24 Oct 2018

Publicado em TITO COSTA
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Faleceu há pouco (27/06/2016) o escritor norte-americano Alvin Toffler que nos encantou com livros contendo verdadeiras e confirmadas previsões sobre nosso futuro. No seu “O Choque do Futuro”, de 1970, advertia-nos de que os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não conseguem aprender, desaprender  e reaprender, mas sim os que não conseguirem se enquadrar na rapidez das mudanças que afetam a vida de todo o mundo.
A mecanização é hoje uma realidade estonteante, abrangendo todo o mundo, a começar pelos meios de comunicação: você tira uma foto no seu celular e a transmite em seguida para onde ou para quem quiser; e o destinatário a recebe em segundos lá do outro lado do mundo. Os serviços, em geral, tornaram-se mais produtivos e eficientes em face da revolução tecnológica e digital como a conhecemos hoje. E ela irá ainda muito mais longe. Quem viver, verá.
Lembro, como um dos exemplos, a adoção do processo digital na justiça, encerrando a fase dos autos escritos no papel. Para mim uma novidade inatingível, pois não tenho preparo nem paciência para me adaptar aos “autos eletrônicos”. Eis aí por que posso me considerar analfabeto, segundo a teoria de Toffler, por não reaprender as alterações para manejo de um oficio que venho exercendo desde as décadas distantes da minha iniciação na advocacia (década de 1950!) . Nos tribunais hoje cada desembargador ou ministro trabalha com a tela do computador à sua frente. E os juízes nas instâncias inferiores também.
O processo judicial digital é simplesmente uma ferramenta para conduzir a questão em debate entre as partes litigantes. Mas, o conteúdo intelectual das razões dos advogados e dos julgadores é, por  enquanto, insubstituível.  A tecnologia  conduz o processo judicial apenas como moderno veículo das idéias em debate no judiciário. Mas, convenhamos: nem por isso os serviços forenses ganharam mais velocidade. As demoras têm sido as mesmas.
Somos levados à constatação de que a revolução tecnológica e digital declara inteiramente superado o modelo mental  e físico de atuação mais antigo tanto nos serviços, como na indústria da produção.  Diz Toffler: “A liberdade de expressão não é mais uma minúcia política, mas uma pré-condição para a competitividade econômica”. E,  num campo mais intimista, ele dispara: “A solidão é agora tão difundida que se tornou, paradoxalmente, uma experiência compartilhada”. Moral da estória: a solidão existe para muito poucos, pois a nossa privacidade já foi pro espaço, expurgada por esse aparelhinho diabólico que mantém cada um isolado, com sua digitação, em comunicação febril dentro de si mesmo sem estar solitário. Pois, a solidão agora é compartilhada, segundo Alvin Toffler, e escancarada pelo mundo digital.

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