20 Jan 2021

São Paulo começou a vacinar a população contra a COVID-19 neste domingo (17). A imunização teve início após a aprovação do uso emergencial da vacina do Instituto Butantan pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A primeira brasileira vacinada contra o coronavírus é Mônica Calazans, 54, enfermeira da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Neste primeiro dia de campanha, profissionais de saúde de hospitais de referência no combate à pandemia e integrantes de populações indígenas começaram a ser vacinados em uma sala dedicada do Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

"Hoje é um dia muito especial para milhões de brasileiros que estão sofrendo com a COVID-19 em hospitais, centros de atendimento e em suas casas. E também aos que estão em quarentena, se protegendo e ajudando a proteger suas famílias. Hoje é o Dia V, o dia da vacina, da vitória, da verdade e da vida. Quero dedicar este dia aos familiares dos 209 mil mortos pela COVID-19", afirmou o Governador.

Doria estendeu os agradecimentos aos profissionais de saúde que participaram do estudo clínico da vacina do Butantan no Brasil. "São heróis cujo trabalho é salvar vidas, proteger as pessoas, dar esperança e garantir, se possível, a vida e a existência. A coragem destes quase 13 mil voluntários vai ajudar a salvar milhões de brasileiros a partir de agora."

A partir desta segunda (18), entra em operação o plano logístico de distribuição de doses, seringas e agulhas, com envio das grades para imunização de trabalhadores de saúde de seis hospitais de referência do estado: HCs da Capital e de Ribeirão Preto (USP), HC da Campinas (Unicamp), HC de Botucatu (Unesp), HC de Marília (Famema) e Hospital de Base de São José do Rio Preto (Funfarme).

As unidades foram selecionadas para a fase inicial porque são hospitais-escola regionais, com maior fluxo de pacientes em suas áreas de atuação. Todos devem iniciar nesta semana a vacinação de suas equipes, que totalizam 60 mil trabalhadores.

Na sequência, grades de vacinas e insumos também serão enviadas a polos regionais para redistribuição às Prefeituras, com recomendação de prioridade a profissionais de saúde que atuam no combate à pandemia. Os municípios também deverão imunizar a população indígena com apoio de equipes da atenção primária do SUS, segundo as estratégias adequadas ao cenário local.

"Começamos a vacinar a população e isto é um grande passo na tarefa de salvar vidas, que é a prioridade máxima do Governo de São Paulo", afirmou o Secretário da Saúde Jean Gorinchteyn. "Recomendamos que municípios priorizem a aplicação das primeiras doses em profissionais da saúde que atuam em serviços dedicados ao combate à COVID-19 e são fundamentais para o atendimento à população."

Cada hospital será responsável pelo preenchimento dos sistemas de informação oficiais definidos pela Secretaria da Saúde para monitoramento da campanha.

A divisão das grades considerou o quantitativo proporcional de vacinas esperado para São Paulo conforme o PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde. O total de 1,5 milhão de doses é a referência para trabalhadores de saúde baseado na última campanha de vacinação contra a gripe.

A campanha de imunização contra a COVID-19 em São Paulo será desenvolvida segundo a disponibilidade das remessas do órgão federal. À medida que o Ministério da Saúde viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação contra a COVID-19 serão divulgadas pelo Governo de São Paulo.

Vanuzia Costa Santos, 50 anos, moradora da aldeia multiética Filhos dessa Terra, localizada no bairro Cabuçu Guarulhos, é a primeira indígena do Brasil a se vacinar contra a COVID-19.

Técnica de Enfermagem e Assistente Social, é também Presidente do Conselho do Povo Kaimbé, originário do Nordeste, por quem decidiu estudar, lutar por direitos, e um dia retornar para cuidar dos moradores da aldeia de Massacará, na cidade de Euclides da Cunha, Bahia, onde nasceu. Hoje, Massacará tem cerca de 200 famílias, cerca de outras 180 famílias deste povo residem em SP atualmente.

Veio para o Estado de São Paulo em 1988 para trabalhar e crescer na carreira.

Fiquei muito feliz de participar deste momento. Sou defensora da vida, de outras vacinas, da prevenção, saúde. Devemos valorizar a educação, a ciência, e isso pode ser conciliado mantendo uma crença, com as rezes e aa medicina tradicional do meu povo", afirma .

