17 Aug 2019


Pinguinário da Sabina ganha sete filhotes

Publicado em Cultura & Lazer
Avalie este item
(0 votos)

O Pinguinário da Sabina ganhou sete novos moradores. São os filhotinhos de pinguins-de-magalhães que nasceram na temporada reprodutiva deste ano. O primeiro filhote saiu do ovo no dia 20 de novembro e o último, no dia 3 de dezembro. Agora os novos habitantes estão sob os intensos cuidados dos pais e o acompanhamento da equipe de biólogos e veterinários do espaço. Neste ano, entre os 28 pinguins do recinto, foram formados nove casais, que geraram 17 ovos.

Os pinguins são animais monogâmicos, escolhendo parceiros para a vida toda. O período de acasalamento acontece na primavera, e a postura dos ovos a partir de setembro. Nessa época do ano, os biólogos espalham feno pelo chão do Pinguinário, para que os pinguins façam seus ninhos. Eles escolhem, então, um bom lugar protegido, ou seja, uma das pequenas tocas, colocadas no local estrategicamente pelos biólogos.

O Pinguinário da Sabina Escola Parque do Conhecimento possui um tanque de água salgada com capacidade para 110 mil litros e 33 m² de parte seca. O local tem cenografia que simula o ambiente natural da Patagônia, local de origem dos pinguins.

O sucesso do processo reprodutivo dos pinguins do Pinguinário é motivo de orgulho para a equipe da Sabina. “Esse resultado é sinal de que estamos desenvolvendo um trabalho muito bom com os pinguins. Significa que eles estão bem, em bom estado de saúde e bem adaptados ao ambiente”, comemorou a coordenadora da Sabina, Éricka Spingmann. Ao todo, 22 filhotes de pinguins já nasceram na Sabina desde 2013.

O Pingunário foi inaugurado em 2009 e o primeiro ovo foi botado em 2012. Desde então, o número de ovos cresce a cada ano. Em 2013, foram oito ovos e nasceu um pinguim. Em 2014, foram 10 ovos, dos quais nasceram dois pingüins. Em 2015, foram botados 12 ovos e nasceu apenas um filhote. Já em 2016, quando foram botados 12 ovos na Sabina, nasceram quatro filhotes. Em 2017, o número de ovos foi ainda maior: 16 ovos, com sete nascimentos. Neste ano de 2018, também nasceram sete, mas o numero de ovos foi o maior até agora, 17 ovos.

Ao todo, em cinco anos, 22 filhotes de pinguim já nasceram na Sabina, que conta com a parceria do Instituto Argonautas para Conservação Costeira e Marinha.

De acordo com a bióloga Catherina Bartalini, nem todos os ovos vingam, pois não foram fecundados. “Esperamos cerca de 40 dias, que é o tempo médio de gestação e alguns dias a mais. Durantes este período fazemos ovoscopias, um exame que nos permite verificar o desenvolvimento do filhote dentro do ovo”, explicou. Esse exame também auxilia na confirmação de que o ovo foi fecundado para que possa ser retirado do ninho, a fim de dar mais conforto aos pais. Machos e fêmeas revezam igualmente o tempo de cuidados com os bebês e só com cerca de três meses os pinguinzinhos estão prontos para dar seu primeiro mergulho.

Espécie - Os pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) são aves marinhas com o corpo adaptado para viverem na água. Não voam, e têm suas asas modificadas em nadadeiras. São animais com aproximadamente 70 cm de altura e cerca de 5 kg. Apresentam uma plumagem preta no dorso e branca no ventre e pescoço, bem distintas após a primeira troca de penas, que ocorre quando eles completam um ano.

Esta espécie de pinguim vive em uma zona de clima temperado, podendo sofrer variações na temperatura do ambiente de 7 a 35 °C, sendo encontrada na Patagônia argentina e chilena, formando grandes colônias, chamadas de “Pinguineiras”.

Possuem dois períodos de vida distintos. Um deles é a época reprodutiva nos meses de setembro a março, em que se formam casais monogâmicos. A fêmea coloca dois ovos em ninhos construídos em tocas ou aos pés das árvores, que são chocados por 40 dias. O casal divide o cuidado parental como a incubação e os primeiros cuidados com os filhotes por aproximadamente 3 meses. O outro período é a época não reprodutiva, entre os meses de abril e setembro, quando os pinguins passam a maior parte do tempo na água, geralmente se alimentando.

No período não reprodutivo, as aves saem em busca de alimento se aventurando por distâncias mais longas, podendo chegar ao nosso litoral sudeste, buscando peixes, lulas e pequenos crustáceos. Normalmente nadam em grupos de 20 ou mais indivíduos. É nesta ocasião que eles são encontrados, muitas vezes fracos, debilitados e necessitando de cuidados. Estes animais são encaminhados a Centros de Reabilitação de Animais Marinhos, como o Instituto Argonauta para Conservação Costeira e Marinha.

Folha Do ABC

A FOLHA DO ABC traz o melhor conteúdo noticioso, sempre colocando o ABC em 1º lugar. É o jornal de maior credibilidade da região
Nossa publicação traz uma cobertura completa de tudo o que acontece na região do ABCDM.

Website.: www.folhadoabc.com.br/media/k2/users/anos.png

Visite-nos no Facebook

Main Menu

Main Menu