MIRANTE

29 de Agosto de 2026

Horário eleitoral

O horário eleitoral gratuito começou, na sexta (28) de agosto, e termina no dia 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece critérios para determinar o tempo destinado a cada candidato. O cálculo leva em consideração a representação dos partidos na Câmara dos Deputados. Legendas com bancadas maiores terão mais espaço de propaganda.

Horário eleitoral I

A Coligação Brasil Pronto para Mais (PT, PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede) terá o maior tempo, com 5 minutos e 31 segundos. Na sequência aparecem Flávio Bolsonaro (PL), com 4 minutos e 20 segundos, e Ronaldo Caiado (PSD), com 2 minutos e 2 segundos. Augusto Cury (Avante) terá 35 segundos. Os candidatos Renan Santos (Missão) e Zema (Novo), não terão espaço no bloco fixo de propaganda.

Polarização

Os candidatos à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), também polarizam a disputa pelas 54 vagas no Senado. Em dez Estados, os candidatos de Lula são apoiados por grupos políticos ligados ao governo local. As alianças do PT estão concentradas no Nordeste.

Polarização I

Em outros seis estados, a chapa governista é a mesma de Flávio Bolsonaro. Já em oito Estados, três chapas concorrem entre si: uma ligada a Lula, outra, a Flávio Bolsonaro, e outra, ao respectivo governador, ou tentando se reeleger ou buscando fazer sucessor.

Denúncias

O aplicativo Pardal, que permite o envio de denúncias com indícios de práticas indevidas ou ilegais no âmbito da Justiça Eleitoral, disparou no número de denúncias de possíveis irregularidades nas campanhas eleitorais de 2026 nos últimos dias. Foram 3.468 registros até segunda (24), de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O volume representa um aumento de 2.365 ocorrências em apenas cinco dias, em relação às 1.103 denúncias contabilizadas, na quarta (19).

Denúncias I

As campanhas para deputado estadual concentram a maior quantidade de denúncias, com 1.245 registros. Na sequência aparecem o deputado federal, com 1.096, e queixas relacionadas a partidos, coligações e federações, que somam 447. Também foram registrados 392 casos envolvendo candidatos a governador, 120 a senador, 108 a deputado distrital, 57 a presidente e três a vice-governador.

Interferência

Cerca de 50% dos eleitores acreditam que há chance de outros países interferirem nas eleições brasileiras, enquanto 43% descartam a possibilidade de agência de estrangeiros no pleito nacional. Os dados são da pesquisa Datafolha, divulgada no sábado (22). Além disso, cerca de 32% dos entrevistados afirmam ver isso como um problema e 18% responderam o oposto.

Arrecadação

Em cerca de dez dias de campanha, os candidatos já arrecadaram, mais de R$ 78,4 milhões, por meio de doações de pessoas físicas, além de financiamento coletivo e repasses de outros candidatos, de acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O valor corresponde a uma fatia dos R$ 770 milhões levantados pelas campanhas. Os partidos são a principal fonte, com cerca de 85% da cifra, ou R$ 648,5 milhões.

Fundo

Além disso, os partidos já repassaram cerca de 12% (R$ 591 milhões) dos quase R$ 5 bilhões reservados para o FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), conhecido como fundão. O PL é o partido com direito à maior fatia do fundo, com mais de R$ 880 milhões. Em seguida, está o PT, com cerca de R$ 615 milhões.

Ranking

O Estado de SP deixou a liderança consecutiva do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), após 14 anos. Pela primeira vez, Santa Catarina chegou ao topo do ranking. O desempenho é amparado por melhorias contínuas em segurança pública, capital humano e potencial de mercado. São Paulo, agora, ocupa o segundo lugar, mas continua na liderança em infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental.

Espetos

Um prefeito do ABC, em discurso, durante evento, nesta semana destacou: “A Enel e a Sabesp perderam qualquer responsabilidade com a população”. Já sobre o fim da Cracolândia, em São Paulo, comentou: “Não acabou com a Cracolândia, ela se espalhou por vários pontos da cidade”.

Sem apoio

O prefeito de Rio Grande da Serra, Akira Auriani (PSB), decidiu apoiar à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao invés de apoiar a candidatura de Fernando Haddad (PT), cujo vice, Márcio França, é do seu partido. Akira, que alegou que não foi procurado pela equipe de Haddad para falar sobre a campanha, também justificou como motivo o fato de França não ter sido escolhido como candidato ao Senado, nem ao governo estadual.

Avanço

A Prefeitura de São Caetano registrou avanço no IEG-M (Índice de Efetividade da Gestão Municipal) do TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), que avalia a efetividade das administrações municipais. No primeiro ano da gestão do prefeito Tite Campanella (Republicanos), a cidade passou da classificação C+, referente ao exercício de 2024, para B, no exercício de 2025, alcançando o patamar de Gestão Efetiva. “Alcançar essa melhora no IEG-M logo no primeiro ano do mandato tem um significado especial. É a certeza de que estamos no caminho certo”, avaliou Tite.

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