Mais um caso de estupro de uma criança chocou a todos nessa semana. O ator Marco Furlan, de 48 anos, foi preso, no domingo (2), acusado de estuprar um menino autista de 5 anos, em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo.
O caso aconteceu durante uma festa de aniversário realizada em uma chácara. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva após audiência de custódia. O ator ganhou projeção nacional em 2009 ao interpretar Heitor, na série “Aline”, da TV Globo.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da criança, que participava da confraternização, havia deixado o filho dormindo em um dos quartos da residência. Ela teria ouvido gritos vindos do cômodo e correu para verificar o que estava acontecendo. Ao entrar no quarto, relatou ter encontrado o filho e o suspeito sem roupas. Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil reforçaram os depoimentos de testemunhas ouvidas pela Polícia Civil. Uma delas contou ter escutado a criança gritar “para, tá doendo”.
Furlan apresentou duas versões diferentes sobre o caso aos policiais. Primeiro, disse que havia passado mal, que entrou no quarto por engano, alegando ter confundido a criança com a namorada. Já na delegacia, acompanhado por advogados, disse que havia consumido cerveja durante a festa e que não se lembrava do que havia acontecido. Os indícios são suficientes para confirmar a prática do crime de estupro de vulnerável.
Os casos de abuso infantil no Brasil têm aumentado. Apenas no primeiro trimestre de 2026 no Brasil foram registrados uma média de 150 casos de estupro de vulnerável. Ao todo, foram 13.462 ocorrências até março, segundo levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Além disso, o número de ocorrências mais que triplicou nos últimos dez anos. Em 2015, foram registrados mais de 19,4 mil casos de estupro de vulnerável. Já em 2025, foram mais de 59,3 mil.
Em 2025, o Brasil registrou 59.887 notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. Nos últimos 11 anos, o país acumulou 422.994 registros desse tipo de violência, um aumento de 183,5% no período.
A violência sexual é uma ameaça silenciosa que atinge, diariamente, a vida de milhares de crianças e adolescentes no Brasil. Pesquisa realizada pelo Centro de Referência, Estudos e Ações sobre a Criança e o Adolescente aponta que, a cada 8 minutos, uma criança brasileira é vítima de abuso sexual.
Trata-se de uma violência silenciosa pois, na grande maioria das vezes, é praticada dentro dos lares, pelo pai, padrasto, tio ou por um amigo da família. As vítimas ficam traumatizadas pelo medo e pela vergonha, o que pode dificultar a denúncia, a identificação dos casos e, consequentemente, a punição dos agressores.
Além da impunidade, há um profundo choque emocional, convertido em colapso ou trauma, grande sofrimento e total desestabilização da saúde mental. As crianças e jovens evitam tocar no assunto, mas acabam sofrendo de depressão, dificuldades nos estudos e problemas de concentração.
Portanto, é preciso que pais e responsáveis tripliquem o cuidado com crianças e jovens e não os deixem sozinhos com outras pessoas, ainda que amigos ou parentes.
Também que estejam atentos aos sinais psicológicos das crianças e jovens, principalmente se apresentarem mudança no padrão de comportamento, como alterações de humor entre retraimento e extroversão, agressividade repentina, vergonha excessiva, medo ou pânico.














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