18 Jun 2024


Petrúcio e Jerusa serão os maiores medalhistas do Brasil de atletismo em Kobe

Publicado em Esportes
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Os velocistas Petrúcio Ferreira (foto), da classe T47 (amputados de braço), e Jerusa Geber, da T11 (deficiência visual), vão disputar o Mundial de atletismo em Kobe, no Japão, de 17 a 25 de maio, como os maiores medalhistas da Seleção Brasileira na competição.

O Mundial no Japão será realizada no mesmo ano dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 após o Comitê Organizador Local (LOC, na sigla em inglês) solicitar ao Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês) o adiamento do Mundial, que seria em 2021, devido à pandemia de coronavírus. Com isso, a cidade japonesa sediará o evento de atletismo no ano posterior ao Mundial de Paris 2023, quando o Brasil teve seu melhor desempenho na história em Mundiais. Foram 47 medalhas no total, sendo 14 ouros, 13 pratas e 20 bronzes.

Ao todo, o Brasil já conquistou 267 medalhas na história dos Mundiais de atletismo – sem considerar a participação do país na edição de Birmingham 1998 por falta de dados do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês). Foram 89 ouros, 81 pratas e 97 bronzes.

A maior medalhista do Brasil na história dos Mundiais de atletismo é a mineira Terezinha Guilhermina, com 12 medalhas no total. São oito ouros e quatro pratas entre os Mundiais de Assen 2006 e Doha 2015.

Já dentre os convocados, o velocista paraibano é o maior vencedor na história da competição, com cinco ouros: venceu os 100m no Mundial Paris 2023; os 100m e os 400m em Dubai 2019; e os 100m e 200m em Londres 2017.

Petrúcio, que sofreu um acidente com uma máquina de moer capim aos dois anos e perdeu parte do braço esquerdo, abaixo do cotovelo, é ainda o atual recordista mundial das provas dos 100m T47, com o tempo de 10s29, e dos 200m T47, com 20s83.

Já a velocista acreana é a atleta da atual Seleção Brasileira que conta com mais pódios em Mundiais da modalidade. Foram nove até agora. Somente na edição de Paris 2023, Jerusa conquistou duas medalhas de ouro: nos 100m e 200m T11.

Mas em Christchurch 2011, ela subiu ao pódio três vezes naquela edição, com a prata nos 100m e 200m, além de um ouro no revezamento 4x100m. A atleta, que nasceu totalmente cega, também é a atual recordista mundial da disputa que exige mais velocidade:  fez 11s83 nos 100m.

“Sinto-me muito feliz por estar em mais um Mundial. Será o meu sexto na carreira. Era um sonho conquistar uma medalha nesta competição. E atingir essa marca é uma realização. Mostra que o nosso trabalho está dando certo, tanto com o guia Gabriel [Garcia] quanto com o técnico Luiz [Henrique da Silva]. Estamos com as melhores expectativas para Kobe para somar mais medalhas para a nossa coleção”, afirmou Jerusa Geber.

O fluminense Felipe Gomes é o atleta da Seleção que também está entre os principais medalhistas em relação à quantidade. O atleta da classe T11 soma sete pódios em Mundiais. Campeão nos 400m em Paris 2023, ele conquistou duas medalhas em uma mesma edição duas vezes. Foi ouro nos 200m e prata nos 100m em Doha 2015, e bronze nos 100m e nos 400m em Dubai 2019.

Outros três atletas do Brasil que estarão em Kobe conseguiram três ouros entre as quatro medalhas mundiais ao todo na carreira. Os paulistas Daniel Martins (T20), Beth Gomes (F53) e Thiago Paulino (F57). Já a saltadora paranaense Lorena Spoladore (T11) conta com cinco pódios em Mundiais, com um ouro, duas pratas e dois bronzes.

 

(Foto: Marcello Zambrana/CPB)

Última modificação em Terça, 14 Maio 2024 08:58
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