27 May 2020

O ABC está perdendo migrantes

O boletim SP Demográfico, editado na internet pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), numa combinação com os primeiros resultados do Censo Demográfico de 2010, possibilitou a separação do crescimento populacional do Estado de São Paulo observado na primeira década do século XXI em seus dois componentes: saldo vegetativo (nascimento e falecimentos com informações fornecidas pelos Cartórios de Registro Civil) e o saldo migratório. Assim, o saldo migratório anual foi estimado numa redução de 48 mil pessoas, que representa um terço do registrado nos anos 1990. Assim, nos últimos dez anos, a migração respondeu por apenas 11,2% do crescimento populacional paulista.

A nova classe média e a política

A maioria da população está mudando o seu perfil. Essa novidade chegou à mídia por ocasião das eleições presidenciais de 2010, quando o ex-presidente Lula elegeu a sua sucessora a ex-ministra Dilma Rousseff, que até então nunca havia disputado uma eleição. Até então, essa vitória foi atribuída às pessoas que, nos últimos seis anos, passaram da classe D para a C, carregando consigo novos comportamentos e expectativas. A mudança está na formação da “nova classe média” e essa ascensão há muito tempo está sendo discutida pelos economistas. No final da semana passada, o assunto foi abordado com muita propriedade pelo Estadão em três oportunidades.

O insuportável trânsito no ABC

O trânsito de veículos está cada vez mais insuportável em Santo André, São Bernardo e São Caetano. Ao que tudo indica, não há nenhuma solução em estudo ou em discussão por parte do Consórcio Intermunicipal ou dos setores de trânsito dessas prefeituras no sentido de amenizar os sofrimentos diários de milhares de motoristas que residem no ABC. As principais avenidas que ligam Santo André a São Caetano, a Goiás e a D. Pedro II, estão congestionadas de manhã até a noite, o mesmo ocorre na Avenida Pereira Barreto entre Santo André e São Bernardo.

Sto. André este no coração de cada morador

Santo André festeja 458 anos de existência neste oito de abril. Foi o português João Ramalho quem fundou Santo André da Borda do Campo, um ano antes da São Paulo de Piratininga, a capital do Estado. Evidentemente, o fundador não recebe nenhuma homenagem da cidade nesta data festiva, porém, sua estátua está sempre mudando de lugar, quando alguma modificação precisa ser feita na área do Paço Municipal. Devido à proximidade com São Paulo, Santo André demorou muito para se desenvolver. Foi o saudoso escritor e historiador Octaviano Gaiarsa, em seu livro “A Cidade que Dormiu por Três Séculos”, quem revelou que “Santo André, depois de dormir por três séculos, ressurgiu por causa da São Paulo Railway, construída entre 1860 e 1865, da construção da represa Billings, do assentamento de geradores elétricos nas primeiras décadas de 1900 e da imigração italiana”. A antiga Vila de Santo André da Borda do Campo, com o passar dos anos, tornou-se uma metrópole que proporciona aos seus moradores todo o conforto de uma vida saudável e moderna: asfalto nas ruas, redes de água, luz e coleta de esgoto, escolas, hospitais, assistência social, lazer, faculdades e empregos o comércio, na industria e nas empresas prestadoras de serviço.

Cinco ruas unem
Sto. André a S. Bernardo

As administrações de Santo André e São Bernardo estão completando quase 27 meses de atividades.  No início do governo, neste período do ano, os prefeitos Aidan Ravin, Santo André, e Luiz Marinho, São Bernardo, se uniram para realizar uma vistoria sobre a nova ponte sobre o Córrego Taióca, na divisa dos dois municípios, na Rua dos Americanos e na Estrada João Ducin, que caiu por causa dos estragos das chuvas. O esforço conjunto entre os dois prefeitos solucionou o problema. Esse tipo de ajuda entre os prefeitos para resolver problemas nas divisas entre municípios não é muito comum no ABC, apesar da existência do Consórcio Intermunicipal do ABC que, periodicamente, reúne os sete prefeitos locais para analisar, debater e resolver os problemas da região. Uma das últimas realizações conjunta entre dois prefeitos locais aconteceu durante o governo dos prefeitos Celso Daniel e Luiz Tortorello.

64% das cidades de SP
têm problemas com água

Foi comemorado, na terça (22), o Dia Mundial da Água, que foi criado pela ONU (Organizações das Nações Unidas), em 1993. Mas o Brasil é um dos países mais ricos em água doce no mundo, mas desperdiça ou usa mal a água. Segundo alerta da ANA (Agência Nacional de Águas), 55% dos municípios brasileiros, que representam 70% do consumo nacional, sofrem a ameaça de desabastecimento de água até 2015. No Estado de São Paulo, 64% das cidades já enfrentam problemas com abastecimento.


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