O Estudo de Demanda Turística 2025, importante base de sustentação na elaboração do Plano Municipal de Turismo de Santo André, mais uma vez apontou Paranapiacaba como o principal centro de visitas da cidade.
A vila ferroviária ganhou um capítulo a parte na pesquisa realizada pela Gerência de Turismo da Diretoria de Desenvolvimento Econômico e Turismo da Prefeitura de Santo André e pela Strong Business School, parceria esta que foi renovada recentemente para o estudo de 2026.
Com o objetivo de identificar o perfil socioeconômico, o potencial do público, o nível de conhecimento e as percepções dos atrativos oferecidos pelo Município, o levantamento mostra que 98,2% dos visitantes são do Estado de São Paulo e outros 1,3% do Rio de Janeiro.
A maioria viaja com a família (37,7%) e amigos (27,8%). Os casais representam 20,2% e 7,2% são de grupos de excursões.
Para se deslocar até a Vila o modal mais utilizado ainda é o carro particular, com 46,6% dos casos, mas houve uma queda de 2,9 pontos percentuais em relação a 2022. Por outro lado ocorreu um aumento de 5,5 pontos na utilização de trem e ônibus de linha. Na sequência aparecem o trem + ônibus com 32,1%; as linhas de ônibus com 6,3%; os ônibus turísticos com 3,1%; o trem turístico com 2,2%; a moto com 1,8%; a bicicleta e van fretado com 0,9%.
Preponderantemente, os visitantes originam-se de São Paulo e do ABC. A Capital responde por 43,95% do público entrevistado; São Bernardo 12,11%; Mauá 6,28%; Guarulhos e Ribeirão Pires 4,40%; Santos 3,14%; Diadema, São Caetano e Valinhos 2,69%. A pesquisa com 223 pessoas identificou 29 municípios; dois estados (SP e RJ) e um do exterior (EUA).
Outro ponto interessante é o número de acompanhantes: 13% desacompanhados; 32,7% com uma pessoa; 16,1% com duas pessoas; 14,8% com três; 8,5% com quatro; 9% em grupos de cinco a nove pessoas; e 5,8% com mais de 10.
A motivação que leva à Vila está relacionada em especial às atividades turísticas. Quase 65% conhece Paranapiacaba por indicação de amigos e familiares. Acrescenta-se também outros meios de divulgação, como as redes sociais (Instagram 14,8%, Facebook 1,8%, sites de busca 4%), rádio e TV 7,2%, trabalho 1,8% e outros 2,7% .
O lazer/descanso foi responsável por 46,2% das visitas; eventos 33,2%; questões culturais e interesse pelo patrimônio histórico 14,8%; natureza 4,5%; negócios/trabalho 0,9% e gastronomia 0,4%.
As infraestruturas de Paranapiacaba mais bem avaliadas neste ano (ótimo e bom respectivamente) foram: atendimento dos prestadores de serviços e comerciantes (53% e 42%); conservação, limpeza e sinalização (51% e 41%); atrativos (47% e 43%); qualidade do comércio, serviços e artesanato (43% e 51%); e acesso a informação (35% e 49%). Já os piores itens ficaram para hospedagem (3% e 1%); taxi e app de transporte (6%); estacionamento (13% e 23%); receptivos, guias e monitores (21% e 14%); e transporte público (26% e 21%).
O nível de satisfação dos entrevistados demonstra uma melhora relevante na percepção dos turistas antes e depois da visita. Apesar do critério “bom” ter uma queda de 54,7% para 36,3%, houve aumento de 38,1% para 58,3% na opção “ótimo”, o que significa uma migração de faixa. A expectativa “regular” antes da visita era de 4,9% e baixou para 4% após conhecer o local. Já as faixas “ruim” e “péssima” ficaram no 0%.
A conclusão geral da pesquisa é que o número de turistas mais que dobrou após a pandemia em Santo André, quando passou de 500 mil em 2020 para 1,13 milhão em 2025.
O Estudo de Demanda Turística de 2026 já está em andamento.














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