09 Dec 2019

Publicado em Editorial
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Quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse, meses atrás: “Chega, já está na hora de tirar o Lula da cadeia. O País está devendo um julgamento justo para o ex-presidente”, todos já sabiam o que estaria por vir: a soltura de Lula.
Muitos não esperavam que seria desta forma, com o fim da prisão após segunda instância, e sim, com a progressão de regime (do fechado para o semiaberto), cumprindo a pena em casa mediante condições, como o uso de tornozeleira eletrônica, por exemplo. Porém, na quinta (7), 6 votos a 5, o STF mudou o entendimento e se posicionou contra a prisão em segunda instância. Os votos contra a 2ª instância foram de Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello junto ao presidente da Corte, Dias Toffoli, que proferiu o voto decisivo. Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia foram derrotados. A decisão do STF não representou a volta da impunidade para um País que está desgastado, sem brilho e sem esperança com tanta corrupção que viveu e, ainda vive. Confirmou-se que o objetivo não era o princípio da “presunção de inocência”, nem favorecer centenas de condenados, mas, apenas um: Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi suficiente para soltá-lo, mas, ainda, não para anular a condenação e a inelegibilidade de oito anos.
Enquanto a Lava-Jato afunda, Lula emerge, solto. Saiu da prisão totalmente revigorado. Em São Bernardo, onde participou de uma comemoração no sábado (9), em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, quando discursou para milhares de pessoas, afirmou: “Estou de bem com a vida e vou lutar por esse País”. Também que pretende rodar o Brasil ao lado de Fernando Haddad, ex-candidato a presidência; da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e de “companheiros” de outras legendas como PSOL e PC do B. Ainda determinou a seus colaboradores um levantamento aprofundado de números sobre emprego, renda e condições de vida dos brasileiros desde que o PT deixou o governo. Dados que devem embasar o pronunciamento que ele pretende fazer no Congresso do PT, entre os próximos dias 22 e 24. Também anunciou que, depois de mais de 40 anos vivendo em São Bernardo, cogita a possibilidade de deixar o ABC, para morar em São Paulo. Seus auxiliares receberam pedido de procurar um imóvel para Lula, que quer viver com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, sua namorada, com quem anunciou que pretende se casar.
A partir de agora, e nos próximos meses, poderemos acompanhar, a cada dia mais, o acirramento da polarização política, que tanto mal tem feito ao País, nos últimos anos. Será uma batalha entre lulopetistas e bolsonaristas; e o papel que Lula deverá ocupar na oposição ao governo de Jair Bolsonaro. O presidente, sobre a soltura de Lula, apenas comentou “Está solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas. Não vamos dar espaço e nem contemporizar para um presidiário”, afirmou e ainda pediu aos seus simpatizantes, nas redes sociais, que não dêem “munição ao canalha, que momentaneamente está livre”. O ministro Sergio Moro apenas disse: “Não respondo a criminosos, presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas”.
Lula já garantiu enormes dificuldades para Bolsonaro, em 2022: “Se nós trabalharmos direitinho, em 2022 a chamada esquerda que o Bolsonaro tanto tem medo vai derrotar a extrema direita”. E como tantos “desajustes” entre o presidente, seus filhos e membros do governo, alguém dúvida que isso não poderá acontecer?

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