
E o mês de junho chegou ao fim trazendo, além do frio já esperado para a época, uma sucessão de dias chuvosos, convidando ao recolhimento, a sair para a rua somente para o inevitável.
Diante desse cenário, o encontro de Conversas de Memória, tradicionalmente realizado na última quarta-feira do mês, foi transferido para a semana seguinte, na expectativa de um clima mais favorável.
Assim, excepcionalmente, o encontro promovido pelo Centro de Memória de São Bernardo, da Secreta-ria de Cultura, da Prefeitura de São Bernardo, foi realizado na quarta-feira seguinte, no primeiro dia do mês de julho, tendo como tema Festa Junina.
Mesmo já tendo sido tema de anos anteriores, as festas juninas são sempre marcantes nesta época do ano e, por isso, não podem deixar de ser tema de conversas de memória, uma vez que são expressão viva de nossa memória, por vezes tão sufocada pelos interesses comerciais que desvirtuam suas origens.
No entanto, nesse encontro a proposta não foi conversar, tanto que o tema estava no singular “Festa Junina”, mas a realização de uma festa junina pelos participantes, buscando manter viva a dimensão comunitária do evento, com músicas, dança de quadrilha e os indispensáveis comes e bebes típicos.
O ambiente preparado com enfeites, foi tomando vida com a chegada alegre dos participantes, cada um trazendo um item para a composição da mesa de comes e bebes… E teve até bolo de festa, para comemorar os aniversariantes do dia: Elexina e Ari.
Convidado para animar a festa, um grupo de integrantes da Orquestra de Violeiros de Mauá, denominado “De Lira”, generosamente compareceu e encheu o salão de músicas, alegrias e saudades…
Acorda Maria Bonita, Mulher Rendeira, Farinhada, Chalana, Anunciação, Diana… entre outras, despertaram doces lembranças.
Infelizmente o Sr. Marotti não pode comparecer, ele que todos os anos faz a marcação de uma improvisada quadrilha junina entre os presentes. Mas, não ficamos sem a tão esperada dança. Emeri, com vestido típico e muita disposição, pegou o microfone e convidou todos e todas para a dança, mantendo viva uma marca tradicional da festa junina.
Obviamente que entre uma música e outra, e depois junto à mesa, as conversas se pautaram por lembranças de outras festas juninas, outros tempos, outras paisagens…, que alimentam as esperanças de que, mesmo com todas as transformações na sociedade, os valores fraternos que motivaram e motivam as festas juninas não se percam nas friezas do asfalto, da correria e da impessoalidade, dominantes nas grandes cidades…
Jorge Magyar
















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