23 Apr 2019

06 de Abril de 2019

Novos

O presidente Jair Bolsonaro terá que escolher, nos próximos meses, dois novos ministros para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os mandatos de Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira se encerram, respectivamente, em 27 de abril e 9 de maio. Admar e Tarcísio foram efetivados no TSE pelo então presidente Michel Temer (MDB), e participaram do julgamento da chapa encabeçada por Dilma Rousseff, por abuso de poder político e econômico na campanha de 2014. Tarcísio e Admar votaram para livrar Temer, já na Presidência, e Dilma, cassada, da condenação.

 

Golpe

O Palácio do Planalto distribuiu, no domingo (31) de março, vídeo em defesa ao golpe militar de 1964, que completou 55 anos. No material, fato histórico da derrubada de João Goulart do poder, que marcou o início de 21 anos do regime militar, é classificado como um movimento para conter o avanço do comunismo no País. “O Exército nos salvou. Não há como negar. Não dá para mudar a história”, diz o apresentador do vídeo.

 

2060

O Brasil investe, em média, R$ 10 bilhões por ano em saneamento básico, menos da metade do previsto para chegar a 2033 com 100% de cobertura de água e esgoto, como prevê o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). Hoje, 100 milhões de brasileiros, praticamente a metade da população do País, não têm acesso à coleta de esgoto e no ritmo atual, só será atingida a universalização do serviço em 2060.

 

Sem água

Pelo menos 35 milhões de brasileiros vivem sem abastecimento de água encanada nas periferias do País. A cada 100 litros de esgoto lançados no meio ambiente, diariamente, 48 litros não são coletados. Cerca de 1,5 bilhão de m³ de esgoto coletado não é tratado.

 

Respeito

O primeiro teste do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a Reforma da Previdência, na audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), acabou em troca de ofensas. O “tumulto” foi só o início dos embates a ser travados em cerca de 20 sessões da Comissão Especial e das votações no plenário. “Eu não vim aqui para ser desrespeitado (...) Tchutchuca é a mãe, é a avó, respeita as pessoas”, disse Guedes após ser provocado pelo deputado Zeca Dirceu (PT).

 

Cabeça

O ex-presidente Michel Temer (MDB) se tornou réu pela quarta vez neste ano, após decisão da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Temer é acusado, junto a outras três pessoas, de lavagem de dinheiro na reforma da casa de sua filha, Maristela Temer. O custo estimado das obras, realizadas entre 2013 e 2015, foi de R$ 1,6 milhão. Em artigo, publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo, na quinta (4), Temer desabafa: “antes era dinheiro dos portos, depois da JBS, depois da construção de Angra. Esses senhores não sabem o que fazem! Apenas sabem que é preciso, em busca do poder, obter um troféu: a minha cabeça. E é incrível a velocidade do MPF”.

 

Dívidas

Cuba, Venezuela e Moçambique têm, juntos, R$ 2,3 bilhões em dívidas atrasadas com o BNDES. Caso não paguem, o governo brasileiro deverá arcar com o rombo. O caso da Venezuela, com o governo de Nicolás Maduro é o mais complicado: os atrasos começaram em setembro de 2017 e já somam R$ 1,6 bilhão. A situação é crítica, a ONU calcula que 7 milhões de venezuelanos, ou seja, uma de cada quatro pessoas no país, precisem de ajuda humanitária urgente.

 

Online

O ministro da Justiça, Sergio Moro, estreou no mundo virtual. Moro criou conta no Twitter e já possui mais de 500 mil seguidores. “Resolvi aderir ao twitter, pois é um instrumento poderoso de comunicação. A ideia é divulgar os projetos e as propostas do Ministério da Justiça e Segurança Pública”, escreveu.

 

Distribuição

São Bernardo fará distribuição dos remédios de alto custo. O município é o primeiro a garantir a descentralização do serviço que era prestado apenas no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), na quarta (3), junto ao prefeito Orlando Morando, e a deputada estadual Carla Morando. A unidade do Poupatempo de São Bernardo receberá toda a estrutura para realizar o serviço.

 

COI

Doria ainda anunciou, na quarta (3), a implantação do Centro de Operações Integradas (COI) em São Bernardo. O equipamento será o primeiro do Estado e vai integrar as Policias, Civil e Militar, e ainda a Defesa Civil. O local escolhido para instalação é um prédio anexo ao restaurante ‘Bom Prato’, no Centro, que serve refeições a preços acessíveis à população de baixa renda. As obras do COI deverão ficar prontas em agosto.

