20 Jul 2019
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09/03/13

O conselho de administração da TIM Brasil deu posse a Rodrigo Abreu como novo presidente da empresa. Segundo a empresa, o executivo assume com o objetivo de manter o crescimento da operadora no mercado de telefonia móvel brasileiro, com foco ainda     maior na qualidade dos serviços prestados e na transparência no relacionamento com os clientes, sem deixar de lado a inovação característica da marca.
“A chegada à TIM é um marco em minha história profissional e estou extremamente motivado para contribuir com o contínuo crescimento da empresa, com foco na excelência na prestação dos serviços e nos investimentos em infraestrutura e inovação”, afirmou Abreu. “A TIM é uma das 15 maiores empresas do Brasil e queremos trabalhar de maneira alinhada aos objetivos do governo brasileiro em aprimorar tecnologias e garantir aos consumidores níveis cada vez melhores no desempenho do serviço de telecomunicações.” Todos os dias, conectamos milhões de pessoas, empresas e ideias, encurtando distâncias, integrando o país e colaborando de maneira significativa com o seu desenvolvimento econômico e social.
A TIM anunciou um aumento no seu plano de investimento de três anos, passando de R$ 9,5 bilhões para R$ 10,7 bilhões. Mais de 90% desse valor será utilizado para ações de infraestrutura, como melhorias e ampliação da rede.
Rodrigo Abreu é formado em engenharia elétrica pela Universidade de Campinas e master of business administration pela Stanford Graduate School of Business. Tem mais de 20 anos de experiência no mercado de telecomunicações e tecnologia da informação, tendo atuado como principal executivo em diversas empresas do setor, no Brasil e no exterior. Nos últimos quatro anos, foi presidente da Cisco do Brasil.

Ethevaldo Siqueira é jornalista especializado em telecomunicações e professor universitário, e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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02/03/13

A Universidade de Brasília (UnB) inaugurou a primeira estação fora da Rússia do Global Navigation Satellite System (Glonass) sistema russo de monitoramento e correção diferenciada, com função semelhante à do Global Positioning System (GPS). Trata-se de uma parceria entre a Agência Espacial Russa (Roscosmos), a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a UnB.
A rede serve para localizar posições na superfície terrestre utilizando 24 satélites espalhados pela órbita da Terra. Além de contribuir para a operacionalização do sistema Glonass na América do Sul, a estação beneficiará pesquisas na área aeroespacial desenvolvidas nos laboratórios de Automação e Robótica (LARA) e de Biomédica (LAB) da UnB. Será importante também para as aplicações satelitais e para estudos geodésicos da universidade.
Três especialistas russos vieram a Brasília instalar a estação no telhado do novo prédio do Centro de Processamento de Dados (CPD). O equipamento trazido da Rússia conta com uma antena e dois racks com processadores, um para receber o sinal e outro para transmitir informações para sede do projeto na Rússia. Até 2020, a Roscosmos espera ter 56 estações semelhantes a esta que está sendo montada na UnB. Outras 22 estações iguais às da UnB já funcionam em território russo, uma delas na Antártida.
Ivan Revnivykh, líder de engenharia da JSC Russian Space Systems, garante que o projeto facilitará qualquer engenharia de precisão, como atracamento de navios e a construção de estradas e prédios, todos voltados para fins civis. “Até o momento, temos excelente cobertura nos polos Norte e Sul. As novas estações fora da Rússia precisam estar em regiões relativamente próximas à linha do equador, como aqui em Brasília.” As informações são do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

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16/02/13

Minha paciência chegou ao fim. Não aguento mais. Estou aqui para despedir-me de meus amigos no Facebook, tanto os que conheci quanto os que reencontrei nesta rede social, e dizer-lhes que o balanço de minha experiência é muito negativo. É claro que respeito a opinião daqueles que gostam do Facebook. Continuarei a acompanhá-lo a distância, como observador crítico e independente, profundamente interessado na evolução desta rede social. Mas, para mim, chega.
Nesta despedida, meus amigos, eu os convido a fazer comigo um balanço do Facebook que, aliás, completa nove anos, pois fez sua estreia dia 4 de fevereiro de 2004. Seus fundadores – Mark Zuckerberg, então com apenas 19 anos, e mais quatro colegas da Universidade de Harvard – talvez jamais tivessem a expectativa de que o empreendimento poderia crescer tanto e alcançar a receita anual de US$ 5,08 bilhões e mais de 1 bilhão usuários ativos. E mais da metade desses usuários em todo o mundo só acessam o Facebook via dispositivos móveis, como smartphones, tablets ou outros. E vale lembrar que o Brasil é o segundo país do mundo em número de usuários do Facebook, com cerca de 69 milhões associados.

