06 Apr 2020

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“E as pessoas ficaram em casa/e leram livros e ouviram/e descansaram e se exercitaram/e fizeram arte e brincam/e aprenderam novas maneiras de ser/e pararam o ouviram fundo/alguém meditou/Alguém orou/alguém dançou/alguém conheceu sua sombra/e as pessoas começaram a pensar de forma diferente/e as pessoas se curaram/e na ausência de pessoas se diziam de maneiras ignorantes, perigosas, sem sentido e sem coração/até a terra começou a se curar e quando o perigo terminou/e as pessoas se encontraram lamentaram pelas pessoas mortas/e fizeram novas escolhas/e sonharam com novas visões/e criaram novos modos de vida/e curaram a terra completamente”.
E pensar que este poema foi escrito em 1869 pela irlandesa Kathleen O´Meara (1839-1888), também conhecida sob seu pseudônimo Grace Ramsay.  Ela foi escritora e biógrafa católica irlandesa/francesa durante o final da era vitoriana e correspondente de Paris da The Tablet, uma importante revista católica britânica que publica o poema cima transcrito.
Os poetas às vezes enxergam longe e veem o que nós outros não enxergamos, mas por acaso minha filha Luciana em seus exercícios de busca de novidades nesse terrível celular, novo mal de nossa civilização, descobriu o que me ofereceu para esta minha coluna, em tempos de pandemia produzida pelo coronavírus, essa ameaça atual e universal a sugerir-nos um fim de mundo e o provável começo de uma nova civilização, calcada em outros modos de vida.   Esse fim de mundo que a partir de agora alerta-nos para o inicio de uma nova era a exigir de nós outros comportamentos em outro modo de vida, queiramos ou não. Para nos dar a certeza de que estamos no limiar de tempos novos, basta saber, como já sabemos, que essa tal de pandemia abarca o mundo, sem exceção de nenhum país ou população.   
Vem a propósito o texto do poema que transcrevo para dar, inicio a esta crônica. Ele é incisivo, meio que ameaçador, mas verdadeiramente profético, na medida em que nos mostra a ideia da escritora no século passado, acima transcrita, como a adivinhar ou prever esta sacudida que estamos experimentando em nossos tempos, a prevenir-nos sobre mudanças radicais em todo o mundo, a partir de agora, nos costumes dos povos e nas ambições individuais dos aproveitadores de sempre.
Seria necessário mesmo uma catástrofe dessa envergadura a fim de alertar a humanidade para um outro modo de viver sem tantas e maiores ambições. Houve já outros alertas semelhantes, mas que não produziram melhor resultado. Quem sabe o de agora poderá nos conduzir para tempos melhores de vida e de sentimentos.

