13 Aug 2020


Ex-reitor da USCS poderá ser vice de Auricchio para a reeleição

Publicado em Política
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O ex-reitor da Universidade Municipal de São Caetano (USCS), Marcos Sidnei Bassi, em entrevista exclusiva à Folha do ABC, revelou que renunciou ao cargo por conta do prazo de desincompatibilização eleitoral. Marcos contou que deixou o comando da instituição de ensino no começo de junho, e colocou seu nome à disposição do PSDB e, assim, poder disputar as eleições como vice-prefeito na chapa com José Auricchio Júnior, para a reeleição. Confira.

 

Folha do ABC- Recentemente, o sr. deixou a reitoria da Universidade Municipal de São Caetano (USCS), instituição de ensino, na qual o sr. começou como professor em 1989 e cumpria o segundo mandato como reitor. Qual o balanço que faz sobre esse período?

Marcos Sidnei Bassi - Creio que poderia resumir minha trajetória na condução da Universidade em 3 grandes dimensões. A primeira foi uma reorganização administrativa e financeira. Quando assumimos, vínhamos acumulando déficits operacionais significativos em razão de uma combinação de dois fatores (retração da demanda por cursos universitários e alta competição de preço promovida pelas Instituições de Ensino privadas). Isso fez com que tivemos que promover redução de despesas e buscar aumentar as receitas através da oferta de novos cursos. Foi nesse sentido que ao longo desses 7 anos que criamos os cursos de Medicina, Medicina Veterinária, Odontologia, Biomedicina, Engenharia, Arquitetura entre outros. No âmbito dos cursos de lato sensu, criamos uma grande oferta de cursos em todas as áreas do conhecimento. No Stricto Sensu lançamos o Mestrado em Educação e o Mestrado em Ensino em Saúde.

A segunda dimensão foi a de aprofundar e qualificar nosso processo de Internacionalização. Atualmente, temos mais de 70 convênios internacionais com grandes Universidades em todos os continentes. Participamos em alguns desses convênios no Programa Eramus+ da Comunidade Europeia com possibilidades de verbas para financiamento de pesquisas acadêmicas. Temos um convênio de dupla titulação com a “Università degli Studi della Campania Luigi Vanvitelli” em Nápoles, onde nossos alunos e alunas de Direito podem obter uma dupla titulação, tanto aqui no Brasil como na Itália.

A terceira dimensão que destaco relaciona-se ao DNA de uma Instituição de Ensino Superior Municipal. Creio que nosso papel fundamental é otimizar, potencializar a relação entre as práticas de nossos cursos com as políticas públicas municipais e regionais. Vejamos dois exemplos: o primeiro é o Programa Disque Coronavírus. Trata-se de um programa de atendimento e testagem domiciliar, desenvolvido pela USCS em parceria com a Prefeitura de São Caetano e a USP, visando detectar precocemente a ocorrência do vírus em moradores da cidade, e assim tratá-los adequadamente. Já foram mais de 7 mil atendimentos acumulados até meados de junho, com quase 5 mil testes realizados com 1.340 positivados. Outro exemplo foi a implantação do Mestrado Profissional em Educação iniciado em 2016. Foram titulados nesse curso cerca de 50 professores da rede municipal de ensino de São Caetano.

Além disso, vale a pena mencionar nosso processo de expansão. Quando assumimos tínhamos dois campi (Barcelona e Centro). Com o crescimento do número de alunos e a oferta de novos cursos, implantamos o campus Bela Vista, o da Pós-Graduação Lato Sensu e o campus Conceição. No mês passado (maio/20) conseguimos autorização do Conselho Estadual de Educação para instalarmos um campus na cidade de Itapetininga. Pessoalmente, creio que nesse projeto poderemos replicar o mesmo modelo que estabelecemos em São Caetano, focado na potencialização das políticas públicas municipais e regionais na cidade de Itapetininga. Após a minha renúncia, volto às atividades docentes e de pesquisa. Nesse momento, estou vinculado ao Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da USCS.

 

Folha do ABC- Quais os motivos que levaram o sr. a deixar a universidade?

Bassi - Acabei renunciando por conta do prazo de desincompatibilização eleitoral.

 

Folha do ABC - O sr. tem sido cogitado para disputar um cargo eletivo nas eleições municipais deste ano. Caso as tratativas sejam oficializadas, o sr. poderia disputar o cargo de vice-prefeito de José Auricchio Júnior? Como tem se preparado para esse novo desafio na política?

Bassi - Após essa experiência junto à USCS, decidi colocar meu nome à disposição do PSDB para, se o partido assim entender, poder contribuir disputando as eleições como vice-prefeito na chapa com o prefeito Auricchio. De fato, é um novo desafio. É a primeira vez que busco atuar como Agente Político, mas acredito que tanto a minha trajetória acadêmica bem como minha experiência profissional em gestão pública e privada ao longo dos últimos 30 anos me capacitam para o exercício dessa função. 

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