O lado positivo
Não há dúvida que o Facebook tem muitos aspectos positivos. Reconheço que ele me permitiu fazer quase 3 mil novos amigos e reencontrar aqui mais de 2 mil queridos companheiros que a vida espalhou pelo Brasil e pelo mundo.
Do lado profissional, tem-me proporcionado centenas de informações exclusivas e em tempo real, bem como excelentes análises, comentários bem escritos, bem pensados, sobre problemas relevantes, expressos com equilíbrio, mas com coragem. E muito mais coisas importantes, nos grupos especia-lizados dos quais tenho participado.

Reverso da medalha
Vejamos agora o outro lado da moeda. Segundo uma pesquisa divulgada há duas semanas, um terço dos usuários dessa rede sente-se frustrado e com um claro sentimento de inveja diante dos demais internautas que relatam seus sucessos, publicam suas fotos de viagens, de carros ou de produtos que não têm ou não podem adquirir.
Meu problema não é nenhuma inveja, mas a terrível frivolidade do conteúdo postado por pessoas que só sabem falar sobre si próprias sobre coisas quase sem nenhum interesse para 99% dos usuários. É uma espécie de Big Brother virtual. Ou melhor, de Egobook. Tudo na primeira pessoa. Um amigo internauta publicou seu auto-retrato psicológico e fez um resumo de suas manias. E concluiu com estas palavras: “Eu sou assim, eu vivo assim, sempre fui assim e quem não gostar de mim que vá comer capim lá no fundo no jardim”.

Narcisismo
Especialistas e educadores mais críticos dizem que “o Facebook acabou tornando-se uma obsessão nacional nos Estados Unidos, causando uma vasta perda de tempo e estimulando o narcisismo” entre milhões de pessoas, em especial entre os jovens.
O Facebook, além de ser uma coisa das mais chatas e aborrecedoras que eu conheci na internet, nos rouba um tempo precioso. Não tenho dúvida de que milhões de pessoas estejam perdendo centenas de horas por mês nessa rede. De meu lado, pergunto a mim mesmo: “Por que não ler mais, até em e-readers? Por que não ouvir mais Vivaldi, Bach, Beethoven, Mozart, temperados com o melhor do jazz e da MPB?”

Fundamentalistas
Para mim, pior do que tudo no Facebook é a reação primária e radical de muitos internautas, grosseiros, mal-educados e sempre agressivos diante de opiniões antagônicas, simplesmente porque pensam de forma diferente dos interlocutores. E não sabem emitir opinião sem carregar nos argumentos puramente ideológicos, político-partidários e de palanque. Outras vezes partem para o ataque funda-mentalista e radical.
Para crianças e adolescentes, acredito que o Facebook esteja até causando mais problemas do que benefícios. A revista norte-americana Consumer Reports publicou, aliás, o resultado de uma pesquisa mostrando que, em maio de 2011, havia no Facebook 7,5 milhões de contas de crianças com menos de 13 anos e 5 milhões com idade abaixo de 10 anos, numa clara violação dos termos de serviço da própria rede social.

Aprendizagem
Não pensem, meus amigos, que, diante de tudo isso, eu esteja propondo qualquer tipo de censura ao Face. Não, não. Absolutamente, não. Todas essas mazelas da rede decorrem do que eu considero ser ainda uma fase de aprendizagem. Com o tempo e com a elevação dos níveis de escolaridade e de cultura, a maioria dos usuários vai aprender a usá-la melhor.
Reitero e proclamo com toda convicção: a internet deve ser mantida totalmente livre de qualquer censura, pois ela é a mais aberta e mais democrática das instituições criadas pela humanidade.
De meu lado, estou jogando a toalha. Tenho coisa bem melhor a fazer do que me irritar neste hospício digital, nesta vanity fair e neste circo de besteiras.
Give me a break, friends.