 

Sem motivo

Empresa de grande porte, cuja sede é às margens do Rio Tamamduateí, na Av. do Estado, em Santo André, afirmou não ter motivo pa-ra comemorar o aniversário da cidade. Teve interrompida, por 12 dias, sua produção, devido às últimas chuvas que atingiram o município.

Santo André completa 466 anos, nesta segunda (8). O nome do município teve origem na antiga vila de Santo André da Borda do Campo. A vila foi fundada por João Ramalho, que se casou com a índia Bartira ("flor de árvore", em tupi), filha do cacique Tibiriçá, da tribo dos Guaianases. Em 8 de abril de 1553, o seu pedido de transformar a região em que vivia em Vila foi atendido pelo governador-geral Tomé de Sousa.
Em 1558, Ramalho passou a governar a vila como alcaide-mor. Em 1560, devido às rivalidades entre os padres jesuítas de Piratininga e o alcaide, além dos conflitos com os povos indígenas da Confederação dos Tamoios, o governador-geral Mem de Sá decidiu transferir a vila para os campos de Piratininga, onde, desde 1554, já se localizava o Colégio de São Paulo, erguido no atual Pátio do Colégio.
O povoado que viria a constituir a cidade de Santo André surge com a inauguração da estação de trem São Bernardo, da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, em 16 de fevereiro de 1867. Esta estação se situava na então Freguesia de São Bernardo, vinculada à cidade de São Paulo.
O nome "Santo André" ressurge em 1910, com a criação de um distrito às margens da São Paulo Railway ou Estrada de Ferro Santos Jundiaí. Nesta época, a região constituía o bairro da Estação, do município de São Bernardo. E, por meio da Lei nº 1.222-A de 14/12/1910, foi criado o Distrito de Paz de Santo André, compreendendo o bairro da Estação.
Em 1938, o interventor federal Ademar de Barros determina, pelo Decreto nº 9.775 de 30/11/38, que o Distrito de Santo André passa a ser a sede do município, e não mais a vila de São Bernardo, o que se justifica-ria pela maior prosperidade do Distrito de Santo André, em virtude da proximidade com a ferrovia. O próprio nome do município é alterado para Santo André e a antiga sede municipal passa a ser considerada como o Distrito de São Bernardo, que posteriormente reobtém sua autonomia, em 1944.
Atualmente, Santo André tem população estimada de 716.109 habitantes, em área de 175,782 km². O último Censo, realizado em 2010, apontava população de 676.407 habitantes, sendo 324.458 homens e 351.949, mulheres. A cidade possui PIB per capita de R$ 36.249,85 e Índice de Desenvolvimento Humano em 0,815 (2010), o 7º maior do Estado.
Santo André é a 8ª cidade mais desenvolvida do Estado de São Paulo e a 15ª em todo o Brasil. É a 10ª maior economia do Estado e ocupa a 29ª posição no País, segundo dados do PNUD/ONU.
O município está inserido em um dos maiores parques industriais da América Latina, com destaque para os setores de Química, Borracha e Metalurgia, em uma diversificada rede de produtos industriais. Estão inseridas na cidade cerca de 36.196 empresas, que geram mais de 207.327 empregos qualificados.
Apesar do processo de desindustrialização que assola o ABC, Santo André obteve saldo positivo de empregos no município, neste primeiro bimestre de 2019, liderando a geração de empregos no ABC, segundo dados do CAGED. Só no município, foram gerados 1.085 empregos formais. O município também já recuperou boa parte da sua saúde financeira. Segundo o prefeito Paulo Serra, há cerca de R$ 500 milhões em investimentos em Santo André.

