20 Apr 2024


Reincidência de AVC tem diminuição de 49% com o uso de anticoagulante

Publicado em Saúde
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As inovações e avanços para o tratamento de complicações trombóticas de doenças cardiovasculares (infarto, acidente vascular cerebral e embolia pulmonar) foram discutidas por cerca de 400 médicos da América Latina, durante a 16ª edição do International Symposium of Thrombosis and Anticoagulation (ISTA), evento realizado por meio de parceria entre o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e o Duke Clinical Research Institute, dos Estados Unidos. As doenças cardiovasculares, que têm como principal agravante as situações trombóticas, são a principal causa de mortalidade na população mundial e mais de três quartos dessas mortes ocorrem em países de baixa e média renda, como o Brasil.

Durante o evento, os maiores especialistas do mundo sobre o assunto discutiram as últimas pesquisas na área de trombose e anticoagulação. Um dos grandes destaques do encontro foi a apresentação do estudo global ARTESiA, publicado em novembro no períódico científico New England Journal of Medicine (NEJM). A pesquisa apontou que o anticoagulante apixabana reduziu o risco de acidente vascular cerebral (AVC) fatal ou incapacitante em 49% dos pacientes com um tipo de arritmia cardíaca (a fibrilação atrial subclínica), detectável apenas por dispositivo cardíaco implantado - como o marca-passo. “Já sabíamos que o anticoagulante traz benefícios para os pacientes com fibrilação atrial, mas no caso em que a doença é subclínica e sem sintomas, havia uma lacuna sobre medicar ou não. Nosso estudo efetivamente muda a prática clínica e traz uma nova perspectiva para os pacientes”, explica Renato Lopes, fundador do Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e colider da pesquisa. 

Outro destaque do encontro foi a participação de Sheila Martins, a primeira mulher brasileira e latino-americana a liderar a Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization), que abordou as melhores práticas da trobectomia mecânica (remoção de coágulo) como tratamento em AVC para pacientes que não podem fazer o uso de anticoagulantes. Os resultados do estudo Resilient, liderado por Sheila, serviram como base para a incorporação do procedimento no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2021. Antes, só era realizado no Brasil em hospitais particulares. 

Entre os especialistas internacionais que também foram palestrantes do evento estão Roxana Mehran, médica intervencionista do Mount Sinai Health System (EUA); Teresa López-Fernández, da Universidade La Paz (Espanha); Carlos Morillo, chefe da divisão de cardiologia do Libin Cardiovascular Institute (Canadá); John Eikeboom e Mark Crowther, ambos da Universidade McMaster (Canadá); e David Garcia, professor da divisão de helatologia da Universidade de Washington (EUA).

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