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09/02/13

O que conta
A grande força do CES não está apenas na exposição de produtos, mas, no congresso – centenas de seminários, debates, mesas-redondas, super sessions e palestras dos líderes da indústria (os keynote speakers).
Além da eletrônica de entretenimento, o evento incluiu, pela segunda vez, uma seção de mais de 10 mil metros quadrados de fotografia, que passou a integrar a exposição e o congresso, substituindo o evento anual da Photo Marketing Association (PMA), que era realizado até 2011.
O que alguns jornalistas não avaliam corretamente, a meu ver, é a importância dos debates, seminários, palestras e entrevistas coletivas dos maiores especialistas em eventos como o CES e a IFA. A grade de programação do congresso deste ano, por exemplo, ofereceu mais de 1.500 apresentações, das quais pude assistir a algumas que me pareceram mais relevantes, como o seminário sobre o futuro TV 3D (3DTV 2020 Vision), o Impacto do Conteúdo e Tecnologias Revolucionárias (Contents & Disruptive Technologies), Conteúdo na Nuvem (Content in the Cloud), Tecnologia Emergente (Emerging Technology), Carros Conectados (Connect2Car: Optimizing the Connected Driver Experience) e outros.
Assisti, com muito interesse e proveito, às palestras dos principais keynote speakers que falaram neste CES, entre os quais os seguintes presidentes de grandes corporações: Paul Jacobsen, da Qualcomm; Kazuhiro Tsuga, da Panasonic; Stephen Woo, da Samsung; Lowell McAdam, da Verizon (operadora de telefonia móvel americana); Gary Shapiro, da Consumer Electronics Association. Além desses palestrantes, participei das entrevistas coletivas de fabricantes como LG, Fuji, Samsung, Intel, Ford Motor Co., Sony e Panasonic.
Não tenho dúvida de que a visão desses líderes e empresas nos pode dar uma boa contribuição para que entendamos melhor as grandes tendências da eletrônica de entretenimento nos próximos anos.
Esse foi, em síntese, meus amigos, o “evento decadente e sem importância” que não agradou a meia dúzia de meus colegas, jornalistas. Peço desculpas a todos eles, por discordar de sua avaliação. Mas continuarei a cobrir com os mesmos critérios o CES, a IFA Berlim e outros grandes eventos.

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26/01/13

Para alguns jornalistas brasileiros, o International Consumer Electronics Show (CES) é hoje “um evento decadente e sem importância”. Discordo radicalmente dessa avaliação e, como resposta, faço a seguir um balanço do CES 2013, realizado em Las Vegas de 6 a 11 de janeiro.

Imagens incríveis em ultradefinição
Comecemos pelos fatos. O CES deste ano lançou cerca de 20 mil produtos e apresentou os primeiros televisores comerciais com imagens Ultra High Definition (UHD) 4K, em 3D, ou seja, com definição de 8 milhões de pixels, que chegam ao mercado a partir deste mês. Além disso, superou todos os demais eventos de eletrônica do mundo, com 3 mil expositores, área útil de 180 mil metros quadrados e mais de 150 mil visitantes profissionais. A exposição mostrou uma dúzia de opções de televisores comerciais de 85, 100 e 110 polegadas de LED, 3D e ultradefinição 4K. E lançou os maiores televisores de LED orgânico (Oled), 3D e 4K, com telas de 65 a 85 polegadas. Um espetáculo visual insuperável, até aqui.
Na área de áudio high-end, apresentou os produtos de mais de 200 empresas de 50 países. A cada ano, o CES dá maior espaço à mobilidade, aos smartphones, aos tablets e todos os tipos de computadores portáteis. E ampliou ainda mais as seções dedicadas à automação de veículos, à casa digital e às aplicações mais interessantes e valiosas da eletrônica em saúde e forma física, em ambiente doméstico.
Tudo na nuvem