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Desde há muito tempo se registra surtos que afetaram uma grande parte das populações dos diversos países ao longo de períodos remotos e atuais. Quanto mais voltarmos no tempo, são as imprecisões sobre as doenças e suas gravidades. Porém, existem evidências históricas que são mais que suficientes para a demonstração da gravidade delas no seu tempo: - a Peste Antonina (165-180), com cinco milhões de mortes, foi devastadora, cujo nome dado foi o da dinastia vigente em Roma, que causou a morte do imperador Lúcio Vero e Marco Aurélio. A sétima mais letal; - a Praga de Justiniano (541-542), com perto de cinquenta milhões de mortes, cujo local mais afetado foi Constantinopla. A origem veio dos ratos infestados de pulgas infectadas que chegavam dos barcos mercantes. O imperador Justiniano contraiu a moléstia mas sobreviveu. A quarta mais letal da história; - a Epidemia de Varíola Japonesa (735-737), com um milhão de mortes, desenvolvida pelo intercâmbio crescente entre Japão e o continente asiático que deu lugar a outras epidemias, iniciada na cidade de Dazaifu, após pescador japonês a contrair na Coréia; - a Peste Negra (1347-1351), com duzentos milhões de mortes. É considerada a pandemia mais mortífera e com impacto mais duradouro na história da humanidade. Iniciado o surto na Ásia Central, passando pela Rota da Seda até chegar à Península de Criméia, em 1343. Hospedada nas pulgas dos ratos, se espalhou por toda a Europa usando como meio de transporte os barcos dos comerciantes. Os técnicos avaliam que a Europa tardou duzentos anos para a recuperação o nível habitacional. A primeira mais letal da história - a Varíola (1520), com cinquenta e seis milhões de mortes. Desconhecida no continente americano, mas chegou com os europeus e foi introduzida no México pelos espanhóis e foi determinante na queda do império azteca. A segunda maior da história. – a Peste Bubônica (1600), com três milhões de mortes. Teve distintos surtos nos diversos epicentros ao longo do século XVII, um dos significativos o de Londres que durou de 1665 a 1666, e foi a última grande epidemia de peste bubônica na Inglaterra. – as grandes Pestes do século XVIII  (1700), com seiscentas mil mortes. Foram diversas epidemias que surgiram em distintos países, sendo a mais conhecida  a peste russa  de 1770-1772, também conhecida como a peste de 1771; - a Cólera (1817-1923), um milhão de mortes. Decorrente pela falta de tratamento dos excrementos humanos e a ausência de água potável foram os principais responsáveis por sua propagação. No período foram produzidas seis pandemias desta doença em distintos pontos do continente asiático; - a Terceira Peste (1855), com doze milhões de mortes. A terceira pandemia de peste bubônica surgiu em Yunnan, na China, durante o quinto ano do imperador Xianfeng da dinastia Qing. Espalhou-se por todo o mundo embora nenhum outro lugar sofreu um impacto tão mortífero como a Índia que teve dez milhões de mortos. É a sexta pandemia mais letal da história; - a Febre Amarela (final dos anos 1800), cento e cinquenta mil mortes. Originada da África com transmissão entre primatas e humanos, o vírus e seu transmissor que é o aedes aegypt, um mosquito, foram levados ao continente americano por barcos de comércio de escravos; - a Gripe Espanhola (1918-1919), com cinquenta milhões de mortes. A primeira pandemia causada pela gripe H1N1 e tornou-se a terceira mais letal da história, mas dizem infectou quinhentos milhões de pessoas no mundo; - a Aids (1981 e atualidade), com trinta e cinco milhões de mortes. É causada  por um vírus de imunodeficiência que se originou em primatas na África no século XX, com contaminação em várias partes do mundo; - a Gripe Suína (2009-2010), com duzentas mil mortes. Foi a segunda pandemia causada pelo vírus H1N1, quase um século após a gripe espanhola, com origem da combinação com um vírus da gripe suína; - a Ébola (2014-2016), com onze mil e trezentos mortes. É uma febre hemorrágica  viral que afeta os humanos e outros primatas, cujo surto mais violento ocorreu em 2014 na África. Pelo visto, nos dias atuais enfrentamos a assustadora pandemia do coronavírus que já causou grande número de mortes e mudança radical nos costumes das populações a nível mundial, nos mais variados aspectos da vida pessoal, familiar e negocial, com a completa paralisação das atividades humanas decorrente da quarentena imposta e necessária para o combate a tão terrível mal. Nos poucos dias de tão rápida e radical mudança nota-se a percepção daquilo que nunca talvez tenhamos percebido o inestimável trabalho prestado por todos os servidores da saúde, a eles o nosso profundo reconhecimento e eterna gratidão.

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Fiquei matutando aqui sobre o que iria escrever essa semana. Tempo me sobra para isso.... Conversando por celular com a família e amigos, e com as paredes e vassouras.
Apesar de ter feito canto aos 16 anos, “uma soprano”, como dizia a professora Bruna Baldacchi, de Santo André, “tem futuro! ”, ao ela receber amigos durante uma aula, gente ligada à música, e me apresentar com orgulho já indo ao piano e me fazer cantar. Eu me perdi na letra da canção. Cheguei em casa e avisei minha mãe: -Não canto mais! Agora, em casa em minha clausura, se toca alguma música que posso acompanhar, abro meus pulmões. É uma forma de eu falar comigo mesma. (Mais tarde, já avó, fiz parte de um coral)
O mundo está sofrendo por uma transformação e nós, brasileiros, alarmados com o que ainda vamos enfrentar. É um momento em que encontramos muitas demonstrações de carinho. Preocupação por parte de amigos e mesmo de desconhecidos. Também de decepção com pessoas que achávamos que tinham mais do que amizade por nós.
Meu cunhado teve que cancelar a viagem de reencontro com a família nos Estados Unidos. Eu nunca pensei, mas está se virando muito bem no ap., com congelados e outros produtos de necessidade como frutas e pães, que um sobrinho leva semanalmente. Conversando diariamente, conta que está mantendo a casa limpa e, muito alegre, disse que encontrou um bilhete sob a porta, de um casal desconhecido do prédio, se oferecendo para ajudá-lo no que for necessário. Isso o fez, como disse, acreditar mais no próximo. O mundo ainda não está perdido. Ele não gostava de assistir filmes. Agora está viciado, me avisando que no canal x está passando o “Dr. Jivago” e comentando sobre os atores do passado.
Nós, pessoas idosas, já vivemos o bastante para não termos medo do dia de amanhã. Aceitamos a passagem normalmente, mas pelos nossos queridos, tentamos passar por esta mais difícil prova na vida. Tentamos preencher as horas ociosas com leituras, filmes, e trabalhos caseiros. Nos preocupamos muito com os que estão sem trabalhar e consequentemente sem receber. O caos ainda não começou. Tudo o que podemos fazer pelo próximo, agora é o momento.
Aqui em meu prédio disponibilizei meus livros para que os vizinhos os peguem no aparador da entrada no meu hall, é um pouco do que posso fazer para lhes dar um pouco de prazer.
Tenho também uma amiga vizinha, da idade de meus filhos, que semanalmente me compra as frutas e outros artigos necessários. Devemos erguer as mãos aos céus por ainda encontrarmos, como disse na crônica passada, esses anjos em nosso caminho.
Bom...essa lenga lenga já ocupou meu espaço. Espero na semana que vem mudar o papo. Já estamos especialistas nesse coronavírus, e precisamos ocupar nossa mente, para que não fiquemos estressados, com pensamentos que nos tragam mais paz...
Se cuidem amigos...
Um abraço, Didi

