17 Oct 2021


Inteligência artificial irá auxiliar na detecção de lesões na mama

Publicado em Cidades
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São Caetano é a primeira cidade da rede pública do Estado e a segunda do País a testar o projeto Linda, uma plataforma para detecção precoce de lesões na mama, por meio de inteligência artificial e utilizando imagens térmicas. O projeto iniciou na quinta-feira (16) e seguirá em teste até o fim do mês na UBS Moacir Gallina - a equipe de ginecologia do município passa por treinamento para utilização do equipamento.

O método é indolor, sem radiação ou contato físico, e tem a capacidade de ajudar médicos a identificarem lesões na mama, fortalecendo a capacidade de diagnóstico. O exame é simples, dura poucos minutos e a imagem vai imediatamente ao médico para avaliação.

“Nossa intenção é aumentar ainda mais, e de forma cada vez mais precoce, o acesso das mulheres a exames que auxiliem na detecção de lesões na mama. Recentemente adquirimos um mamógrafo digital de última geração, sendo São Caetano a segunda cidade do Brasil a utilizar este modelo, que, entre vários benefícios, permite a realização de um exame a cada cinco minutos”, destacou o prefeito Tite Campanella.

O deputado estadual Thiago Auricchio, que também participou do evento, afirmou que São Caetano “é exemplo e está sempre na vanguarda da Saúde”. 

De acordo com o secretário de Saúde, Danilo Sigolo, disponibilizar os testes na atenção primária aumenta a possibilidade de rastrear milhares de mulheres que diariamente passam por atendimento. “A UBS é a porta de entrada para toda rede de atenção à Saúde do município. Poder agregar a inteligência artificial como suporte para detecção de lesões na mama em diversos pontos da cidade vai agilizar o diagnóstico precoce, além de atender um número grande de pacientes de forma rápida e simples.”

Cerca de 20 segundos após captar a imagem da mama pelo exame de Termografia Mamária, o médico já consegue visualizar e analisar a imagem pelo computador e, se necessário, encaminhar a paciente para exames mais complexos.

 

“Junto com a imagem o médico recebe um percentual de possibilidade de lesão, baseado em um banco de dados com mais de oito mil exames realizados”, afirmou Rubens Mendrone, um dos sócios da empresa que desenvolveu a plataforma.  “Ele compara padrões de temperatura assimétrica na área da mama e depois, com o banco de imagens, temos um resultado positivo ou negativo de lesão na mama“, completa Rodrigo Victorio, também sócio. 

 

Antes de fazer o exame, a paciente deve descansar 15 minutos para harmonização térmica da temperatura do corpo com o ambiente. O aparelho é posicionado a uma distância de 40 centímetros das mamas e, então, é realizada a captura térmica da imagem.

 

“Vamos usar a tecnologia para diagnósticos cada vez mais precoces. O Linda vem para somar, mas não substitui a mamografia e a ultrassonografia, que são fundamentais para fechar o diagnóstico sobre a doença. Um dos grandes benefícios é utilizar essa ferramenta para identificar lesões com menos de um centímetro, que ainda são impalpáveis. Além disso, sabemos que todo tumor apresenta hipervascularização, diferença de temperatura e, portanto, pode ser identificado pelo Linda”, afirmou o diretor técnico do Complexo Hospitalar, Ricardo Carajeleascow.

 

Karina Lucchesi Guazzelli, que em janeiro teve exame que comprovou câncer de mama, fez todo processo de quimioterapia e semana que vem opera. “Esse aparelho será uma benção para todas as mulheres. Fiquei impressionada com a rapidez do exame, a simplicidade e as imagens. Tenho certeza que salvará muitas vidas.” O projeto possibilitará o teste anual de até 50 mil mulheres nas Unidades Básicas de Saúde da cidade.

 

Última modificação em Sexta, 17 Setembro 2021 10:26
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