Ingressamos na era da nuvem
Outra novidade entre os lançamentos comerciais foram os jogos na nuvem. Embora o conceito de computação em nuvem já tenha alguns anos, as ofertas de serviços e conteúdos ainda eram relativamente pequenas. A nuvem marca, na verdade, um novo momento na ampliação do mercado de diversos conteúdos, de que é melhor exemplo a promoção do Projeto Ultravioleta feita no CES 2013. Para quem não se lembra, o Ultraviolet Project, lançado há dois anos, oferece diversos conteúdos na nuvem – entre os quais filmes, DVDs, blu-rays, CDs e aplicativos. Só nos últimos meses, entretanto, o projeto começou a decolar. Talvez estejamos ingressando na era da nuvem, no comércio eletrônico de conteúdos.
Embora já contasse com a adesão de empresas como a Microsoft, HP, Sony, Apple, Panasonic, Samsung e estúdios de Hollywood, o projeto Ultravioleta era pouco mais do que uma ideia ousada. O cliente compra conteúdos de um CD, de um DVD ou de aplicativos dessas empresas, mas não leva nada para casa, a não ser um código de acesso ao conteúdo pela internet. O conteúdo fica na nuvem. Com isso, o cliente pode acessar seus filmes, músicas ou aplicativos onde estiver e quando quiser. Um dos melhores avanços do projeto é o lançamento de um servidor doméstico que armazena seus filmes, numa espécie de nuvem particular acoplada à sua TV a cabo, e permite baixar todos os DVDs e blu-rays que o cliente comprou ou alugou.
Evento decadente?
Com base nesses fatos e números, não tenho dúvida em afirmar que o CES 2013 tem cumprido sua finalidade básica: dar ao visitante um retrato abrangente e fiel do estado atual da indústria eletrônica de entretenimento no mundo e das grandes tendências da tecnologia nessa área.
Evento atraiu 5 mil jornalistas
Por que desqualificar, a priori, esse evento? Talvez por terem outras expectativas, meia dúzia de jornalistas brasileiros e dois norte-americanos insistem em desqualificar o CES, como evento “decadente”.
Não concordo com as críticas desses papas da tecnologia. Nada tenho contra esses meus colegas, nem vou citar nomes aqui. Meu objetivo é mostrar minha avaliação e as razões pelas quais discordo desse juízo depreciativo. E, para minha surpresa, essa avaliação foi encampada até por um colunista brasileiro que sequer viajou a Las Vegas. Ele não viu e não gostou. Como pode alguém fazer qualquer tipo de crítica sobre um grande evento que não visitou? É claro que essa não foi a visão da maioria dos jornalistas e blogueiros brasileiros e internacionais, que, aliás, fizeram excelente trabalho de cobertura do CES 2013.           (Continua)

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12/01/13

Para ser vista do espaço
Da janela de meu quarto, no vigésimo andar do hotel Mandalay Bay, tenho agora uma vista preciosa de Las Vegas, esta cidade surrealista. Mais do que Nova York, é ela a cidade que nunca dorme. É exemplo do que poderíamos chamar de urbe psicodélica. Por suas luzes e a loucura de sua arquitetura, ela me parece sempre um sonho. Ouvi de um astronauta o testemunho de que, vista lá da Estação Espacial Internacional, Las Vegas é a cidade mais luminosa do planeta.
Aqui estive em 1970, quando cobri pela primeira vez uma edição do Consumer Electronics Show (CES), que já era o maior evento de eletrônica de entretenimento do mundo. As mudanças na cidade foram profundas nos últimos 43 anos. Sua população metropolitana saltou de 120 mil habitantes para mais de 2 milhões. Um aumento de quase 20 vezes. É a maior cidade norte-americana fundada no século 20 (em 1905). Turismo, jogo e entretenimento rendem bilhões de dólares por ano. A permissividade extrema lhe deu o apelido de Cidade do Pecado, ou Sin City, o que, talvez, explique o fato de ser a campeã mundial de suicídios e de divórcios.

O bizarro inevitável
Muito além do jogo, no entanto, Las Vegas tem coisas extraordinárias e surpreendentes, como os espetáculos do Cirque du Soleil, os concertos e shows de artistas famosos, a infraestrutura incomparável de seu imenso centro de convenções, de seus luxuosos hotéis e finos restaurantes. Tudo isso fez de Las Vegas um dos centros mundiais da indústria de feiras e eventos de grande porte, superando Hanôver e Frankfurt, na Alemanha.
Acabo de chegar para mais uma cobertura do CES e fico admirado diante da diferença que 43 anos podem fazer na história da humanidade. Não apenas na política internacional ou na economia, mas, em especial, na tecnologia. Voltemos a 1970 para conferir, meus amigos. Naquele ano, a humanidade não dispunha de computadores pessoais, nem de CDs, de TV digital, de DVDs, de blu-rays, de celulares, de internet, de tomografia computadorizada ou de imagens de vídeo de alta definição. Quando converso com meus netos, adolescentes, eles me perguntam, admirados: “Como era viver num mundo sem computador, celular e internet?”
Esta reflexão me veio à mente logo que o avião começou a aproximar-se de Las Vegas. Aqui estou novamente, para a quadragésima terceira cobertura desta feira de eletrônica.

