18 Jun 2024


Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Publicado em Dom Pedro
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   Maria não perde a atualidade, continua popular. São milhares os devotos e centenas de santuários dedicados à Mãe de Jesus em toda a terra, alguns deles bem conhecidos. No Brasil, basta lembrar a festa do Círio de Nazaré em torno da Basílica de Na-zaré, em Belém do Pará, e a festa de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, em torno de sua vi-sitada Basílica em Aparecida (SP). Todo o Brasil conta com inúmeras igrejas a ela dedicadas e podemos dizer que um terço dos nomes de mu-lheres da América Latina homenageia Maria; do Carmo, da Graça, de Fátima, de Lourdes, da Penha etc. Em nossa Diocese de Santo André, 35 das 106 paróquias têm Nossa Senhora como padroeira ou (orago como se diz).
   Entre estas paróquias está a Paróquia da Catedral, cuja padroeira é Nossa Senhora do Carmo, que celebramos na quinta (20). Mas quem é Maria, Nossa Senhora, popularmente chamada? Entre os santos de Deus está em destaque Maria, mãe de Jesus (Mt 2,1; Marcos 3,32; Lucas 2,48; João, 19,25). É com a Bíblia na mão que a chamamos bem-aventurada. O povo louva Maria porque Deus a escolheu para ser mãe de seu filho Jesus, nosso único salvador. O culto a Maria se funda na Palavra de Deus: “Isabel cheia do Espírito Santo exclamou: bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre…Bem-aventurada aquela que acreditou porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu”(Lucas 1,4142;45).
   O Espírito Santo inspira Isabel para reconhecer Maria como santa. Maria recebeu de Deus a plenitude da graça e por isso é saudada pelo Anjo como “cheia de graça” (Lucas 1,28). A mesma Maria, reconhecendo sua pequenez de serva agraciada disse: “Todas as gerações me chamarão de bem-aventurada” (Lc 1,48). Durante a vida, até a última provação, quando Jesus morre na cruz diante dela, sua fé não vacilou. Ela não cessou de crer no cumprimento das promessas de Deus.
   Por isso a Igreja venera em Maria a realização mais pura da fé. O povo ama seu Filho Jesus Cristo, “autor e consumador da fé” (Hebreus 12,2). Ama sua mãe, fiel discípula, a primeira que nele acreditou, aderindo ao plano de Deus, quando da anunciação do Anjo. A devoção à Virgem Maria faz parte do culto cristão. No entanto, o culto a Maria, mesmo sendo singular, é diferente do culto que se presta à Santíssima Trindade. A Deus uno e Trino: Pai, Filho e Espírito Santo, nós adoramos. Enquanto a Maria nós veneramos. Este culto de veneração se justifica porque ela é reconhecida como Mãe do Filho de Deus, pois é saudada como “a Mãe do meu Senhor” (Lucas1,43).
   O Concílio de Éfeso (ano 431) reconheceu Maria como Mãe de Deus: Mãe de Jesus, o Deus encarnado. Maria não nos afasta de Jesus; pelo contrário, indica o seguimento de seu Filho: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2,5). Ela não é o centro da fé, o centro é Jesus; contudo, Maria faz parte do centro. Ninguém como Maria teve tanta ligação com Jesus, pois ela o trouxe em seu ventre por nove meses, conviveu com Ele em Nazaré por trinta anos e o seguiu fielmente em toda a sua vida. Invoquemos nossa padroeira pedindo com fé: Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

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