Ela comenta sobre sua atuação para sensibilizar demais famílias indígenas sobre a importância da imunização, orienta sobre a suscetibilidade aos vírus, relembrando sua experiência como técnica de enfermagem na Casa do Índio, onde trabalhou por 10 anos e viu indígenas lutarem contra doenças.

Vanuzia concluiu a graduação em Assistência Social com bolsa integral pela PUC-SP em 2020, concluindo a universidade virtualmente devido à pandemia. "O sinal era horrível na aldeia, corria com guarda-chuva para baixo de uma árvore. Fiz meu TCC inteiro pelo celular", conta. Agora, pretende fazer residência em Saúde Mental, com o mesmo propósito: contribuir com seu povo e manter viva a herança de seus ancestrais.

Teve COVID-19 e sentiu sintomas mais severos em 10 de maio. Solteira, com um filho de 24 anos, relata o sofrimento provocado pela doença: dor no corpo, tosse, muita falta de ar, além da ausência de olfato e paladar que persistem até hoje. "Não fui para o hospital porque ajudava a cuidar de outras seis pessoas, precisava ter força para dar uma palavra de conforto e cuidar deles, sem me abater. Tinha um oxímetro mas não media minha respiração para não me apavorar. Fiz o teste em 15 de junho e já estava curada", conclui, com sabedoria e serenidade.

A enfermeira Mônica Calazans, 54, é a primeira brasileira imunizada com a vacina do Butantan contra a COVID-19 no país. Mulher, negra e com perfil de alto risco para complicações provocadas pelo coronavírus, não deixou de atuar nos hospitais da capital paulista para ajudar a salvar vidas. Para Mônica, a campanha de imunização é uma oportunidade de recomeço para toda a população do Brasil.

"Não é apenas uma vacina. É o recomeço de uma vida que pode ser justa, sem preconceitos e com garantia de que todos nós teremos as mesmas condições de viver dignamente, com saúde e bem-estar", afirmou a enfermeira, que é obesa, hipertensa e diabética.

Em maio, quando a primeira onda da pandemia entrava na fase de pico em São Paulo, Mônica decidiu se inscrever para vagas de enfermagem com contrato por tempo determinado. Entre vários hospitais, escolheu trabalhar no Instituto de Infectologia Emílio Ribas mesmo sabendo que estaria no epicentro do combate ao coronavírus. "A vocação falou mais alto", afirmou.

Residente em Itaquera, na zona leste da capital, Mônica trabalha em turnos de 12 horas, em dias alternados, na UTI do Emílio Ribas, hospital de referência para casos graves de COVID-19. O setor tem 60 leitos exclusivos para o atendimento a pacientes com coronavírus, com taxa de ocupação média de 90%.

Mulher de muitos recomeços, Mônica atuou como auxiliar de enfermagem durante 26 anos e decidiu fazer faculdade já numa fase mais madura, obtendo o diploma aos 47 anos. "Quem cuida do outro tem que ter determinação e não pode ter medo. É lógico que eu tenho me cuidado muito na pandemia toda. Preciso estar saudável para poder me dedicar. Quem tem um dom de cuidar do outro sabe sentir a dor do outro e jamais o abandona," disse.

Viúva, ela mora com o filho, de 30 anos, e cuida da mãe, que aos 72 anos vive sozinha em outra casa. Por isso, Mônica é minuciosa nos cuidados de higiene e distanciamento tanto no trabalho quanto em casa - até agora, nenhum dos três foi contaminado pelo coronavírus. Apesar disso, Mônica viu a COVID-19 afetar sua família quando o irmão caçula, que é auxiliar de enfermagem e tem 44 anos, ficou internado por 20 dias devido à doença.
Apesar da rotina intensa, a enfermeira mantém o otimismo e o equilíbrio emocional. Torcedora do Corinthians, Mônica aproveita as folgas no hospital para assistir aos jogos do clube de coração. Ela também é fã de de séries de TV e das canções de Seu Jorge, artista favorito da enfermeira.

