23 Feb 2018

No ABC, a difícil campanha eleitoral

Apesar de ser uma região desenvolvida nas áreas industrial, comercial, esportiva, lazer e de prestação de serviço, etc, o ABC, com uma população beirando três milhões de habitantes, na área político-eleitoral deixa muito a desejar. Não está atrasada em relação ao processo de votação, pois cumpre as determinações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para utilizar as urnas eletrônicas e a apuração dos votos é feita com rapidez. O atraso, então, é em relação às campanhas eleitorais. Nas principais cidades do interior do Estado e também na capital, há um forte diferencial na divulgação das campanhas eleitorais pela utilização da televisão aberta e do rádio, que são obrigados por lei a ceder espaços generosos, duas vezes ao dia, aos candidatos para divulgar seus nomes, trabalhos realizados e programas de atividades legislativas e de governo (executivo).

A sucessão em São Bernardo

No momento atual, está difícil uma análise sobre a sucessão municipal em São Bernardo. Isso porque, pelo lado do grupo do Paço, as pesquisas internas mostram que o prefeito Luiz Marinho continua na frente. Pelo lado da oposição, o Estadão publicou, semanas atrás, uma pesquisa realizada pelo governador Alckmin, enfatizando que  Marinho (PT), Alex (PPS) e Morando (PSDB) estavam empatados em 26%. Quer dizer, as pesquisas internas são apenas uma orientação para a próxima campanha eleitoral de quem pretende disputar a prefeitura neste ano. No entanto, a curiosidade fica por conta do deputado federal, William Dib ((PSDB). Até agora, seu nome não surgiu nas principais pesquisas realizadas e isso pode trazer surpresas mais para frente. Em todo caso, cabe a pergunta: Dib é ou não é candidato a prefeito neste ano? O prefeito Marinho, em dois anos de administração, transformou São Bernardo num canteiro de obras. Com apoio do ex-presidente Lula e os convênios assinados com o governo federal, o prefeito garantiu a verba necessária para tocar as obras na cidade. Marinho é uma das poucas lideranças petistas que sabe o quer e aonde pretende chegar.

No ABC, as águas rolaram mais uma vez

Entra ano, sai ano, é sempre a mesma coisa. Basta um temporal para as águas rolarem no ABC. Na terça (17), o temporal que caiu na região, outra vez, inundou avenidas, ruas, praças, Via Anchieta e outros locais. O trânsito paralisou de vez. As ruas e avenidas da área central de São Bernardo se transformaram em rios, com carros boiando e impedindo até a travessia normal das pessoas em algumas ruas. No início da noite, as águas ainda tomavam contas das avenidas no entorno do Paço Municipal de São Bernardo. Os ônibus pararam de circular, além disso não tinham condições de trafegar e os coletivos, que estavam circulando, ficaram ilhados. O muro da Escola José Fornari, em São Bernardo, desabou sobre dois carros estacionados.  Os que trabalham em São Bernardo e moram em Santo André, perto da divisa entre as duas cidades, foram obrigados a voltarem a pé porque os ônibus não conseguiam transitar pelo Paço Municipal. Foram obrigados a ir a pé pelo Baeta Neves para fugirem das águas.

A sucessão em São Caetano

As eleições para prefeito, vice e vereador começam a agitar os meios políticos de São Caetano, apesar de ainda faltarem pouco mais de nove meses. A movimentação é no sentido de que o PTB, partido que está há mais de 30 anos no poder municipal, irá ou não continuar administrando a cidade por mais quatro anos. O atual grupo do Paço da Cerâmica, que completou sete anos no poder, evidentemente, não quer perdê-lo. Todo poderio bélico-militar vai ser utilizado para manutenção do poder. Chova ou faça sol. Ao que tudo indica, o atual prefeito vai ungir sua secretária Regina Maura, na convenção do PTB, como a candidata a prefeito pelo grupo do Paço, mesmo que haja descontentamento entre vários interessados que esperavam ser escolhidos como candidato a prefeito com apoio do Paço.

Os políticos e as leis não respeitadas

Os políticos, na sua grande maioria, continuam “infiéis”. Não às esposas, como todos costumam se referir. Mas, às leis que eles redigem e aprovam. Só que os políticos não costumam respeitar as leis. Pouco antes do final do ano passado, o Estadão publicou matéria sob o título seguinte: “Por eleição de 2012, políticos ignoram regra que obriga fidelidade partidária”. Como deputados federais e senadores não definiam se os cargos eletivos de prefeitos, governadores, vereadores, deputados estaduais e federais pertenciam ao partido e não ao candidato eleito, em 2007, foi imposta a regra da infidelidade pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) enfatizando que os mandatos pertencem aos par-tidos e não a quem os exerce.

Ano novo, luta nova

De repente o ano passou. O Natal também já foi comemorado e o Ano Novo já está aí batendo na porta. Como sempre, trazendo esperança de muita paz e dias melhores. Pelo menos, essa é a expectativa de todo mundo nesta mudança de ano. Nesta época, o ditado é sempre lembrado: Ano Novo, Vida Nova. Aliás, quem não sonha com uma nova vida, num ano novo? Isso faz parte daquela chama que cada um traz dentro do peito no final de ano. Os trabalhadores, eternos sofredores, dão sempre uma nova versão ao ditado: “Ano Novo, Luta Nova”. A justificativa para isso é que a “a vida é uma eterna luta”.


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