Santo André completa 466 anos, nesta segunda (8). O nome do município teve origem na antiga vila de Santo André da Borda do Campo. A vila foi fundada por João Ramalho, que se casou com a índia Bartira ("flor de árvore", em tupi), filha do cacique Tibiriçá, da tribo dos Guaianases. Em 8 de abril de 1553, o seu pedido de transformar a região em que vivia em Vila foi atendido pelo governador-geral Tomé de Sousa.
Em 1558, Ramalho passou a governar a vila como alcaide-mor. Em 1560, devido às rivalidades entre os padres jesuítas de Piratininga e o alcaide, além dos conflitos com os povos indígenas da Confederação dos Tamoios, o governador-geral Mem de Sá decidiu transferir a vila para os campos de Piratininga, onde, desde 1554, já se localizava o Colégio de São Paulo, erguido no atual Pátio do Colégio.
O povoado que viria a constituir a cidade de Santo André surge com a inauguração da estação de trem São Bernardo, da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, em 16 de fevereiro de 1867. Esta estação se situava na então Freguesia de São Bernardo, vinculada à cidade de São Paulo.
O nome "Santo André" ressurge em 1910, com a criação de um distrito às margens da São Paulo Railway ou Estrada de Ferro Santos Jundiaí. Nesta época, a região constituía o bairro da Estação, do município de São Bernardo. E, por meio da Lei nº 1.222-A de 14/12/1910, foi criado o Distrito de Paz de Santo André, compreendendo o bairro da Estação.
Em 1938, o interventor federal Ademar de Barros determina, pelo Decreto nº 9.775 de 30/11/38, que o Distrito de Santo André passa a ser a sede do município, e não mais a vila de São Bernardo, o que se justifica-ria pela maior prosperidade do Distrito de Santo André, em virtude da proximidade com a ferrovia. O próprio nome do município é alterado para Santo André e a antiga sede municipal passa a ser considerada como o Distrito de São Bernardo, que posteriormente reobtém sua autonomia, em 1944.
Atualmente, Santo André tem população estimada de 716.109 habitantes, em área de 175,782 km². O último Censo, realizado em 2010, apontava população de 676.407 habitantes, sendo 324.458 homens e 351.949, mulheres. A cidade possui PIB per capita de R$ 36.249,85 e Índice de Desenvolvimento Humano em 0,815 (2010), o 7º maior do Estado.
Santo André é a 8ª cidade mais desenvolvida do Estado de São Paulo e a 15ª em todo o Brasil. É a 10ª maior economia do Estado e ocupa a 29ª posição no País, segundo dados do PNUD/ONU.
O município está inserido em um dos maiores parques industriais da América Latina, com destaque para os setores de Química, Borracha e Metalurgia, em uma diversificada rede de produtos industriais. Estão inseridas na cidade cerca de 36.196 empresas, que geram mais de 207.327 empregos qualificados.
Apesar do processo de desindustrialização que assola o ABC, Santo André obteve saldo positivo de empregos no município, neste primeiro bimestre de 2019, liderando a geração de empregos no ABC, segundo dados do CAGED. Só no município, foram gerados 1.085 empregos formais. O município também já recuperou boa parte da sua saúde financeira. Segundo o prefeito Paulo Serra, há cerca de R$ 500 milhões em investimentos em Santo André.

A programação de aniversário da cidade conta com 20 inaugurações, eventos culturais e lançamento de projetos. Confira alguns destaques. A programação completa pode ser conferida pelo site: http://www3.santoandre.sp.gov.br/santoandre466anos/

Sábado (6)

- das 9h às 20h – Festival de Flores (Ginásio do Parque Celso Daniel)

- das 10h às 12h- 3ª Caminhada de Conscientização ao Dia do Autista (Grand Plaza Shopping)

- às 11h- entrega da reforma do Museu do Castelo (Paranapiacaba)

- às 19h – Cinema ao Ar Livre no Parque Central

 

Domingo (7)

- 7h- Corrida do Bem (estacionamento do Paço Municipal)

- 10h30- apresentação da Orquestra Sinfônica de Santo André e Festival Multicultural (no Parque Central)

- 10h30- Inauguração da Creche Cata Preta

 

Segunda (8)

8h- Homenagem a João Ramalho (Paço Municipal)

8h às 13h- Lançamento do projeto Campos de Paranapiacaba e Jogo das Celebridades (Estádio Bruno José Daniel)

9h30- Lançamento do Selo da cidade (Praça dos Correios)

10h- Abertura da Cafeteria Nacional na Casa da Palavra (Praça do Carmo)

 

Terça-feira (9)

19h- sessão solene de aniversário da cidade na Câmara Municipal

 

Sexta-feira (12)

- Lançamento Quarteirão da Segurança (Vila Mazzei)

 

Saábdo (13)

9h- Inauguração CEU das Artes Ana Maria

 

Domingo (14)

8h- Mega Pedal – 30km (Espelho d’água)

