11 Dec 2018

Publicado em TITO COSTA
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29/12/12

O 21 de dezembro  deste ano teria sido o dia do fim do mundo, como se falou largamente pelos meios de comunicação. Era uma previsão do Calendário Maia, os Maias representantes de uma antiga civilização habitando a América Central, da qual alguns milhares de membros ainda vivem hoje no México. Sua origem dataria de 1.800 anos antes de Cristo. Numa interpretação deles, antiga e baseada em lendas e crenças religiosas, um deus viria à Terra, precisamente nesse dia 21 de dezembro do ano 2012 e se encarregaria de comandar o fim do mundo. Superstições e lendas à parte, o certo é que muita gente ficou à espera dessa data fatal, na convicção de que a Terra se esvaziaria totalmente, rumando  tudo água abaixo e não restando ninguém para contar a história. Houve quem dissesse, não se sabe baseado em quê, que o mundo vai acabar, sim, mas daqui a uns dez milhões de anos. Se verdadeira, a hipótese confirmará como é insignificante a nossa atual presença nele, assim como das gerações muitas que vieram antes de nós e de tantas milhões de outras que se sucederão a nós pelos tempos afóra.
Essa conversa de fim do mundo não é nova. Lá por volta dos anos quarenta, com nossa Carmen Miranda, brilhando nos Estados Unidos,  gravou música sobre o tema revelando a moleca-gem da verve carioca traduzida como "E o mundo não se acabou". Dizia o texto de grande sucesso na época: "Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar, por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar; até diziam que o sol ia nascer antes da madrugada e bem por isso lá no  morro nessa noite não  se fez batucada; acreditei nessa conversa mole, pensei que o mundo ia se acabar, e fui tratando de me divertir e sem demora fui tratando de aproveitar, peguei na mão de quem não conhecia, beijei na boca de quem não devia, dancei um samba em traje de maiô, e o tal do mundo não se acabou".
A brincadeira exposta no samba, na voz de Carmen Miranda, revela não só e mais uma vez o falso anuncio do fim dos tempos, como a maneira jocosa com que foi recebido, ninguém levando a sério a profecia dos maias, agora requentada, de novo, e não será pela última vez.  Assim, entramos neste ano 2013, este sim imaginado o do fim, ante o agouro dos supersticiosos em relação ao inocente número 13. Mas o mundo e os tempos seguirão caminhando indiferentes a calendários e crenças, assim como indiferentes ao efêmero de nossas existências, ínfimos grãos de areia na imensidão desconhecida de um azul ou de um grande buraco negro, e inteiramente alheios à nossa mortal e efêmera insignificância.

Tito Costa é advogado, ex-prefeito de São Bernardo do Campo e ex- deputado federal constituinte de 1988. E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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