Telas flexíveis para smartphones
Entre centenas de inovações que verei estão as telas flexíveis, os tabets multiformatos, os novos televisores de ultradefinição (UD, 4K) com 8 milhões de pixels, em lugar dos 2 milhões da HD normal, a tecnologia vestível (como os óculos do Google que mostram seus e-mails), os jogos na nuvem (cloud gaming), os equipamentos indestru-tíveis, o comando vocal no carro, as supertelas HD nos smartphones, a queda de preços dos televisores de LED orgânico (OLED) e toda a parafernália eletrônica para saúde e boa forma física.
Durante uma semana do CES 2013, cerca de 120 mil pessoas visitarão seus 3 mil estandes (450 dos quais de empresas chinesas), numa área total de 140 mil metros quadrados. Para atualizar conhecimentos e entender melhor as tendências, este CES nos permite ouvir palestras dos mais respeitados especialistas e entrevistar líderes da indústria sobre tudo que vem por aí na eletrônica, em especial nas áreas de mobilidade, áudio, vídeo e multimídia.
Ao longo de mais de quatro décadas, esta Feira de Las Vegas me proporcionou a oportunidade de ouvir algumas celebridades, como Akio Morita, ex-presidente da Sony; Bill Gates, da Microsoft; Steve Jobs, da Apple; John Chambers, da Cisco; Craig Barrett e Paul Otellini, da Intel; Larry Page, do Google; além de visionários como Alvin Toffler, Nicholas Negroponte ou Don Tapscott.

Tudo para ouvir os experts
Muitas vezes permaneci numa longa fila, durante três horas, em pé, com mais de 2 mil jornalistas, para garantir um lugar no auditório onde Bill Gates falaria, como keynote speaker, na pré-abertura do CES, até sua despedida em 2008, quando deixou a posição de presidente da Microsoft.
Quando olho para trás, fico impressionado com o número de inovações e de mudanças tecnológicas ocorridas ao longo de quatro décadas. A maioria dessas tecnologias e produtos foi lançada no CES nos últimos 40 anos.
Confira: em 1970, o gravador de videocassete (VCR). Em 1974, o toca-discos para laser discs, o bolachão com som digital e imagem analógica. Em 1975, o Pong, videogame pioneiro da Atari. Em 1979, o primeiro Walkman, reprodutor de fita cassete da Sony, com fones de ouvido de maior eficiência. Em 1981, câmeras gravadoras (camcorders) do formato VHS para videocassete. Em 1982, o pré-lançamento do compact disc (CD) e de seu toca-discos (CD player); o microcomputador Commodore 64. Em 1984, o Amiga, microcomputador. Em 1985, o videogame Nintendo Entertain-ment System (NES), apelidado de Nintendinho no Brasil. Em 1988, o jogo eletrônico Tetris. Em 1991, CD-i ou CD interativo. Em 1993, minidisc digital de áudio. Em 1994, receptor de televisão via satélite. Em 1995, jogo eletrônico Virtual Boy.
Em 1996, o DVD. Em 1998, a TV digital de alta definição (HDTV). Em 1999, gravador pessoal de vídeo ou PVRs (personal video recorder, ou PDR, de personal digital recorder). Em 2001, primeiro televisor de plasma. O Xbox, da Microsoft. Em 2004, bluray disc e HD-DVD, os DVDs de alta definição. Em 2005, primeira demonstração de IPTV com imagens de alta qualidade. Em 2006, Ultra High Definition TV (U-HDTV), da japonesa NHK, com 32 milhões de pixels em telões de 11 metros de diagonal. Em 2008, protótipos de TV a laser e TV tridimensional. Em 2009, protótipos de TV a LED e OLED. Em 2010 e 2011, os televisores de ultradefinição, ainda como protótipos.
Você se lembraria de tudo isso? Se quiser acompanhar as novidades esta semana, ouça meus podcasts ao vivo, na Rádio CBN, às 6h55, às 13h15 e 18h15, diretamente de Las Vegas. Superabraços para todos.

Ethevaldo Siqueira é jornalista especializado em telecomunicações e professor universitário, e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.


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