P.S.- agradeço o Ademir Médici por ter citado minha última crônica em sua coluna. E em tempo... quando citei as epidemias, falhei em não contar a de meningite, em que tivemos um filho contaminado. Durante 10 dias, esteve num isolamento, montado rapidamente no Posto de Saúde Nova Petrópolis, com o apoio total da Prefeitura de SBC.

O governador do Estado, João Doria, no Palácio dos Bandeirantes, acaba de anunciar, durante coletiva, junto ao prefeito Bruno Covas, aos secretários estaduais, de Educação, Rossieli Soares da Silva; de Saúde, José Henrique Germann, a coordenadora do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, Helena Sato, e o diretor do Instituto Butantã, Dimas Covas, nesta sexta (3) de abril, novas medidas no combate ao coronavírus, para a região metropolitana de São Paulo.

1ª)  Ensino à distância para mais de 3,5 milhões de alunos da rede estadual por meio de um centro de mídias, com plataforma digital (aplicativo), com internet gratuita, e pela TV Cultura. Os alunos irão assistir às aulas que serão ministradas por professores, mestres e especialistas, ao vivo, e irão interagir por meio do aplicativo, de maneira dinâmica.

Na ocasião, Doria ainda afirmou que abril será “um mês de notícias tristes para os brasileiros, pois será o período mais difícil no combate ao coronavírus, segundo os especialistas de Saúde”. O governador declarou solidariedade ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que na sua avaliação, tem conduta exemplar, “dedicada, fluída, correta e mantém boa comunicação com todos os Estados e com secretários de Saúde” e que segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), para salvar vidas.

Doria ainda agradeceu à todos os deputados estaduais da Assembleia Legislativa (Alesp) doaram o valor de suas emendas parlamentares à Saúde, no valor total de R$ 325 milhões. A quantia, que será destinada ao combate ao coronavírus, será disponibilizada em até 10 dias.

BOLETIM- O secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann, atualizou o número de casos no Estado:

- 3.506 casos confirmados

- 214 óbitos

- 395 em UTI

- 489 em enfermaria

Quando a Argentina iniciou a quarentena obrigatória, em 20 de março, a equipe da Catena Zapata (isenta da quarentena por ser produtora de alimentos) doou máscaras e luvas e dirigiu-se para os vinhedos para colher as uvas que ainda precisavam ser colhidas de uma safra extraordinária. No dia 1o de abril, a Drinks International anunciou que a Catena Zapata havia sido escolhida como a Marca de Vinho mais Admirada do Mundo em 2020 por um grupo internacional de compradores e especialistas em vinhos, inclusive profissionais desse setor de 48 diferentes países. A pesquisa foi realizada em colaboração com especialistas em pesquisa de marketing da Wine Intelligence.

O anúncio, que seria feito na Feira ProWein em março, foi adiado depois que o evento foi cancelado por causa da propagação da COVID-19 na Europa. Em um momento em que a saúde é a maior prioridade, a Catena Zapata conectou-se virtualmente com clientes e colegas de todo o mundo para encorajar as pessoas que estão em quarentena e propor um brinde virtual à sua saúde e na esperança de tempos melhores.