9h- Entrega de 828 matrículas do Conjunto Habitacional Alzira Franco II

11h- Inauguração Policlínica e Clínica da Família Humaitá

 

Quarta-feira (17)

19h- apresentação do projeto de restauro do Teatro Carlos Gomes

 

Sábado (27)

10h- Inauguração UPA Perimetral (Vila Assunção)

 

Domingo (28)

12h às 22h- Feira da Fraternidade (Estacionamento Paço Municipal)

 

O prefeito de Santo André, Paulo Serra, neste aniversário de 466 anos da cidade, em entrevista exclusiva à Folha do ABC , revelou que o município entrou no ritmo do desenvolvimento, possui R$ 500 milhões em investimentos em obras na Educação, na Saúde, na Infraestrutura. Serão 25 entregas só no mês de abril. Paulo Serra ainda anunciou que irá resgatar dois símbolos de Santo André, a Feira da Fraternidade e o Teatro Carlos Gomes. E enfatizou que a cidade tem descoberto novas vocações econômicas, como por exemplo, na área gastronômica. Segundo o prefeito, Santo André virou um Polo Gastronômico, sem ter planejado isso. “Temos o sentimento de que a cidade está melhor e que vai melhorar, ainda mais, nos próximos dois anos, até porque o melhor da nossa gestão ainda está por vir”, disse.

Folha do ABC - O primeiro ano da sua gestão for marcado pelo choque de gestão, colocar a casa em ordem; o segundo, a partir do que foi implementado foi os colher os frutos que foram plantados, com entregas. O terceiro ano será pautado pelo que? (breve relato) Até o momento do Plano de Governo, quanto (%) já foi executado?

Paulo Serra - Temos muito orgulho de dizer que, além deste choque de gestão, adotado no início, ter acabado com privilégios, ter recuperado a saúde financeira da cidade, ter elevado nossa classificação econômica de E para B, temos hoje, em andamento, R$ 500 milhões em investimentos em obras na Educação, na Saúde, na Infraestrutura da cidade. Obras que vão contribuir de maneira significativa na melhoria da qualidade de serviços públicos. Então, o ano de 2019, começamos dizendo que quem poderia acreditar que chegaríamos tão longe, em tão pouco espaço de tempo, com 11 equipamentos que já foram entregues na Saúde; com dez creches em construção; com o ‘Banho de Luz’, que já trocamos 50 mil pontos de iluminação; com recorde de geração de empregos; a proibição dos radares móveis, com a queda do número de acidentes. Ainda temos uma série de programas, como a recuperação de símbolos, do Sabina, do Banco de Alimentos, os parques da cidade, Paranapiacaba, etc. Já tiramos 60% do Plano de Governo do papel e queremos, até 2020, entregar 100% do que foi combinado com a cidade em 2016.

Folha - Quais as áreas que terão maior destaque no seu governo, neste terceiro ano?

Serra - E agora, esses frutos vão ganhar um ritmo mais intenso de entregas. Só no mês de abril, no total, serão 25 entregas. Começamos com entregas de creches, das dez creches, seis entregamos neste ano, a primeira será agora, no Cata Preta. Também temos três novos equipamentos de Saúde, que serão entregues, a UPA Perimetral, a Policlínica Humaitá e o Reabilita, o centro de especialidades para pessoas com deficiências; iremos anunciar, também,em maio, a 2ª fase do programa ‘QualiSaúde’, com mais 15 unidades que serão modernizadas até o final do ano; teremos o início do programa de asfaltamento, o ‘Rua Nova’. Este ano é um ano com muito investimento em infraestrutura, iremos entregar a ponte de Santa Terezinha, e começaremos as obras dos dois viadutos, primeiro o Adib Chammas, no Centro, e posteriormente, o viaduto Castelo Branco. Também temos uma sequencia de entregas, na área da Habitação, mais de 2 mil escrituras para serem entregues, em abril, no Capuava e no Alzira Franco e dentro do resgate de símbolos e também do trabalho feito pelo Núcleo de Inovação Social, temos o grande evento do mês que é o resgate da Feira da Fraternidade, e também a ampliação do programa ‘Moeda Verde’.  Na Cultura, teremos como destaque o novo Teatro Carlos Gomes e a entrega do Museu Castelinho, em Paranapiacaba.

