18 Jun 2024


Sinfônica de Santo André realiza concertos com solistas do Ubuntu Ensemble

Publicado em Cultura & Lazer
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Neste mês de maio, a Orquestra Sinfônica de Santo André (Ossa), com a regência do maestro Abel Rocha, contará com a participação do Ubuntu Ensemble, coletivo formado por músicos de câmara negros de diversas regiões do país, nas apresentações deste sábado (25), às 19h30, e no domingo (26), às 11h, no Cine Theatro de Variedades Carlos Gomes. As apresentações são gratuitas e serão arrecadadas doações em favor das vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, que serão destinadas ao Fundo Social de Solidariedade.

O concerto começa com A Abertura Festiva, obra escrita pelo compositor brasileiro Mozart Camargo Guarnieri. Na composição é possível identificar a brasilidade de Guarnieri, que adota o uso de melodias e instrumentos de percussão tipicamente brasileiros. Paulista, filho de músicos, Guarnieri compôs a obra no início dos anos 70, para abrir a temporada da Filarmônica de São Paulo.

Na sequência, a Orquestra convida os dois solistas do Ubuntu para atuarem junto à Ossa na interpretação da Sinfonia Concertante, de Mozart, desta vez o compositor austríaco. O Duo Ubuntu é formado por Iberê Carvalho, chefe do naipe de violas da Sinfônica de Santo André, e pelo violinista Uiler Moreira.

O Coletivo Ubuntu, criado em 2020, é formado por músicos unidos pela paixão pela música de câmara – a música erudita composta para um pequeno grupo de instrumentos ou vozes que tradicionalmente podiam acomodar-se nas câmaras de um palácio – e pelo incentivo ao destaque para a diversidade e excelência dos músicos pretos na música erudita.

Para encerrar o programa, a Sinfônica de Santo André apresenta uma das mais importantes sinfonias de toda a história da música: a grandiosa Sinfonia no. 4 em Fá Menor de Tchaikovsky. A composição será interpretada seguindo a forma tradicional em quatro movimentos. No primeiro movimento, a sinfonia abre com o naipe de metais anunciando o tema do destino, um tema majestoso e ao mesmo tempo trágico, que retornará no último movimento da obra.

O segundo movimento da sinfonia representa, segundo palavras de Tchaikovsky, os momentos de solitude, onde pensamos no passado, numa combinação de memórias e sentimentos melancólicos. De atmosfera mais leve, no terceiro movimento, as cordas deixam o arco de lado e tocam todo o movimento apenas com as pontas dos dedos – o chamado Pizzicatto – levando a sinfonia para um quarto e último movimento virtuoso, onde o tema do destino será apresentado novamente, mas desta vez em meio a uma aura mais otimista, encerrando a sinfonia de forma esperançosa e triunfal.

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