20 Apr 2024


Fundação das Artes e SESC apresentam Cena de Teatro

Publicado em Cultura & Lazer
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O “Cena de Teatro”, festival anual de teatro de São Caetano,  é um projeto desenvolvido em parceria entre a Fundação das Artes e o Sesc São Paulo, por meio da Unidade São Caetano, que tem por objetivo propiciar a aproximação do fazer teatral com o público da região, colocando-o em contato com profissionais, escolas de teatro e estudiosos envolvidos com a pesquisa e a práxis teatral.

Em 2024, o véu que separa o real e o ficcional é o ponto de reflexão do festival. Na natureza criativa, o universo pessoal do criador está presente, seja em sutilezas ou em potentes narrativas. O Teatro Contemporâneo, há alguns anos, envereda-se em narrativas que apresentam novas possibilidades cênicas para levar, ao público, o tênue tecido que separa o real do ficcional e ao terreno da autoficção, e é dentro desta grande “fricção” que a programação de espetáculos, aberturas de processo e oficina de dramaturgia atuará.

As atividades iniciam, nesta segunda (4) de março, com a apresentação da peça “A doença do outro” e estende-se até o dia 09, nos espaços da Unidade do Sesc São Caetano e da Fundação das Artes.

O Cena de Teatro foi criado em 2000 com a finalidade de configurar-se como um espaço complementar à formação em teatro, bem como oferecer à comunidade a reflexão acerca do fenômeno teatral na atualidade.

Programação completa:

A doença do outro

Espetáculo com Ronaldo Serruya

Segunda-feira, 4 de março, 20h

Local: Fundação das Artes de São Caetano do Sul

Classificação etária: 14 anos

Em um formato de peça-palestra, ou peça-manifesto, Ronaldo Serruya faz uma análise sobre a história social de uma doença sem paradigmas na história da humanidade: a AIDS. Por meio deste corpo individual, a pessoa vivendo com HIV ou Aids, friccionando com relatos autobiográficos do próprio autor da cena, são representados outros corpos, um corpus social, nomeando-os e trazendo-os a público.

 

Sobre Cena Ouro: Epide(r)mia | Epidemia Prata

Bate-Papo com Cia Mungunzá,

Terça-feira, 5 de março, 20h

Local: Sesc São Caetano

Classificação etária: 14 anos

Conversa sobre as relações entre território, realidade e ficção com base nas experiências da Cia. Mungunzá e com possibilidade de expansão sobre os projetos Epidemia Prata e Cena Ouro: Epide(r)mia.

 

Abertura de Processo: Ronaldo Serruya

Bate-papo

Quarta-feira, 6 de março, 20h

Local: Sesc São Caetano

Classificação etária: 14 anos

Nesta conversa, o ator e dramaturgo Ronaldo Serruya compartilhará sobre seu processo criativo e falará um pouco mais sobre a concepção da peça-palestra A doença do outro.

Ronaldo Serruya é ator e dramaturgo de um dos mais importantes grupos de teatro do país, o Grupo XIX de teatro (SP), premiado no Brasil e no exterior, atuando em diversas peças, como Hygiene, Arrufos, Nada aconteceu, Estrada do Sul, entre outras. Em 2009, fundou o Teatro Kunyn (SP), para discutir a questão queer nas artes cênicas. Desde 2016 pesquisa e estuda as relações entre arte e HIV/ AIDS, onde criou e idealizou o projeto "Como eliminar monstros: discursos artísticos sobre HIV/AIDS" e atualmente está em cena com o seu texto A doença do outro, ganhador do 7º edital de Dramaturgia em pequenos formatos do CCSP (SP) e que fala sobre a doença enquanto construção social friccionando a partir de relatos autobiográficos em torno de sua experiência como corpo vivendo com HIV.

 

Abertura de processo: Gabi Costa

Bate-papo

Quinta-feira, 7 de março, 20h

Local: Sesc São Caetano

Classificação etária: 14 anos

Nesta conversa, a atriz Gabi Costa compartilhará sobre seu processo criativo e falará um pouco mais sobre a idealização e concepção de seu trabalho, "Cíclico", que será apresentado na mostra.

Gabi Costa é atriz formada pela Fundação das Artes de São Caetano e tem como foco a pesquisa cênica que considera diversidade e inclusão, e também o diálogo entre teatro e psicologia. Alguns de seus principais trabalhos: "Entre os Trilhos e a Baleia ", dramaturgia de Luana Frez, dirigida por Érica Montanheiro; a leitura dramática "A Gaivota e o Concreto", realizada no Centro Cultural São Paulo, com direção de Luiz Fernando Marques Lubi; o espetáculo "Plantar Cavalos para Colher Sementes", dirigido por Ronaldo Serruya; "Naturaleza Muerta", da Cia La Desdeñosa. Com Sidney Santiago Kuanza divide a direção da performance "Feio", sobre a vida e obra de Lima Barreto e a obra audiovisual "14 de Maio", de Allan da Rosa.

 

Cíclico

Espetáculo com Gabi Costa

Sexta-feira, 8 de março, 20h

Local: Sesc São Caetano

Classificação etária: 14 anos

A partir da trajetória das mulheres de sua família, a protagonista investiga uma série de memórias que se cruzam com as da atriz, como uma repetição ensaiada e aprendida de forma cíclica. Da infância às festas de final de ano, e sob a luz do monólogo, o espetáculo traz o estigma da dependência química, mas sobretudo o protagonismo das mulheres nesse álbum de família.

 

Dramaturgia em Autoficção

Oficina com Rodolfo Amorim

Sábado, 9 de março, 14h

Local: Fundação das Artes de São Caetano do Sul

Classificação etária: 18 anos

Neste encontro, o ator e dramaturgo Rodolfo Amorim propõe exercícios práticos e impulsionadores para a escrita e concepção de textos para teatro que partem de investigações autoficcionais a partir de memórias e do trabalho de cena.

Rodolfo Amorim formou-se na Escola de Arte Dramática - EAD/ECA/USP e na Faculdade Paulista de Artes. Integra o Grupo XIX de Teatro, onde orienta, anualmente, Núcleos de Pesquisa desde 2006. Na Inglaterra, criou em 2019 o espetáculo PRECARIOUS CARNAVAL em Salford Inglaterra pelo EST.1761 - The Bridgewater Canal. Em 2015 no Contact Theatre (Manchester), criou, o espetáculo THE SHRINE OF EVERYDAY THINGS com atores do CYC, com quem em 2009, dirigiu e escreveu o espetáculo MEMÓRIA DA CHUVA. No ano de 2008 ministrou workshops no Barbican Center (Londres) e no Contact Theatre (Manchester). Na Polônia, em 2016, ministrou o workshop O JARDIM DO QUE ME TOCA, no Strefa WolnoSowa, em Varsóvia. Desde 2014, pesquisa a presença do ator e o teatro autobiográfico com o diretor Antônio Januzelli, com quem desenvolveu o trabalho GALO ÍNDIO.

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