17 Jul 2018


SAMU de Diadema orienta atendimento

Publicado em Saúde
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O Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi criado, em 2003, para atender todos os casos de urgência e emergência do país. A equipe de Diadema, por exemplo, recebe, em média, 4.300 ligações por mês. Dessas, 51% são atendimentos de urgência. As demais são orientações, dúvidas e trotes. Caso precise ligar para o SAMU no 192, o médico coordenador do núcleo de Educação Permanente do SAMU, Paulo Hori, explica que a ligação pode ser feita tanto do aparelho celular quanto do telefone fixo. Caso a ligação por telefone móvel seja direcionada para a torre de celular mais próxima, caindo no SAMU de outro município, pede-se que disquem o 193. Isso porque o número faz trabalho integrado de atendimento, podendo transferir a ligação para o SAMU mais próximo. “É importante que o solicitante já tenha em mãos os dados da vítima, o endereço exato do acidente e alguma referência de local para que seja feito o atendimento”. A ligação é atendida por um dos técnicos telefonistas que identifica a emergência e anota os primeiros dados. “Sabemos o quanto é difícil ter o controle em um momento desses, mas é importante que o solicitante tenha calma para que o serviço saia o mais rápido possível”, explicou. Após o atendimento inicial, um médico regulador identifica a gravidade do caso e inicia a orientação, ainda por telefone, para tomar as primeiras ações e identificar o grau de urgência do acidente. A ambulância vai até o local onde a pessoa fez o chamado para começar o rápido atendimento e encaminhar a vítima para o hospital que melhor possa atender a vítima. “Caso o acidente aconteça, por exemplo, no extremo de Diadema, e todo o atendimento tenha sido rápido, ou seja, com o solicitante dando todas as informações, a ajuda médica ocorre em 14 minutos, em média”.

Trote - Segundo Hori, ligações como trotes prejudicam o pacientes que realmente precisam de atendimento. Assédio aos telefonistas e palavras de baixo calão também são frequentes. “Na hora que uma pessoa chama em uma urgência real, infelizmente as ambulâncias estão deslocadas para um local onde não há nada, por conta de uma brincadeira de mau gosto. Isso não deveria acontecer”, afirma o médico. Apesar de apoiar medidas de conscientização, Hori acredita que a ação não é o suficiente para acabar com os trotes. Para ele, o problema é cultural. “Conheço países, como o Japão, que quase não atendem esse tipo de ligação. É preciso educar, mostrar para as pessoas, desde a infância, o quanto isso é prejudicial às pessoas que precisam, de fato, usufruir do serviço. Isso, uma palestra não muda”, explica. Quando pensamos em trote, logo vem à cabeça “adolescentes”, muito por conta do alto número de ligações desse tipo realizadas por pessoas dessa faixa etária. Mas, quando este tipo de ação é realizada contra órgãos de serviço público, como o SAMU, o cenário muda de situação. “Não é possível concluir, por ligações, a idade do indivíduo que executa o trote. Mas, temos uma noção. Em período de férias escolares, percebemos o aumento de trotes feitos por jovens. Porém, fora desse período, notamos que eles procedem de pessoas adultas”, afirmou o médico. Atualmente, o SAMU de Diadema conta com 12 ambulâncias, sendo 10 de Suporte Básico de Vida (SBV) e 2 de Suporte Avançado de Vida (SAV). No total, são 158 funcionários entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, motoristas, além de agentes administrativos e de serviço.

Última modificação em Segunda, 07 Maio 2018 12:28
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