18 Jun 2024


Plano de Mudanças Climáticas do ABC, sem avançar desde 2017, será retomado

Publicado em Política
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O Consórcio Intermunicipal do ABC realizou, nesta terça (14), a assembleia geral ordinária de maio. Entre as pautas da reunião estiveram a apresentação atualizada, feita pela Next Mobilidade, sobre as obras do BRT (Bus Rapid Transit), que ligará o ABC à Capital. Ainda foi feito um balanço dos casos de dengue na região.

BRT ABC

Representantes da Next Mobilidade, empresa responsável pela construção do BRT-ABC apresentaram detalhes da atual fase de obras. De acordo com os executivos, a Fase 1, que contempla os trechos das avenidas Aldino Pinotti, Lauro Gomes e Winston Churchill, em São Bernardo, até a divisa com São Caetano, já foi concluída.

Também já foi iniciada a Fase 2, com a obtenção das licenças ambientais, que prevê extensão de 11,8 km de vias em São Bernardo, Santo André, São Caetano e São Paulo. Serão construídas 13 paradas, quatro viadutos, três pontes e quatro passarelas neste trecho.

Segundo o presidente do Consórcio e prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior, a previsão de início das operações é 2026, de acordo com informação que recebeu da concessionária.

Também esteve presente o secretário-executivo dos Transportes Metropolitanos do Estado, Manoel Marcos Botelho, que recebeu demandas de Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, municípios que não constam no traçado do BRT-ABC.

O secretário-executivo do Consórcio, Aroaldo da Silva, revelou que dias atrás, o presidente Filippi já teve uma reunião com o secretário de Transporte Metropolitano, Marco Antonio Assalve, e que foi feito um convite a ele para participar de uma reunião com os prefeitos. “Estamos combinando essa reunião, para pensarmos sobre a Mobilidade como um todo na região”, contou.

DENGUE

O Consórcio optou por manter o estado de emergência para a dengue, determinado no último dia 22 de março. A decisão foi tomada em comum acordo entre as prefeituras da região. Com isso, seguem em vigor os decretos em Santo André, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

“Há o entendimento também dos técnicos da Saúde de que existem muitos casos ainda sem confirmação laboratorial e que podem apontar cenário diferente caso sejam confirmados. Portanto, é muito importante mantermos a região mobilizada para combater os focos do mosquito Aedes aegypti”, afirmou Filippi. 

Em 2024, até o dia 10 de maio, as sete cidades do ABC somam 22.872 notificações de dengue, sendo 19.670 casos confirmados e outros 3.202 prováveis. Oficialmente, há confirmação de 20 mortes e outras 17 em investigação. Os dados são do Painel de Monitoramento de Dengue, Chikungunya e Zika do Governo do Estado de São Paulo.

“Apesar de a curva estar descendente, a decisão foi de manter os decretos, até porque tem uma orientação estadual e federal, que a epidemia vai arrefecer, de fato, em julho. Os prefeitos decidiram pela manutenção do decreto até a sinalização por parte do Ministério e da Secretaria de Saúde do Estado”, ressaltou Aroaldo.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Na ocasião, o Consórcio firmou adesão ao Iclei (Governos Locais pela Sustentabilidade) para auxiliar no enfrentamento das mudanças climáticas na região. A organização não governamental internacional promove o desenvolvimento sustentável em cidades e estados.

Com a adesão, a entidade passa a integrar uma rede global de mais de 2.500 governos locais e regionais com comprometimento com o desenvolvimento urbano sustentável.

“Em municípios de todo o mundo, o Iclei oferece alternativas, treinamento e capacitação na área de sustentabilidade e propicia troca de experiências entre essas cidades. Então, a adesão do Consórcio ao Iclei vai permitir aos técnicos das Prefeituras que tenham acesso à informação, conhecimento e treinamento da linha mais avançada que se tem no mundo de enfrentamento de mudanças climáticas”, explicou o diretor de Programas e Projetos, João Ricardo Guimarães Caetano.

Além da adesão ao Iclei, os prefeitos também autorizaram que o Consórcio trabalhe em três linhas no tratamento das Mudanças Climáticas, de acordo com João Ricardo.

“A primeira delas é a elaboração de um Plano Regional de Arborização Urbana. Precisamos integrar a vegetação das cidades para que elas formem massas verdes para que diminuam extremos de alta temperatura nas cidades e também trabalhar na vegetação na questão da drenagem, usando de uma tecnologia que chamamos de serviços baseados na natureza, ou seja, aumentar as áreas de drenagem na cidade”, destacou.

A segunda frente será o prosseguimento com os trabalhos que o Consórcio já tem em andamento dos Planos de Risco de Macro e Microdrenagem. “São planos que o Consórcio já contratou, já obteve recursos e que, hoje, oferecem as soluções para os problemas de drenagem”, disse. Já a terceira frente consiste na mudança do padrão energético da frota do ABC.

O diretor revelou que a entidade desde 2016 fez um estudo sobre emissões dos gases de efeito estufa na região do ABC, mas que o projeto não avançou. “Esse estudo originou, na sequência, em 2017, a elaboração de um Plano de Mudanças Climáticas do ABC. O Consórcio tem isso, desde 2017, só que isso não foi tratado até hoje. O Consórcio tem um plano, que aponta diversas medidas que precisam ser tomadas, imediatamente, mas isso não avançou”, enfatizou

Última modificação em Quarta, 15 Maio 2024 09:03
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