Laura Catena, diretora geral e membro da quarta geração da vinícola, disse: "Eu me formei em medicina na época da epidemia da AIDS, na década de 1980, e me senti impotente por não poder fazer mais do que pude. Hoje podemos ajudar a deter a propagação da COVID-19 ficando em casa e ajudando nossos pais, avós, amigos e colegas. Dedico esse prêmio para a Catena Zapata a todas as pessoas que trabalharam na vinícola da nossa família desde 1902, aos lindos vinhedos da nossa região e a todas as pessoas no mundo que, como nós, apreciam o vinho."

Para escolher o vencedor do prêmio Marca de Vinho mais Admirada do Mundo, a pesquisa pediu que os entrevistados assinalassem as três marcas de vinho que mais admiram, levando em consideração a qualidade da marca, imagem junto ao público, embalagem e autenticidade em relação a suas regiões de origem. Outros vinhos recentemente premiados foram Torres, Penfolds e Concha y Toro.

Em coletiva à imprensa, realizada na quinta (2), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) os ministros: da Saúde, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; de Minas e Energia e do Turismo informaram as ações emergenciais do Governo Federal para atenuar os impactos do novo coronavírus (Covid-19) no País.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou o lançamento de um painel online para acompanhar a quantidade de leitos e insumos, como testes, máscaras, luvas, entre outros, disponibilizados em cada estado. O intuito é dar transparência às ações e esforços no combate ao coronavírus no País. Até o momento, o Ministério da Saúde repassou 40 milhões de itens a estados e municípios. Para saber mais acesse: saude.gov.br/coronavirus

Mandetta também informou que assinou na quarta (1) contrato para aquisição de 8 mil respiradores com a expectativa de entrega em 30 dias.

Direitos Humanos

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares, apresentou as ações integradas com ministérios, estados e municípios com foco na garantia de direitos e combate à violência. A mais recente delas é o lançamento de plataformas digitais dos canais de atendimento da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).

Segundo o ministra, o Disque 100 abriu canal específico para atender à demanda de denúncias de violações dos direitos humanos relacionadas ao novo coronavírus. O serviço, entre os dias 17 e 25 de março, recebeu mais de 7 mil ligações e já registrou quase mil denúncias referentes ao tema."Todos nós estamos trabalhando incansavelmente e buscando soluções diante dos novos desafios. Com essas medidas, queremos ampliar a rede de acolhimento e proteção dos direitos humanos para garantir a efetividade das políticas públicas", ressaltou a ministra.

O ministério vai disponibilizar ainda uma cartilha de prevenção a acidente doméstico com crianças e idosos. "Nós estamos temendo que tenha um número maior de acidentes domésticos neste período em que as crianças estão brincando dentro de casa. Estamos chamando a atenção dos pais cuidado redobrado com as crianças. É uma preocupação muito grande nossa com acidentes domésticos com idosos e crianças", informou a ministra.

Energia

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o ministério está trabalhando com todos os órgãos e empresas vinculadas ao setor elétrico, petróleo, gás e combustíveis. "Nós criamos comitês setoriais que se reúnem diariamente com os setores visando a garantia a segurança energética do país e abastecimento de combustíveis e minerais", completou.

O Ministério está trabalhando com todas as secretarias de infraestrutura dos estados e com organismos internacionais para troca de experiências, processos e soluções para dificuldades e desafios que surgem com a epidemia do coronavírus."De forma tranquilizadora, podemos dizer que a segurança energética do país está garantida, bem como o abastecimento de combustíveis e minerais," concluiu o ministro.

Turismo

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, ressaltou que o turismo brasileiro tem impacto de 8,1% de todo o PIB nacional. "O setor estava com crescimento muito importante ao longo de 2019. Conseguimos gerar 163% de emprego a mais que o ano de 2018 e de repente fomos surpreendidos com essa pandemia. Logo no primeiro caso identificado no Brasil, o Ministério do Turismo convocou o Conselho Nacional do Turismo (CNT) para que pudéssemos junto as entidades representativas do setor, debater as ações e possíveis impactos do setor de turismo no Brasil, que certamente foi o primeiro a ser impactado", afirmou.

O Ministério do Turismo informou que, junto com Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e a Caixa Econômica, irá possibilitar aos empreendedores do setor suporte financeiro através de linhas de crédito. Além disso, em parceria com o Ministério da Justiça, elaborou medidas que irão resguardar o direito dos consumidores e empresas do setor. Os consumidores terão direito a 100% de ressarcimento dos serviços contratados garantindo as empresas o prazo máximo de 12 meses após o fim da pandemia para efetuar o reembolso.


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