é possível chegar ao entendimento de que a maior parte das queimadas não tem origem natural, quando raios, principalmente, são iniciadores do fogo.

“A gente pode inferir que a grande maioria é incêndio causado ou iniciado pela atividade humana”, aponta a geógrafa.

O principal motivo para chegar à conclusão é o período em que acontece grande parte dos incêndios, que são concentrados em agosto e setembro.

“Onde queima mais, Cerrado, Amazônia, e, agora, infelizmente, no Pantanal, é período seco, período em que, provavelmente, é bastante difícil de acontecerem as descargas elétricas das tempestades”, detalha Ane Alencar.

A estação seca, entre julho e outubro, concentra 79% das ocorrências de área queimada no Brasil, sendo que setembro responde por um terço do total.

A coordenadora do MapBiomas afirma que a maior parte da vegetação nativa incendiada continua sem ocupação humana. "Um pequeno percentual das áreas que foram afetadas se torna, principalmente, área de pastagem."

Quase metade (46%) da área queimada está concentrada em três estados: Mato Grosso, Pará e Maranhão. De cada 100 hectares queimados, 60 são em territórios particulares. Os três municípios que mais queimaram entre 1985 e 2023 foram Corumbá (MS), no Pantanal, seguido por São Felix do Xingu (PA), na Amazônia, e Formosa do Rio Preto (BA), no Cerrado.

O levantamento do MapBiomas mostra ainda que cerca de 65% da área afetada pelo fogo foi queimada mais de uma vez entre 1985 e 2023. Nesse período, a cada ano, em média 18,3 milhões de hectares – equivalente a uma área pouco menor que o estado de Sergipe – são afetados pelo fogo.

Brasília (DF) 17/06/2024 - Um quarto do território brasileiro pegou fogo nos últimos 40 anos.
Arte EBC

Biomas

Do total da área queimada ao menos uma vez no país, 44% ficam no Cerrado. São 88,5 milhões de hectares – quase metade (44%) da extensão territorial do bioma. É quase o tamanho de Mato Grosso.

A pesquisadora Ane Alencar adverte que, embora o Cerrado seja uma vegetação mais preparada para a ocorrência de incêndios, a alta frequência com que o fogo afeta a região debilita o ecossistema, que apresenta características savânicas, com vegetação rasteira.

“É muito mais difícil debelar o fogo”, diz ela. “Na hora em que o fogo está mais forte, com muito vento, é impossível combater.”

Segundo bioma mais afetado, a Amazônia teve 82,7 milhões de hectares queimados ao menos uma vez. A extensão representa um quinto (19,6%) do bioma amazônico.

Nascida no Pará e especialista em região amazônica, Ane Alencar alerta para o grande perigo que incêndios oferecem a florestas.

“Formações florestais não são adaptadas ao fogo, elas são sensíveis”, avalia. “Uma vez queimadas, o processo de recuperação é muito lento e deixa essas áreas superinflamáveis para que haja um segundo incêndio. Leva a um processo de degradação”, explica.

O bioma que mais queimou proporcionalmente a sua área foi o Pantanal, com 9 milhões de hectares. Embora seja apenas 4,5% do total nacional, essa extensão representa 59,2% do bioma. Por mais que seja adaptado ao fogo, o Pantanal enfrenta incêndios intensos principalmente devido às secas prolongadas.

Além de danificar a cobertura vegetal que, entre outras consequências, altera o equilíbrio ambiental, as queimadas são importantes fontes contribuidoras para o efeito estufa, uma vez que liberam o carbono armazenado na biomassa para a atmosfera na forma de gás carbônico (CO²). (A.Br)

“Gaslight - Uma Relação Tóxica” é o último trabalho de Jô Soares no teatro, e uma das peças de maior sucesso da história da Broadway. O texto, de 1938, ganhou versão no cinema em 1944, e o termo Gaslight, original da peça, é popular até hoje, sendo “gaslighting" eleita a palavra de 2022. A peça retrata um casal em crise. Jack desconfia que sua esposa Bella esteja louca. Ela teme pela própria saúde mental, pois reconhece que tem agido de forma estranha. Com a ajuda de um inspetor bem humorado, Bella é provocada a desvendar os mistérios de sua loucura. Será apresentado ao público de São Bernardo, no domingo (30) de junho, às 19h, no Teatro Lauro Gomes.

Com elenco formado por Érica Montanheiro, Giovani Tozi, Gustavo Merighi, Mila Ribeiro e Maria Joana, o espetáculo marcaria a volta de Jô aos palcos como diretor, quatro anos após dirigir e atuar em A Noite de 16 de Janeiro. Com cenário de Marco Lima, figurino de Karen Brusttolin, iluminação de César Pivetti, e trilha sonora original de Ricardo Severo, a montagem era cuidada de perto por Jô Soares, que trabalhou na concepção da encenação até os últimos dias.

Baseada no filme homônimo sobre abuso psicológico nos relacionamentos afetivos, a peça retrata um casal em conflito. No início do casamento Jack (Giovani Tozi) se mostrava doce e apaixonado. No entanto, sob a alegação de que sua mulher Bella (Érica Montanheiro) sofre de algum tipo de desequilíbrio mental, revela-se um homem impaciente e menos cordial. A esposa sente que está ficando louca mas, ao buscar o amparo do companheiro para lidar com a suposta doença, encontra apenas a resistência do homem, que justifica não ter mais forças para lidar com a situação.  A complicação do diagnóstico de Bella é acompanhada de perto pela fiel governanta Elizabeth  (Mila Ribeiro) e pela jovem e extrovertida Nancy (Maria Joana), a nova arrumadeira do casarão. Ralf (Gustavo Merighi), um inspetor de polícia, possui uma ligação curiosa com a casa, agora habitada pelo casal. Essa relação pode despertar fantasmas do passado que ainda habitam os cômodos com seus segredos, e podem revelar grandes surpresas.

A versão brasileira começou a ser gestada em 2018. “Gaslight nasceu numa noite de cinema no apartamento do Jô, quando nós dois assistíamos à versão cinematográfica, de 1944, estrelada por Ingrid Bergman. Fiz o convite arriscado para levarmos a história aos palcos e ele topou”, conta o ator e idealizador do projeto Giovani Tozi, também produtor do projeto ao lado da produtora e fotógrafa Priscila Prade. Gaslight - Uma Relação Tóxica é uma homenagem a Jô Soares, um dos mais importantes homens que a cultura e a educação desse país já produziu. Jô brinda o público com uma história carregada de mistério e suspense, sem deixar de lado o humor, sentimento que sempre o guiou, em tudo o que fez na vida.

 

(Foto: Priscila Prade)

Última modificação em Terça, 18 Junho 2024 14:27

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