Além disso, na área de Segurança, temos um importante equipamento que é nossa central de monitoramento e o Quarteirão da Segurança, que é uma delegacia 24 horas, no Jardim do Estádio, que é um pedido, há mais de dez anos, para toda a população daquela região. O equipamento será referência, além da delegacia, será um Centro da Guarda Municipal e um Centro de Assistência Social, no que estamos chamando de Quarteirão da Segurança 24 horas, 7 dias por semana, para atender as pessoas. Destaco também a Central de Monitoramento, na área de Segurança. Estamos triplicando o número de câmeras na cidade. Será o ‘Big Brother’ Santo André. Nossa cidade será uma das mais monitoradas do Brasil, e essa central de monitoramento será aqui no 3º andar da Prefeitura. A previsão de entrega é dia 26 de abril.

É uma intensidade de entregas, de trabalho, de melhorias do serviço público. Estou muito otimista, pois o novo modelo de gestão que implementamos têm trazidos resultados. É nítido que Santo André está de novo no caminho do crescimento, do desenvolvimento e a população irá colher muitos frutos do nosso trabalho. A cidade tem muito o que comemorar, neste novo ritmo, que começamos a imprimir, de entregas e de melhorias dos serviços públicos.

Folha - O ABC foi mencionado como símbolo da desindustrialização no País em uma reportagem do Valor Econômico. Somado a isso, o banco holandês Rabobank, apontou data para a nova recessão: a partir de maio de 2020. E ainda o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma desaceleração nos próximos anos, devido ao esfriamento de economias avançadas. Com essa onda desfavorável, como Santo André poderá sobreviver a crise?

Serra - Ainda temos um grau de endividamento de curto e médio prazo que ainda prejudica a capacidade de investimento. Melhorou de maneira significativa as dívidas deixadas pelas últimas gestões, dos R$ 320 milhões, já quitamos R$ 200 milhões, e já pagamos mais de R$ 224 milhões de precatórios, de dívidas de longo prazo. Sem dúvida que a cidade entrou num ritmo de desenvolvimento, claro, que poderia ser mais acelerado. Mas, essa crise que está prevista para o ano que vem, se nós tivermos aprovado a Reforma da Previdência, e a Reforma Política, essencialmente, acredito que o mercado vai responder positivamente, talvez não no ritmo desejado, mas, teremos um crescimento da economia. Santo André está preparada para colher os bons frutos macroeconômicos. A cidade, inclusive, destacado no Caged, de janeiro e fevereiro, foi o município do ABC que mais gerou empregos. Ainda recebemos boas notícias nestes últimos meses, R$ 600 milhões de investimentos da Braskem, mais R$ 90 milhões da Unipar, mais R$ 15 milhões da Solvay, antiga Rhodia, que são grandes investidores. Temos recebido grandes grupos de mercado, varejo, e também na área gastronômica, temos o anúncio do Jeronimo, da rede Madero, que está em processo de finalização, no bairro Jardim. Temos o Coco Bambu, o Jangada, Roldão, Assaí Atacadão, o Mercadocar. Tivemos no total, mais de R$ 300 milhões em investimentos. Também teremos a Royce, indústria de ar condicionado, que terá unidade na Av.do Estado, que inicia suas atividades, neste ano.

Infelizmente, o fato é que o ABC, nos últimos dez anos, dormiu em berço esplêndido, acreditando que a velha indústria voltaria para nossa região ou permaneceria aqui, sem tomarmos nenhuma medida do ponto de vista regional e estrutural. As Prefeituras, muitas vezes, agem individualmente, mas, se esse trabalho for coordenado, enxergamos claramente, que os frutos podem ser mais efetivos, para não corrermos o risco de perder esses grandes grupos. E para que eles voltem a investir em novas plantas, em novas atividades, na nossa região. Também devemos descobrir novas vocações econômicas. Santo André, por exemplo, virou um Polo Gastronômico, sem ter planejado isso. Hoje, comportamos, sem sombra de dúvidas, o maior número de alternativas de todo o ABC. Não é a mesma característica do emprego industrial, temos menos valor agregado, mas, gera empregos.

 

Folha Qual o presente que o sr. gostaria de dar à cidade e aos munícipes neste aniversário de 466 anos?

