Editorial

É dada a largada para a corrida eleitoral

Começa oficialmente, neste domingo (16), a campanha eleitoral, com pedido de voto, números, propaganda nas ruas e na internet.
Assim, a partir de agora, ficam permitidas, por exemplo, a circulação paga ou impulsio-nada de propaganda eleitoral na internet e a realização de comícios e utilização de aparelhagem de sonorização fixa, entre outros.
A publicidade é realizada para apresentar candidatas e candidatos à população, divulgar suas propostas e, principalmente, solicitar o voto do eleitor. As regras estão estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os candidatos à Presidência, por exemplo, mais bem posicionados nas pesquisas, planejaram atos para inaugurar as campanhas, ao longo deste domingo (16).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo, como local de lançamento da sua campanha. Foi lá que Lula iniciou sua carreira política ao liderar o movimento sindical na primeira grande greve do ABC, no final da década de 1970. Já Flávio Bolsonaro (PL) irá realizar um comício em Copacabana, no Rio de Janeiro, que contará com um trio elétrico. Estarão presentes os nomes escolhidos pelo PL para disputar o Senado pelo estado: Carlos Jordy e Carlos Portinho, além de candidatos à Câmara dos Deputados.
O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), fará o lançamento de campanha em uma carreta que passará por cinco cidades diferentes de Goiás, uma a cada duas horas: Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental. E o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), irá fazer um ato no mercado central de Montes Claros (MG).
Em relação à disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, o governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deverá dar a largada oficial da campanha em Osasco, enquanto Fernando Haddad (PT) participará de ato do presidente Lula, mas na segunda (17), fará a primeira agenda oficial de campanha, na Praça da República, no Centro da Capital.
Infelizmente, essa eleição promete ser bastante polarizada, com campanhas repletas com a veiculação de conteúdos fabricados ou manipulados para difundir desinformação ou atacar candidatos, ainda que, haja proibição e multas, por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da propagação de fake news, que comprometam a integridade das eleições.
O uso da Inteligência Artificial (IA) também promete ser intenso nas campanhas. Em março último, o TSE atualizou as regras sobre o uso da IA. Entre as novidades, está a proibição de publicar, republicar (ainda que de graça) ou impulsionar qualquer novo conteúdo gerado ou alterado por IA, no período compreendido entre as 72h que antecedem o plei-to até 24h, após o encerramento da eleição.
Além disso, redes sociais e plataformas digitais serão obrigadas a realizar o banimento de perfis falsos, apócrifos ou automatizados em caso de prática reiterada de condutas de crime eleitoral ou de publicação de fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados.
O 1º turno das eleições ocorre, no domingo (4) de outubro, quando cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros, sendo 2,1 milhões, irão às urnas para escolher deputados federais, deputados estaduais, senador (duas vagas), governador e presidente da República. Caso haja segundo turno, ele será realizado no último domingo do mês, no dia 25 de outubro.
O maior desafio para os eleitores não será a escolha dos novos postulantes para os próximos quatro anos, mas discernir o que é verdade entre a enxurrada de mentiras que virá, com as fakenews e conteúdos falsos gerados por IA.