Joseph Raymond (Ray) Conniff, nasceu na cidade de Attleboro-Massachusetts no dia 06 de novembro de 1916. Trombonista, arranjador e líder de orquestra. Com pai trombonista e mãe pianista, seguiu, naturalmente, para a música. Ray fez um curso por correspondência, que o direcionou para a arte da teoria musical. Na adolescência, formou o primeiro grupo musical. Anos mais tarde, aperfeiçoou-se de maneira profunda na carreira ao cursar a famosa Juilliart School em Nova York. Após formar sólidos conhecimentos musicais como trombonista e arranjador nas big bands de Artie Shaw, Harry James e Bunny Berigan, passou a escrever arranjos para os cantores Johnny Mathis, Guy Mitchell e Johnnie Ray.

Demonstrando muito talento, teve a oportunidade de formar a própria orquestra em 1955, a convite do produtor musical da Columbia Records, Mitch Miller. O estilo de associar vozes masculinas a trombones, trompas, saxofones, trompetes e vozes femininas, deu-lhe uma característica inusitada e original.
Seu coral limitava-se a pronunciar sons onomatopaicos, imitando instrumentos musicais, ao invés de palavras, imprimindo um “colorido musical”, ao intensificar os sons suaves e, ao mesmo tempo, abrandando os mais fortes. Um som essencialmente dançante e agradável de se ouvir.
O “Som Conniff”, ficou conhecido e famoso, após o lançamento do primeiro disco solo em 1956, com o título “S´Wonderful” (É Fantástico), que vendeu mais de um milhão de cópias e que permaneceu nas primeiras posições, por meses nas paradas de sucesso. A partir daí, até o segundo, terceiro e quarto álbuns, todos de grande sucesso, foi um salto enorme para os lançamentos subsequentes.
Ray Conniff esteve em grande evidência até o início da segunda metade da década de 1960, período em que seu som era ouvido em bailes de clubes, no rádio e em festinhas caseiras. Ele sempre se manteve fiel a seu estilo, com algumas variações, como os discos que gravou com o pistonista Billy Buttefiled e a introdução de cantores ainda no início da década de 1960 e que passaram a ser a maneira predominante de interpretar canções.
Em 1969, Ray Conniff fez sua primeira visita ao Brasil, como convidado, ao lado do pianista e compositor Henry Mancini, participando do “Festival Internacional da Canção”, no Rio de Janeiro na TV Globo. Aí, teve oportunidade de imprimir seu estilo a uma orquestra constituída de músicos e coral inteiramente brasileiros. Esse som, sempre fidelíssimo a seu estilo, levou a plateia do Maracanãzinho ao delírio.
Temas como: “Aquarela do Brasil”, “Besame Mucho” e “Somewhere My Love”, propiciaram o Início de uma série de vindas ao Brasil e de shows pelo mundo afora como: América Latina, Alemanha, Japão, Rússia e outros países.
A partir de meados da década de 1970, reduziu o número de cantores de 24 para 8 vozes, sem que perdesse a qualidade sonora ou comprome-tesse o estilo. Na década de 1980 e 1990, voltou-se de maneira definitiva para o mercado latino, gravando centenas de canções, incluindo algumas brasileiras, do repertório musical do cantor Roberto Carlos.
Ray Conniff, também lançou gravações com trilhas sonoras de películas cinematográficas e que incluíam sucessos como: Superman, A Bela e a Fera e outros mais. No Brasil a versão do “Concerto para Piano e Orquestra nº1”, do compositor Tchaikovsky, tornou-se popular após passar a ser utilizada como prefixo do “Programa Haroldo de Andrade”. E uma curiosidade: Ray Conniff Orquestra e Coro, se apresentaram aqui em Santo André no dia 21 de setembro de 2001, nos salões do Clube Atlético Aramaçan. Ray Conniff, após brilhante passagem pela música, faleceu na cidade de Escondido-California no dia 12 de outubro de 2002, aos 85 anos.

















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