Serra - O grande presente que quero dar é transferir para as pessoas o sentimento de otimismo que temos de que a cidade voltou a crescer e voltou para o caminho correto de melhoria da qualidade de vida das pessoas. Temos convicção que isso está acontecendo. E quero chegar e falar ao maior número de pessoas possíveis para que elas compartilhem deste sentimento e voltem a ter orgulho da cidade, que é o orgulho que voltamos a sentir depois de um longo tempo, e temos hoje, de maneira muito intensa. Santo André está de volta no seu protagonismo, não tenho dúvida disso, e o melhor, ninguém acreditava que seria possível isso, então curto espaço de tempo pelo estado falimentar que assumimos a cidade em 2017. E o grande presente é esse, as pessoas compartilharem deste sentimento. É um sentimento de que a cidade está melhor e que vai melhorar, nos próximos dois anos, até porque o melhor da nossa gestão ainda está por vir.

Influenciado pela expectativa de reformas que desonerem a produção industrial e pelo lento ritmo de retomada da economia, o Índice de Confiança da Indústria (ICEI) do ABC baixou ao longo do último ano, passando de 65,6 pontos em janeiro de 2018 para 61,5 pontos em fevereiro de 2019.  O resultado se deve em especial à redução do indicador sobre as condições das empresas, que saiu de uma confiança de 62,5 pontos em janeiro de 2018 para 50 pontos em fevereiro último.

Na contramão das pesquisas com indústrias brasileiras e paulistas, que melhoraram seus ICEIs, o menor otimismo no ABC paulista se deve à concentração industrial da região, onde é maior o impacto das quedas na demanda interna, nas exportações e nos empregos formais provocadas pela prolongada recessão econômica brasileira. No Brasil, o ICEI subiu de 59,3 pontos em janeiro do ano passado para 64,5 em fevereiro último e em São Paulo, de 58,8 para 65,7.

Quanto mais próximo de 100, melhor é a avaliação de um cenário otimista. Abaixo de 50, a sensação é de pessimismo, com estoques aquém do planejado e uso da capacidade instalada menor que o usual. Melhorias nesse cenário dependerão de o novo governo colocar efetivamente a economia para andar.

“A capacidade do governo de estabelecer diretrizes claras refletirá nas perspectivas de crescimento e no nível de confiança do setor produtivo. Em que pese sua importância, a reforma previdenciária não basta para recolocar a atividade produtiva na rota de crescimento, como por vezes é dito”, adverte o economista Sandro Maskio, coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo. Ele adverte para a necessidade de uma política industrial robusta, alertando para a queda progressiva da indústria na formação do PIB brasileiro, que saiu de 23,2% em 2010 para 18,4% em 2018.

A Metodista elabora a cada trimestre o Boletim IndústriABC com base em recorte regional do ICEI levantado nacionalmente pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e entre indústrias paulistas pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Ao longo dos últimos 12 meses, segundo a Sondagem Industrial para o ABC, em apenas três meses os empresários declararam ter ocorrido aumento do volume de produção, contra oito meses no Brasil e sete meses no Estado.

Menos empregos

A utilização da capacidade instalada no ABC está em 66%, pouco acima do observado há um ano, aproximando-se da média nacional. Ao mesmo tempo, a perspectiva de geração de empregos permanece estável (próxima a 50 pontos), apontando para a lenta retomada da atividade e de desconfiança em torno de sua robustez. Segundo dados do Ministério da Economia, entre 2012 e 2017 o ABC perdeu mais de 68 mil empregos industriais formais.

O principal problema enfrentado pelo setor industrial, conforme os gestores, é a falta de demanda interna, apontada por 61,5% no ABC, 41,2% em São Paulo e 27,9% no Brasil. Puxada pelo setor automobilístico, a intenção de investimentos pela indústria do ABC caiu de 55,3 pontos em fevereiro de 2018 para 48,1 em dezembro. No mesmo período, a evolução na quantidade de exportação baixou da faixa dos 60 pontos em fevereiro para 41,7 em dezembro passado, assim como a expectativa com a evolução da demanda passou de 65 para 58,9 pontos.

“Nos últimos meses o ABC se deparou com cenário turbulento no setor industrial, em especial pela ameaça da General Motors de interromper as operações em São Caetano e com o efetivo fechamento da Ford Caminhões em São Bernardo”, aponta professor Maskio, acrescentando que a influência dessas posturas aparecerá na pesquisa do próximo trimestre.

Veja a íntegra do 11º IndústriABC em https://bit.ly/2OLR2VW


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