Mônica se apoia na fé para manter a confiança e faz orações diariamente por si própria, familiares, colegas do trabalho e, principalmente, pelos pacientes. "Eu tenho sempre em mente que não posso me abater porque os pacientes precisam de mim. Tenho sempre uma palavra de positividade e de que vamos sair dessa situação. O que também me ajuda é o prazer que sinto com o meu trabalho", concluiu.

Primeira vacinadora
A primeira vacinadora do Brasil também é mulher e enfermeira. Jéssica Pires de Camargo, 30, atua na Coordenadoria de Controle de Doenças e mestre em Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo.

Com histórico de atuação em clínicas de vacinação e unidades de Vigilância em Saúde, Jéssica já aplicou milhares de doses em campanhas do SUS contra febre amarela, gripe, sarampo e outras doenças. Para Jéssica, o início da vacinação contra a COVID-19 é um marco histórico na própria carreira e, sobretudo, para o Brasil.

"Não esperava ser a pessoa a aplicar esta primeira dose. Isto me enche de orgulho e esperança de que mais pessoas sejam protegidas da COVID-19 e que outros colegas de profissão possam sentir a mesma satisfação que sinto ao fazer parte disso. São mais de 52 mil profissionais de saúde mobilizados nesta campanha e cada um deve receber o devido reconhecimento", afirmou Jéssica.

A Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) aprovou neste domingo (17), por unanimidade, a autorização temporária de uso emergencial da vacina CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e da vacina Covishield, produzida pela farmacêutica Serum Institute of India, em parceria com a AstraZeneca/Universidade de Oxford/Fiocruz.

As decisões serão publicadas e comunicadas às duas instituições ainda hoje. Com relação à CoronaVac, em especial, a autorização foi condicionada ainda à assinatura de um Termo de Compromisso e sua respectiva publicação no Diário Oficial da União (D.O.U.).

Esse Termo de Compromisso determina que, até 28/2, seja realizada e apresentada à Anvisa a complementação dos estudos de imunogenicidade, conforme aprovado no desenho de estudo clínico fase III da vacina. A chamada imunogenicidade é a capacidade, por exemplo, de uma vacina incentivar o organismo a produzir anticorpos contra o agente causador da doença. Esse documento, portanto, deve complementar as informações referentes à imunidade conferida aos voluntários que receberam a vacina na terceira fase de desenvolvimento clínico. O dado é imprescindível para que se possa concluir a duração da resposta imunológica nos indivíduos vacinados.

Tanto a Fiocruz quanto o Instituto Butantan devem dar continuidade aos estudos e à geração de dados para permitir o registro sanitário na Anvisa. Da mesma forma, ambos precisam manter o monitoramento da segurança das vacinas, fundamental para garantir que os benefícios continuem a superar os riscos para as pessoas que recebem vacinas contra Covid-19. A Anvisa, como órgão regulador federal, pode revisar e ajustar as condições para o uso emergencial frente a resultados que sejam considerados relevantes, inclusive dados e informações provenientes de autoridades reguladoras internacionais.

A diretora da Anvisa Meiruze Freitas, relatora dos dois processos, ao proferir seu voto, destacou que “o acesso às vacinas e à proteção que elas podem conferir é questão de segurança nacional, beneficiando diretamente os profissionais de saúde, seus pacientes, familiares, comunidade e a saúde geral do país”.

Entenda

O procedimento de autorização de uso emergencial avalia a adequação das candidatas a vacinas contra Covid-19 para a utilização durante a atual emergência em saúde pública, de modo a minimizar, o mais rápido possível, os impactos da pandemia. É importante ressaltar que as autorizações temporárias para uso emergencial não são permissões para a introdução no mercado para fins de comercialização, distribuição e uso. Ou seja, não foi concedido ainda o registro sanitário.

Assim sendo, eventual violação da condição da autorização de uso emergencial estará sujeita às penalidades previstas, conforme legislação (Lei 6.437/77) que dispõe sobre as responsabilidades aos titulares das autorizações. Os demandantes – Instituto Butantan e Fiocruz – devem fornecer prontamente à Anvisa quaisquer outros dados, recomendações ou orientações que sejam elaborados ou que cheguem a seu conhecimento e tenham relevância para a contínua avaliação do perfil de benefício e risco das vacinas, bem como para a segurança e suas condições de uso.

FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com direito a decoração especial e cardápio diferenciado, o Bom Prato Dia e Noite de São Bernardo, primeira unidade do Estado a funcionar no modelo Dia e Noite, completou, nesta sexta-feira (15/01), dois anos de atividades. Referência em alimentação popular balanceada e de qualidade, o restaurante já serviu, desde sua inauguração, mais de 1,24 milhão de refeições.

Para celebrar o aniversário, a unidade Centro do Bom Prato Dia e Noite recebeu bexigas e faixas decorativas. O cardápio contou com incremento especial digno de festa. Além do tradicional arroz branco e feijão carioca, no almoço, a população pôde degustar lagarto ao molho madeira, nhoque ao molho sugo e, de sobremesa, bolo gelado de coco. Já o jantar teve como prato principal frango à Carolina, virado de legumes de guarnição, e bolo de coco gelado de sobremesa. Apesar da refeição diferenciada, o valor permanece R$ 1.

Diariamente, o Bom Prato Dia e Noite de São Bernardo oferece 2.300 refeições, sendo 300 cafés da manhã (ao custo de R$ 0,50), 1.500 almoços (R$ 1) e 500 jantares (R$ 1). O restaurante é referência em alimentação de qualidade com foco na população de baixa renda, idosos, desempregados e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

 

CARDÁPIO – Para começar o dia, o café da manhã tem 400 calorias, composto por leite com café, achocolatado ou iogurte, pão com margarina, requeijão ou frios e uma fruta da estação. Já o almoço e o jantar são refeições de 1.200 calorias, com arroz, feijão, salada, legumes, um tipo de carne, farinha de mandioca, pãozinho, suco e sobremesa.

FUNCIONAMENTO – O Bom Prato Dia e Noite fica ao lado do Poupatempo, na Rua Nicolau Filizola, Centro, e funciona de segunda à sexta-feira, das 7h às 9h, no café da manhã, a partir das 11h até o término da cota diária, durante o almoço, e, das 17h30 às 18h30, no jantar.

Por conta da pandemia causada pelo Coronavírus, o restaurante serve apenas marmitex em todos os períodos. Com isso, os clientes não podem realizar as refeições no salão para evitar aglomerações. Além disso, a fila do lado externo da unidade é organizada com maior espaçamento entre as pessoas.

BOM PRATO DE CAMPANHA – Para garantir a segurança alimentar da população em vulnerabilidade social e evitar aglomerações na unidade Dia e Noite, no Centro, a Prefeitura de São Bernardo inaugurou, em 11 de maio de 2020, o Bom Prato de Campanha, localizado na Avenida Humberto de Alencar Castelo Branco, 4.381, Bairro Assunção. No local, são servidos diariamente 800 marmitex no horário do almoço, ao preço de R$ 1.

 

A Secretaria de Saúde de Ribeirão Pires, por meio da equipe de Vigilância Sanitária, tem intensificado as ações de fiscalização para verificação do uso de máscaras e respeito às orientações de distanciamento social nos estabelecimentos comerciais da cidade.

A ação, que conta com o apoio das forças de segurança, tem como objetivo averiguar o cumprimento dos decretos municipais Nº 6.998, de 29 de abril de 2020, que determina o uso obrigatório de máscara facial e distanciamento social, e o decreto nº 7.053, de 26 de agosto de 2020, sobre a obrigatoriedade da aferição de temperatura na entrada dos estabelecimentos, medidas que visam conter o avanço do novo Coronavírus (COVID-19).

O descumprimento do decreto pode resultar em advertências, aplicação de multas, que vão até R$ 5.025,00 por pessoa, e até o fechamento do local.

“Nós pedimos à população e aos comerciantes, que se atentem ao uso correto da máscara nos estabelecimentos, que respeitem as porcentagens adequadas para evitar aglomerações e cumpram os horários estabelecidos”, orienta Carolina Stanghini, autoridade sanitária do município.

Até o momento, foram realizadas 24 autuações e 20 multas foram aplicadas. A Prefeitura informa que continuará fiscalizando os estabelecimentos.


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