12 Nov 2018

Cinco ruas unem
Sto. André a S. Bernardo

As administrações de Santo André e São Bernardo estão completando quase 27 meses de atividades.  No início do governo, neste período do ano, os prefeitos Aidan Ravin, Santo André, e Luiz Marinho, São Bernardo, se uniram para realizar uma vistoria sobre a nova ponte sobre o Córrego Taióca, na divisa dos dois municípios, na Rua dos Americanos e na Estrada João Ducin, que caiu por causa dos estragos das chuvas. O esforço conjunto entre os dois prefeitos solucionou o problema. Esse tipo de ajuda entre os prefeitos para resolver problemas nas divisas entre municípios não é muito comum no ABC, apesar da existência do Consórcio Intermunicipal do ABC que, periodicamente, reúne os sete prefeitos locais para analisar, debater e resolver os problemas da região. Uma das últimas realizações conjunta entre dois prefeitos locais aconteceu durante o governo dos prefeitos Celso Daniel e Luiz Tortorello.

64% das cidades de SP
têm problemas com água

Foi comemorado, na terça (22), o Dia Mundial da Água, que foi criado pela ONU (Organizações das Nações Unidas), em 1993. Mas o Brasil é um dos países mais ricos em água doce no mundo, mas desperdiça ou usa mal a água. Segundo alerta da ANA (Agência Nacional de Águas), 55% dos municípios brasileiros, que representam 70% do consumo nacional, sofrem a ameaça de desabastecimento de água até 2015. No Estado de São Paulo, 64% das cidades já enfrentam problemas com abastecimento.

São Bernardo e a Tom Maior

Como já acontece no desfile de carnaval do Rio Janeiro, várias capitais brasileiras já se trans-formaram em enredos de escolas de samba cariocas. São Bernardo, assim, neste ano foi o tema da Escola de Samba Tom Maior, no desfile do sambódromo paulistano, na sexta (4). Na grade do desfile constava a informação de que o enredo era “homenagem a São Bernardo”. O patrocínio foi dos sindicatos ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores). A expectativa, no entanto, seria a presença do ex-presidente Lula desfilando no sambódromo do Anhembi. Segundo a Folha de São Paulo, sexta (4), os sindicatos compraram as fantasias das três últimas alas da escola, de um total de 22 alas. O Sindicato dos Químicos distribuiu 100 fantasias e “as demais foram vendidas por sindicatos de jornalistas, professores, servidores públicos e, principalmente, bancários”. Desde 2007, a Tom Maior se relaciona com os sindicatos, pois nesse ano homenageou o sindicalismo, com um carro alegórico destinado à CUT. A Tom Maior teve sempre uma ala destinada à CUT, que revende as fantasias aos associados.

O Rodoanel e os políticos locais

Desde a sua inauguração, meses atrás, o Rodoanel Sul provou que era mesmo a obra necessária para aliviar o trânsito da capital paulista e também de algumas cidades do ABC. O trânsito de caminhões que demandam do interior e de outros estados não passa mais pelas ruas da capital paulista  por outro lado também os moradores do ABC não necessitavam mais enfrentar as congestionadas ruas e avenidas paulistanas para viajarem para o interior. Para dar maior rapidez ao tráfego no Rodoanel, os construtores tiveram a preocupação de evitar a abertura de acessos às cidades que ficam ao longo dessa rodovia. Assim, o Rodoanel Sul, em toda a sua extensão, tem apenas três acessos às inúmeras cidades localizadas em seu entorno. Obviamente, essa medida faz com que os veículos, que transitam por essa via, possam manter a velocidade permitida constante, pois não vão encontrar várias saídas, como nas outras estradas, para obrigá-los a diminuir a velocidade. Assim, qualquer motorista pode cumprir o tempo determinado para cruzar toda a extensão do Rodoanel.

Trânsito sem fiscalização

Por incrível que possa parecer, não existe mais a fiscalização no trânsito por parte dos policiais militares nas principais ruas do ABC e também da capital. Décadas atrás, era comum um policial militar permanecer ao lado de um semáforo, nos principais cruzamentos, para fiscalizar o trânsito e, obviamente, a sua presença evitava os esporádicos abusos naturais e as infrações cometidas pelos motoristas.
Sem a presença do policial e com o passar dos anos, os abusos e as infrações se tornaram rotina. Com a troca periódica do comando da PM, os policiais foram afastados da fiscalização do trânsito e deslocados para outras áreas, entre elas a da segurança do cidadão, ao comércio, etc. Diante disso, surgiram os “marronzinhos”, os “amarelinhos” e outros “inhos” para fiscalizar o trânsito.
Com o correr dos anos, os “inhos” ficam multando veículos e também fiscalizando carros que não podem rodar no horário proibido pelo rodízio.
A isso deve ser somado o avanço da tecnologia com radares com câmeras fotográficas, faróis inteligentes e outras coisas mais.

A CBF e seu ditador

No segundo mandato do ex-presidente FHC, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, estava envolvido numa Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Federal. Os depoimentos das testemunhas, em sua maioria, não eram favoráveis ao presidente da CBF. A situação engrossou, quando o Super Sarney, perdão, senador José Sarney, o “todo-poderoso” nos bastidores de Brasília, foi em socorro ao presidente da CBF. Deu no que deu. A CPI foi esvaziada e a conta chegou dias depois. O filho de Sarney, o mesmo que censurou O Estado de São Paulo, ficou com uma das vice-presidências da CBF e a seleção brasileira foi obrigada a realizar um jogo amistoso no Maranhão, sem nenhum custo ao Estado dominado pela família Sarney. Com essa costa quente em Brasília, o presidente da CBF sentiu firmeza para vôos mais altos. Conseguiu trazer a Copa do Mundo de 2014 para o Brasil, sem a necessidade de ter o mesmo aparato bélico internacional que o Rio de Janeiro montou para trazer os Jogos Olímpicos para o Rio em 2016. Depois disso, com muita perspicácia e esperteza, fez da CBF uma impressionante fonte arrecadadora de contratos de patrocínio com o auxílio da Traffic, comandada pelo jornalista J. Hawilla (ex-Globo), dono de jornais (Bom Dia e Diário de São Paulo) e emissoras de TV, no interior do Estado, afiliadas à Rede Globo.


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