A Copa do Mundo e a busca da Seleção Brasileira pela conquista do Hexa trouxeram um cenário há muito tempo não visto em todo o País e nas telas de tv. Milhares de brasileiros vestidos de verde e amarelo, não para discutirem ou defenderem políticos, mas para viverem o sonho de ganhar o mundial, após 24 anos.
Pelo menos durante a Copa, a exaustiva polarização política devolveu a camisa verde e amarela para todos os brasileiros. Sejam de direita, esquerda, centro, apartidário ou apolítico. Afinal, quem assistiu à partida do Brasil contra o Japão, o primeiro mata-mata da competição, com uma vitória de virada, no estádio de Houston, nos Estados Unidos, não conseguiu distinguir quem vota ou é simpatizante de Bolsonaro, Lula, Zema ou qualquer candidato que disputará as eleições de outubro próximo.
Ainda assim, lamentavelmente, alguns políticos, inclusive pré-candidatos à reeleição, do ABC, usaram das imagens do próprio jogo da Seleção Brasileira para trazerem a discussão para o tema das eleições, com memes de conteúdos como: “O 22 salvou o Brasil na Copa do Mundo”.
Outro deles divulgou uma imagem, elaborada por IA, vestindo a camisa de número 22 (número de um partido nas urnas) abraçando o jogador Casemiro, camisa 5, que aos 9 minutos do segundo tempo fez o primeiro gol da Seleção e o jogador da seleção, Gabriel Martinelli, considerado o herói da classificação do Brasil para as oitavas de final, ao entrar no segundo tempo e marcar o gol da vitória, aos 50 minutos contra o Japão.
Outros políticos divulgaram memes em relação ao zagueiro Danilo, que veste a camisa de nº 13. “A camisa do cara que errou o passe que gerou o gol do Japão é de número 13”, “Infelizmente, não é culpa do Danilo, mas ele está usando 13. Como o 13 está afundando este país!”.
Esses pré-candidatos à reeleição ao invés de se inspirarem no momento de união dos torcedores pela Seleção Brasileira e superarem a polarização insana entre extremos, optaram por instigar o ódio e mais divisão entre os brasileiros.
Reforçar a polarização política usando o futebol e a Copa do Mundo é de total irresponsabilidade. É preciso o resgate da discussão política, com o mínimo de racionalidade, debatendo-se as melhores propostas e projetos para o Brasil.
O brasileiro precisa escolher melhor os seus representantes e vestir a camisa, também, por exemplo, contra a corrupção avassaladora que corrói o futuro do país e não deixar que a mesma camisa verde e amarela, que une todos para a Copa do Mundo, seja sinônimo de divisão, ódio ou briga, em outubro próximo. O problema nunca foi, nem será, o verde e amarelo, mas a dificuldade de discordar sem odiar, cancelar ou destruir. Torcer pelo Brasil é querer o melhor para o futuro do país.













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