01 Mar 2021


CHM de Santo André realiza cirurgia rara e complexa

Publicado em Cidades
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Mesmo em meio à pandemia de Covid-19, que exige esforços de profissionais da saúde mundo afora, equipes do CHM (Centro Hospitalar Municipal) Newton da Costa Brandão, em Santo André, têm se mobilizado para atender outras doenças graves, incluindo alguns tipos de câncer. Nesse contexto, chama atenção o resultado bem-sucedido de uma exenteração pélvica, procedimento complexo, raramente feito em unidades hospitalares da região, que envolveu profissionais de Urologia e Coloproctologia, entre outras especialidades, para a retirada de um tumor de reto em um paciente de apenas 49 anos.

A cirurgia, realizada na quinta (7), merece destaque pelos  resultados positivos apresentados, de acordo com Anis Taha, urologista que atende no CHMSA. “Era um grande tumor de reto que invadia também a próstata e a bexiga do paciente, teoricamente ainda fora da faixa etária considerada de risco para esse tipo de câncer”, explica o médico.

O câncer colorretal surge no reto ou no intestino grosso. O tipo mais frequente é o adenocarcinoma, que representa cerca de 95% dos casos. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), esse é o terceiro tipo mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres. A estimativa é de que quase 41 mil casos novos sejam diagnosticados no Brasil no triênio 2020/2022. O risco aumenta com a idade, sendo mais comum após os 50 anos.

“Obtivemos resultados iniciais muito satisfatórios no que se refere a tempo operatório adequado, perda sanguínea, retirada da lesão em bloco e realização de linfadenectomia (remoção cirúrgica de linfonodos com fins diagnósticos, curativos ou profiláticos)”, comemora Anis. O procedimento teve duração de 6h30.

Importância - Por se tratar de cirurgia de alta complexidade, feita comumente em grandes centros oncológicos, a exenteração pélvica requer uma série de cuidados técnicos e o comprometimento de vários profissionais com o procedimento, em conjunto ainda com equipes de anestesistas, intensivistas, enfermagem de ostomizados e curativos, nutricionistas e nutrólogos. Apesar de toda a dificuldade técnica, o procedimento tende a promover ao paciente a cura cirúrgica da doença de base.

“É um procedimento de grande porte que não costumamos fazer de rotina. Intra-hospitalar fazemos raramente, coisa de um a cada cinco anos, até porque muitas vezes o paciente já chega numa condição em que a intervenção cirúrgica não é mais possível, infelizmente”, relata Dra. Sandra Boratto, coloproctologista que atende há 25 anos no CHMSA e é membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

“A última cirurgia semelhante foi feita no hospital há uns sete anos e, infelizmente, não com o mesmo desfecho”, recorda a médica. O paciente operado no último dia 7 teve alta na quarta (13) e segue respondendo bem de acordo com avaliação médica. Após a alta, pacientes costumam ser encaminhados para serviço especializado em Oncologia Clínica para quimioterapia.

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